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quarta-feira, 11 de março de 2015

Outra boa surpresa do mundo árabe


Ainda a respeito de surpresas provenientes do mundo árabe, não poderia deixar de assinalar esta atitude de mais uma mulher corajosa. Enfim alguma coisa parece estar a mudar no que diz respeito ao domínio dos homens mais conservadores sobre as mulheres. 
Sem dúvida só as mais instruídas conseguem ter a coragem e a assertividade necessárias para enfrentar as atitudes de prepotência, arrogância a autoritarismo tradicionais de muitos homens do mundo árabe, particularmente os mais religiosos, conservadores e retrógrados. Este foi um sheik sunita...
Rima Karaki, jornalista libanesa é um exemplo a seguir. Veja aqui

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

No centenário de Jorge Amado


Passaram 100 anos sobre o nascimento daquele que o jornal O Globo considerou "o homem que melhor escreveu um país". 
O Brasil de Jorge Amado acompanhou a minha juventude nas noites incontáveis em que, presa às suas páginas, me imaginava a viajar pelos seus areais, as roças de cacau, as praias e as praças das cidades baianas.
Depois vieram as adaptações televisivas de alguns dos seus melhores romances e a seguir o cinema.  Obras como"Gabriela, cravo e canela", "Dona Flor e seus dois maridos", "Tieta do Agreste" ou "Capitães da areia" ganharam forma e corpo nas imagens do écran. E com elas um novo desafio à nossa imaginação e as habituais comparações entre a obra literária e as formas narrativas associadas ao cinema.

Uma atriz em especial parece ter reunido alguma característica comum a muitas das personagens principais de Jorge Amado: Sónia Braga interpretou Gabriela, Tieta, Tereza Batista e Dona Flor.
Agora, por altura do centenário de Jorge Amado, surge um remake de Gabriela, da TVGlobo, onde aparece, surpreendentemente bem no papel, Juliana Paes e mais um excelente elenco. Apetece rever Gabriela e recordar, sempre, Jorge Amado.

Para saber mais sobre as personagens femininas na obra de Jorge Amado, clique aqui.

sábado, 14 de julho de 2012

A destruição da Escola pública (e não só)



As reformas do governo são essencialmente financeiras, não pedagógicas. 
O desemprego docente será imprevisível e há nas escolas uma enorme desorientação.
O colega Paulo Guinote foi certeiro e objetivo nas suas críticas ao governo, as quais subscrevo.
No final do programa 84% dos ouvintes deu nota negativa às políticas do Ministério da Educação.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rock in Rio Lisboa visto do meu sofá


Em cinco edições, é a terceira vez que, por motivos diferentes, fico em casa a ver o Rock in Rio pela televisão. Por um lado tem vantagens: desde logo o conforto; depois não ter de comer poeira e trazê-la no cabelo, além de aguentar horas em pé em filas de espera à entrada e à saída. Mas por outro, a atmosfera e as emoções que se vivem em concertos ao vivo são impossíveis de se reproduzir em casa. Mesmo assim fiz questão de acompanhar a transmissão das três últimas edições: em 2008, 2010 e agora. Devo dizer que foi a de 2012 aquela de que mais gostei, em especial este fim de semana, pela diversidade e qualidade das propostas. 
Desde Luís Represas com João Gil e Jorge Palma, até Ivete Sangalo, passando pelos Gift e os Xutos e Pontapés, ouviu-se de quase tudo. Porém, foram os Maroon 5, Stevie Wonder, Bruce Springsteen, Joss Stone e especialmente Bryan Adams aqueles que mais apreciei. Ouvi e vi, embora à distância, canções verdadeiramente maravilhosas, em que o calor do público e a sintonia dos artistas em palco com o coro das pessoas, criaram momentos quase mágicos. 
O Rock in Rio, desculpem-me os não apreciadores, tem vindo a afirmar-se como um grande acontecimento musical em Portugal, que deixará uma marca de qualidade, apesar de todos os inconvenientes de uma logística de desconforto e até algum sacrifício. 
Lembro-me de ter assistido de perto ao incrível concerto de Paul McCartney e ao de Sting nas primeiras edições. Foram momentos realmente memoráveis.
Nesses anos cheguei a casa já madrugada alta, estafada, com as pernas bambas, os ouvidos a zumbir e a cabeça cheia de sons e imagens; lembro-me de despir as calças de ganga e ficar a ver as pobres quase ficarem em pé; além disso lembro-me de depois olhar para o espelho e não reconhecer a cor das minhas pestanas...
Nos anos seguintes, em que não fui, segui pontualmente alguns dos nomes mais significativos para mim, como Shakira e Anastacia. Lembro-me de nessa altura reconhecer na televisão o meu irmão, no meio daquela imensa plateia em pé, com a barba pintada de cor-de-rosa! Ele que anda impecavelmente aparado e vestido de fato todos os dias da semana, ali estava transfigurado naquela imagética do pop-rock. Não me admirei por aí além, pois eu mesma, numa das edições, vim para casa cheia de tatuagens auto-colantes com pequeninas guitarras, que espalhei em várias partes do corpo, a condizer com as duas tranças e o boné de pala. Durante um ou dois dias, se estivesse no meio dos meus alunos, seria finalmente um deles.
Quem corre por gosto não cansa. Se pudesse, teria certamente lá estado de novo este ano. Não sei em que figura regressaria a casa, mas certamente tão cansada quanto feliz.




Este vídeo quase não se ouve, foi gravado com o som muito baixo, mas dá para ver o ambiente e perceber o envolvimento do público português a cantar afinadíssimo em coro com Adam Levine.





Aqui foi um momento de completa surpresa para mim: Bryan Adams convida alguém da plateia para cantar com ele e escolhe, aparentemente ao acaso, uma fã: "the girl with the black t-shirt". Tratava-se afinal de Vanessa Silva, uma cantora que tem trabalhado em musicais de Filipe La Féria e em programas de televisão. Resultou num fabuloso e inesperado dueto. Motivo de orgulho para as mulheres portuguesas, achei eu. 
Vejam a notícia aqui.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Buranovskiye Babushki, as avozinhas dançantes



Todos os anos costumo ver pelo canto do olho o Festival da Eurovisão. Serve de ambiente de trabalho para fazer o jantar ou arrumar a cozinha. Desde que no ano passado os "Homens da Luta" quebraram completamente o "protocolo" ao apresentar uma canção que mais parecia saída dos anos revolucionários do PREC, "A Luta é Alegria", outras coisas igualmente "folclóricas" e imprevisíveis tornaram a aparecer. 



Por exemplo as avozinhas russas, que, tal como os "Homens da Luta" têm uma motivação social e de protesto. Não deixa contudo de ser engraçado o seu objetivo. O grupo de senhoras, cujas idades somam mais de 500 anos, quer ganhar o prémio para com ele construir uma igreja na sua aldeia. Assim, deixariam de ter de ir à missa à igreja mais próxima, a 40 km das suas casas. 




O Festival obedece quase sempre aos mesmos  figurinos: os grupos de jovens roqueiros, mais ou menos ruidosos, as esculturais cantoras de baladas, as coreografias e os trajes flamejantes e outros recursos, efeitos especiais e fogos de artifício, sempre no intuito de captar as atenções e ganhar a maior votação. 
As senhoras do grupo Buranovskiye Babushki, como a sua "Party for everybody" podem ser só a fachada presumivelmente "inocente" de uma bela jogada da indústria musical russa, ou mesmo servir fins de propanganda do regime, não sei. Mas que têm imensa graça, têm. Por mim, levavam já o prémio, pela coragem de competir e de se apresentarem com os seus trajes regionais no meio de todas aquelas beldades.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Para onde foi a Cultura Clássica?



Em questão o declínio ou mesmo desaparecimento das línguas clássicas e também dos cursos técnicos e profissionalizantes. Reformas "eduquesas" debatidas por Maria do Carmo Vieira e Medina Carreira.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dia mundial para a Liberdade de Imprensa

 O dia 3 de Maio foi declarado Dia Mundial da Liberdade de Imprensa pela Decisão 48/432, de 20 de Dezembro de 1993, aprovada pela Assembleia-Geral das Nações Unidas. 
Foi escolhido o dia 3 de Maio por se tratar da data do aniversário da Declaração de Windhoek. 
Esta Declaração foi aprovada durante um Seminário organizado pela UNESCO sobre a "Promoção da Independência e do Pluralismo da Imprensa Africana", que se realizou em Windhoek, Namíbia, de 29 de Abril a 3 de Maio de 1991. 
A Declaração considera a liberdade, a independência e o pluralismo dos media como princípios essenciais para a democracia e os direitos humanos.  (PAN - Sintra)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Coragem de ensinar



"Coragem de Ensinar" é uma reportagem da jornalista Conceição Queiroz, com imagem de Gonçalo Prego e montagem de Miguel Freitas. Será emitida no dia 23 de Abril, no "Jornal das 8".
O "Repórter TVI" ouviu testemunhos de professores que enfrentam as dificuldades que decorrem da experiência de trabalhar com alunos que lhes transformam a vida num inferno, sem deixar de dar voz aos estudantes que provocam esses conflitos.

O que aconteceu para que o professor perdesse prestígio e autoridade? Os professores queixam-se da extrema indisciplina vivida na sala de aula, das ameaças e do desrespeito. Também reconhecem que a classe perdeu prestígio com o passar dos anos.

Mais de 4 mil ocorrências de natureza criminal em contexto escolar foram participadas no ano letivo 2010/2011, no âmbito do programa Escola Segura. O Observatório de Segurança em Meio Escolar registou quase 250 casos de agressões contra professores e funcionários. Ofensas à integridade física, injúrias, vandalismo ou furtos são alguns dos crimes detetados.
Enviado por Ana C. Silva

quarta-feira, 28 de março de 2012

Opinião Pública sobre a revisão curricular



A participação de Paulo Guinote no programa Opinião Pública de ontem na SIC Notícias, dispensa, como sempre, comentários, mas eu gostaria de salientar o telefonema de um telespetador, que me parece um curioso contributo:
"A Educação foi esquecida pelos políticos, com muita pena minha e de muita gente; a boa educação é o reflexo de uma boa formação cívica das pessoas, uma boa educação baixa a taxa de criminalidade, uma boa educação torna as pessoas mais cultas, mais humanas e penso que no futuro o desejo desenfreado de acesso ao ensino superior e aos cursos superiores, vai ter de acabar por ser revisto, porque nem toda a gente no futuro pode ser doutor, engenheiro ou médico e as profissões menos nobres (que eu acho que não o são) têm de ser valoradas. Tem de se dar mais valor ao pedreiro, ao mecânico, ao carpinteiro, incentivar as pessoas a usarem os dotes naturais com que nascem para as mais diversas profissões que existem e apostar muito na formação das pessoas em termos cívicos e humanos, e não tanto em fazer com que toda a gente atinja um nível superior, pois chega a uma altura em que a vida acaba por se esgotar."
 Ângelo Barbosa, técnico de máquinas, 45 anos, Lisboa

Para ver aqui. 49 minutos em que ninguém humilhou, como habitualmente, os professores, e até, no geral, as participações ao telefone foram bastante construtivas! Hurra!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O racismo nas suas diversas facetas


Foi eleita uma estudante de raça negra como Miss Universo. Deve ser coisa rara, mas aconteceu em S. Paulo. Leila Lopes, que é angolana, viu-se poucas horas depois da sua coroação como a mulher mais bela do mundo, enxovalhada por insultos mimosos, como por exemplo que, como é igual aos macacos, podem convidá-la para o papel de filha do King Kong! Lamentável!

Ler aqui a notícia e ver aqui a fotogaleria.

sábado, 28 de maio de 2011

Oprah despede-se do seu programa


Parece que se emocionou. E não é para menos. Foram de 25 anos a dar a cara por várias causas, algumas das quais ajudaram, efectivamente, muitas pessoas.
 Frequentemente objecto de críticas e invejas por ganhar muito dinheiro, Oprah fez bem o seu trabalho. Tenho pena que ele tenha chegado ao fim.

Ler aqui.




Porém, Oprah poderá continuar o trabalho na sua produtora, e, dizem as crónicas, poderá até contratar para apresentadora do seu próximo programa... pasmem! Pippa Middleton!

Ler aqui.

domingo, 8 de maio de 2011

A Luta é Alegria



Os Homens da Luta explicam a sua filosofia à imprensa alemã.
Já tinha percebido que não são parvos nenhuns, embora às vezes componham o cromo do Zé povinho meio-pacóvio. Citam Martin Luther King, Gandhi e Jesus Cristo. Assumem-se como pacifistas. São bem dispostos e despretensiosos. Querem contagiar os alemães com a sua alegria.

É já na terça-feira que começarão em Dusseldorf as eliminatórias do Festival da Eurovisão.
É desta que recomeço a ver este concurso e a torcer por uma representação de Portugal.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Nada de Cultura - vamos falar dos Clássicos

"Esta semana, "Nada de Cultura" irá falar dos clássicos. Numa altura em que as inscrições nas faculdades estão a aumentar nos cursos de letras clássicas é importante saber quando se fala de língua e literatura clássica.

Terão os pedagogos modernos receio dos clássicos? Para falar sobre esta e outras questões Francisco José Viegas convida Raul Rosado Fernandes, professor catedrático jubilado de filologia clássica da Faculdade de Letras e investigador do Centro de Estudos Clássicos, Raul Rosado Fernandes e o professor de literatura portuguesa e brasileira, Abel Barros Baptista.

"Nada de Cultura" , quarta-feira dia 26 de Janeiro, no TVI24, à 01h06 com a apresentação de Francisco José Viegas."

"Nada de Cultura" é o novo programa do TVI24 apresentado por Francisco José Viegas. Conheça o Blogue do programa aqui.

(Enviado por Becas)

domingo, 12 de dezembro de 2010

Contra-informação acabou



Catorze anos, cento e setenta bonecos irreverentes. Deve ser o sinal dos tempos e o fim da liberdade no humor em Portugal.
Ler a notícia aqui.

domingo, 31 de outubro de 2010

A última vez que vi Paris


"Last time I saw Paris" recria a vida de um escritor em Paris, a partir de uma história de Scott Fitzgerald, dirigida por Richard Brooks em 1954. Nada melhor para uma noite fria e chuvosa do que enroscar no sofá e saborear o rigor da direcção de quem sabe de facto fazer cinema, com actores magníficos, em cenários maravilhosos, com uma fotografia e uma iluminação espectaculares e, last but not least, um guarda-roupa sumptuoso.

Não são demais os adjectivos para este filme espantosamente belo e interpelador: um drama realista, passional até às entranhas, e tão profundamente humano que sentimos a dor e até o frio dos personagens.

Elizabeth Taylor, linda e convincente, como sempre, chegaria só por si para encher o écran, mas a beleza de Paris torna-a ainda melhor. Actores pricipais: Elizabeth Taylor, Van Johnson, Donna Reed, Eva Gabor e Roger Moore.

Para quem não teve a sorte de ver este filme na RTP2, o DVD existe disponível na Amazon.

Um verdadeiro presente para os apreciadores de clássicos da 7ª arte.


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Flintstones fazem 50 anos

Quem não se lembra dos Flintstones, uma série de desenhos animados produzida pela dupla de desenhadores William Hanna e Joseph Barbera na década de 60. Os desenhos retratavam uma família da Idade da Pedra, mas com hábitos e estilo de vida perfeitamente burgueses. Barney e Betty e os seus amigos, Fred e Wilma, vivendo como os homens das cavernas, tinham, apesar disso, candeeiros, automóveis, sofás e televisão.
Um delírio para a pequenada do meu tempo. Algumas vezes a série chegou até mim apresentada pelo saudoso Vasco Granja,  no seu programa de divulgação de desenhos animados na televisão. Calcula-se que a série foi vista por 300 milhões de espectadores em 80 países e dobrada em 22 idiomas. Bons tempos!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A bestialidade do Miguelito


... por acaso, digo, sem acaso, não sabia desta bestialidade do Miguelito. Quando estava a ver o noticiário da SIC e, assim que este querido começou a falar, mudei de canal. Isto porque, em tempos este "não Sr." fez as contas do número de dias que os professores trabalhavam e chegou à brilhante, que não é de mente, conclusão que só trabalhávamos 2 meses. Não sei porquê mas parece-me que tem um trauma com professores e, mais grave, talvez seja por isso, não sabe fazer contas. A partir desse momento, por ver que, como alguns já o disseram, não faz o trabalho de casa e, por isso, não sabe o que diz, deixei de o ouvir. Infelizmente as minhas conclusões confirmam-se. Este homem (com letra minúscula) vai para a televisão falar e comentar o que não sabe...

O que não sabe pensar