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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Do horror em Paris e algumas boas suspresas

Já foi dito e escrito quase tudo sobre os trágicos acontecimentos dos últimos dias em Paris.
A intolerância e o racismo, a violência e obscurantismo, a liberdade de imprensa ou os seus limites, o retrocesso civilizacional de quem quer reinstaurar a pena de morte, o circo mediático em torno de dezenas de chefes de Estado, uns mais sinceros, outros mais hipócritas, e uns que mais valia terem ficado em casa, já que, direitos humanos são coisa com a qual não costumam propriamente tomar o pequeno almoço.

De qualquer modo saliento duas ou três notas positivas a respeito do desempenho de alguns políticos:

1ª) a comparência (quase imediata) junto do escritório do Charlie Hebdo, vandalizado e objeto de uma carnificina, do presidente da república François Hollande.

2ª) a assunção (quase imediata) das responsabilidades pela falha na segurança nacional que permitiu a ocorrência de atentados perpetrados por criminosos já referenciados, por parte do primeiro-ministro Manuel Vals.

3ª) a participação na manifestação de Pedro Passos Coelho e Assunção Esteves, em representação de do Estado português. Não simpatizo com nenhum dos dois, mas gostei de vê-los por lá nesta ocasião.

4º) a participação do casal real da Jordânia, do qual já tinha boa impressão, em particular de Rânia, sobre quem já tinha escrito aqui em 2009 por ocasião da sua visita a Portugal.
Ao contrário das tradicionais rainhas árabes, que sempre vivem à sombra dos maridos e submetidas à tradição, Rânia da Jordânia continua a surpreender-me pela positiva.
Foi a primeira vez que vi uma rainha a desfilar numa manifestação, ainda mais sendo uma mulher árabe. A sua posição permite-lhe, felizmente, lutar e defender alguns direitos das mulheres no mundo árabe, como o direito à instrução e a uma participação ativa no mundo do trabalho.
Ficam aqui as suas palavras na página oficial do Facebook:
"As a Muslim, it pains me when someone derides Islam and my religious beliefs. It also pains me when someone derides other religions and other people’s religious beliefs. But what offends me more, much more, are the actions of the criminals who, this week, dared to use Islam to justify the cold-blooded murder of innocent civilians. This is not about Islam or being offended by the Charlie Hebdo magazine. This is about a handful of extremists who wanted to slaughter people for any reason and at any cost.
Islam is a religion of peace, tolerance and mercy. It is a source of comfort and strength for more than 1.6 billion Muslims – the same people who are shocked, saddened and appalled by the events in Paris this week.

Today, I join His Majesty King Abdullah in Paris to stand in solidarity with the people of France in their darkest hour... To stand in unity against extremism in all its forms and to stand up for our cherished faith, Islam. And so that the lasting image of these terrible events is an unprecedented outpouring of sympathy and support between people of all faiths and cultures."

sábado, 7 de junho de 2014

Dia D, 70 anos

Foto: Pérola de Cultura, Normandia, Agosto de 2012

Recordamos hoje o Dia D nas praias do desembarque na Normandia, 70 anos depois. 
No dia 6 de Junho de 1944 deu-se o princípio do fim do nazismo.
Hoje na Normandia, mais propriamente na praia de Arronches-les-bains, juntaram-se muitas personalidades dos países envolvidos e também antigos combatentes que participaram na operação, uma das mais bem planeadas e inteligentes das forças aliadas. 
Muitos meses e muitos mortos depois era assinalado o fim da II Guerra Mundial, uma das mais mortíferas, sangrentas e cruéis que a História já conheceu.
Pela componente racista e paranóide dessa guerra, que permitiu o extermínio de milhões de seres humanos, hoje mais do que nunca, é preciso ler precocemente os sinais e evitar a todo o custo que estas memórias se apaguem. Para que o mundo nunca mais assista nem suporte algo de semelhante.

terça-feira, 27 de maio de 2014

As voltas da Europa



Dos resultados das eleições europeias duas coisas saltam à vista: na França a subida, da extrema-direita, pela mão da família Le Pen; na Grécia, a vitória da Syriza, cujo líder é Alexis Tsipras.  
Se o fenómeno francês já era  algo esperado, pelo contrário, a subida da esquerda dita radical na Grécia é surpreendente. 
Se por um lado a sociedade francesa há muito que se debate com conflitos de natureza racista e xenófoba, o que pode explicar esta subida, os gregos estão cansados dos partidos ligados aos habituais governos, que sistematicamente têm imposto ao povo uma austeridade crescente e sacrifícios nunca antes vividos.
Interessante será ver como a Syriza vai encarar a Front National no Parlamento Europeu, depois de o seu patriarca ainda há pouco ter declarado à imprensa que "o problema do excesso de emigrantes se resolveria facilmente com o vírus ébola"!


Se não se conseguir dominar em breve estes aspirantes a Hitler, podemos vir a enfrentar na Europa um déjà-vu de seríssimas consequências, como se as memórias do holocausto nazi já se tivessem dissipado das nossas mentes... 
Para este combate é fundamental a presença da Syriza no Parlamento Europeu. 
Pena é que Portugal tenha tido uma expressão tão fraca de deputados eleitos pela esquerda e uma abstenção tão elevada. Pensava eu que o pessoal já estava mentalizado que não é não votando que os problemas se resolvem...

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Memórias de Auschwitz


Photo/Fot. Paweł Sawicki 
"The 70th anniversary of the mutiny and escape of prisoners from penal company in Auschwitz II-Birkenau (10 June 2012). August Kowalczyk, the last living participant of the escape was an honorary guest of the ceremony. He gave his testimony and commemorated the victims of the camp at the site of the escape. 
The Museum is a state institution, reporting directly to the Polish Minister of Culture and National Heritage. On December 31, 2008, there were 253 people employed at the Museum. This number does not include approximately 230 rigorously trained guides, who work in 15 languages. The International Center for Education about Auschwitz and the Holocaust has been operating at the Museum for several years."


Para que a memória nunca nos falte, é útil de vez em quando reavivar as mentes sobre aquele que foi talvez um dos maiores genocídios da História da Humanidade: o Holocausto nazi. 
Auschwitz é um dos lugares de memória, na Polónia, que já foi vandalizado mais de uma vez. 
Não podemos deixar que sejam destruídos lugares como este, pois o objetivo é obviamente destruir provas onde as memórias do terror nazi estão justamente mais vivas. Hoje é um Museu, a preservar e apoiar.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Recordar Martin Luther King

"Yes, if you want to say that I was a drum major. Say that I was a drum major for justice. Say that I was a drum major for peace. I was a drum major for righteousness. And all of the other shallow things will not matter."
Martin Luther King

Este é um extrato do seu discurso na Igreja Batista de Ebenezer, a 4 de fevereiro de 1968. No mesmo ano, a 4 de abril, era assassinado em Memphis este homem, que lutou por manter vivo um sonho: o da igualdade de direitos civis para todos os negros.
"Martin Luther King nasceu em Atlanta, a 15 de janeiro de 1929 e foi um pastor protestante e ativista político norte-americano. Destacou-se na defesa direitos civis dos negros, promovendo uma campanha pela liberdade, contra a violência e a segregação racial."
(Daqui)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O racismo nas suas diversas facetas


Foi eleita uma estudante de raça negra como Miss Universo. Deve ser coisa rara, mas aconteceu em S. Paulo. Leila Lopes, que é angolana, viu-se poucas horas depois da sua coroação como a mulher mais bela do mundo, enxovalhada por insultos mimosos, como por exemplo que, como é igual aos macacos, podem convidá-la para o papel de filha do King Kong! Lamentável!

Ler aqui a notícia e ver aqui a fotogaleria.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Campanha eleitoral - o deplorável

Cartaz de campanha do Partido Nacional Renovador

Podem ampliar a imagem. Mas mesmo que não o façam, vê-se bem uma ovelha branca a dar coices numa data de ovelhas escuras, que vão do preto ao castanho, até ao mais ou menos escurinho. Muito elucidadtivo, não é?

Quererão eles voltar ao tempo em que "orgulhosamente sós" tratávamos os negros das colónias como "escarumbas", "animais", ou "cães"? Ao tempo em que soldados portugueses, drogados com drogas químicas ou ideológicas, exibiam "orgulhosamente" para a máquina fotográfica cabeças de negros espetadas na ponta da sua baioneta?

Este cartaz é do mesmo PNR que na semana passada na televisão terminou o seu discurso de final de debate com a frase de Salazar "A Bem da Nação"!

Essa frase nunca mais abandonou a minha memória, já que constava das contracapas dos meus livros escolares em mocinha e que aprendi a raspar com um canivete.  Um dia numa aula de Matemática valeu-me um valente castigo por estar em falta no caderno de Trigonometria, coisa que não escapou ao professor que todos diziam ser informador da PIDE. (Que Deus lhe perdoe, já que eu não sou capaz!)

Mais disto em Portugal, não, obrigada!

sábado, 5 de março de 2011

Ascenção e queda de um rufia


Em tempos admirei-o pelo seu talento criativo, arrojado e irreverente. Depois, comecei a não ter muita paciência para os excessos de barroco nos adornos e acessórios.
E por fim, comecei a sentir alguma repulsa pelos exageros no botox e na vaidade de John Galliano.
Agora, a cereja em cima do bolo: o rapaz, perdido de bêbado no bar "La Perle" no Marais, confessa-se afinal racista, anti-semita, diz amar Hitler e provoca uma queixa policial por injúrias a um casal judeu.

O despedimento da casa de alta costura Dior, onde trabalhava há décadas, não se fez esperar. 
Por fim, Galliano arma a tradicional cena de vítima, pede desculpas e faz-se internar por depressão e alcoolismo numa clínica americana. Não há pachorra!

A actriz israelita Nathalie Portman, que acaba de ganhar o Óscar de melhor actriz, desliga-se também da casa Dior com a qual tinha contrato de publicidade de um perfume, alegadamente por não querer o seu nome associado a alguém que se assume com admirador do extermínio que Hitler perpetrou contra os judeus. 

Já estou como diria o diácono Remédios: "Não havia necessidade!" 
Às vezes, em vez de queixas na polícia, que tal deitar tal um balde de água fria pela cabeça abaixo de certas pessoas, a ver se lhes passava a bebedeira?

Vale a pena ler aqui a história completa.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O perigo da história única - Chimananda Adichie

A escritora de romances nigeriana Chimananda Ngozi Adiche conta a história de como descobriu a sua voz cultural - e adverte que se ouvirmos apenas uma história sobre outra pessoa ou país, arriscamos um "desentendimento crítico".



Clique na opção View subtitles e depois seleccione o idioma da sua preferência, por exemplo Português (de Portugal).
Choose the subtitles in the language you prefer.

(Vídeo recebido por e-mail)

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A vingança serve-se fria









Depois de se ter referido várias vezes sarcasticamente e em público a Michelle e Barack Obama como "o casal bronzeado", Berlusconi ficou a chuchar no dedo quando se preparava para abraçar e beijar gulosamente Michelle Obama num jantar que juntou os líderes do G20 em S. Pertersburgo.

A primeira dama norte americana cumprimentou afectuosamente com beijos vários dos líderes europeus, como Sarkozy e a sua mulher Carla Bruni, Angela Merkel, Gordon Brown, etc, mas quando chegou a vez de Berlusconi, deixou-o de braços estendidos e com aquele esgar de lubricidade que lhe é tão característico. Limitou-se a estender-lhe a mão de longe, apesar das duas tentetivas de Berlusconi para a beijar e abraçar.

É assim mesmo: cá se fazem, cá se pagam. O racista não perdeu pela demora. Michelle é uma senhora preta que deu uma bofetada de luva branca!


(Fotos gentilmente enviadas por Miguel Loureiro)