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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Star Wars VIII - breves notas


Confesso que nunca fui fã da série Star Wars. Mesmo assim, dei por mim a ver vários dos filmes.
 
Após ouvir alguns entusiasmados elogios, decidi conhecer o capítulo VIII, para ver o último trabalho de Carrie Fisher e também pela curiosidade de saber como ficaria Star Wars sem Han Solo e sem Darth Vader, duas personagens centrais e emblemáticas nesta saga.

A série, criada no final da década de 70, viu os atores envelhecerem e as personagens irem morrendo. Hoje Star Wars já não conta com James Earl Jones (a voz de Darth Vader), nem com Harrison Ford (Han Solo) e, a respeito da saudosa Princesa Leia, parece realmente que Carrie Fisher estava já no fim da linha. A atriz aparece em visível declínio físico, muito envelhecida para a sua idade, com uma voz sumida e o  rosto bastante inexpressivo pelo excesso de plásticas. Mark Hamill, continua muito bem como o incontornável Luke Skywalker, agora convertido num eremita de meia-idade, habitando uma ilha periférica da galáxia. Assumindo o desgaste causado por muitas batalhas, e após a última luta, parte serenamente para o Éter, envolvido por um lindo pôr-do-sol.

Assim a história já vai na terceira geração. Já não existem Darth Vader, e a partir de agora nem o seu filho, Luke Skywalker, que o combateu e quase o matou. O lado negro da força aparece, neste capítulo, personificado pelo filho de Han Solo, Kylo Ren, que matou o pai.

Aqui podemos perguntar-nos o porquê desta tragédia de sabor edipiano, repetida num macabro xadrez de lutas entre o Bem e o Mal, personificadas entre pais e filhos. 

Kylo Ren é comandado pelo terrível general do lado negro da Força, interpretado por Andy Serkis, que já conhecíamos da personagem Smeagle, o nojento, ambicioso e avarento Golum da trilogia "O Senhor dos Anéis".

No final deste capítulo vemos a princesa-general Leia, sereníssima, apesar de triste, perante o pressentimento de Rey sobre a morte de Luke Skywalker; como se esta desmaterialização fosse uma inevitabilidade e houvesse um futuro promissor na própria Rey, a nova Jedi. Leia diz: "The sparkle is out", diz Leia. Mas quando Rey lhe pergunta se haverá chances de continuar a luta, esta responde-lhe: "We have everything we need".

Numa visão superficial dos filmes Star Wars, tendemos a deixar prender a atenção sobre a miríade de efeitos especiais produzidos pela fabulosa Industrial Light and Magic, de George Lucas. Esta empresa de conteúdos digitais, além de mobilizar muitas centenas de artistas nestas grandes produções, consegue criar ilusões fantásticas, que ultrapassam tudo o que pudéssemos imaginar. Desde as personagens mais bizarras, que cruzam várias espécies de animais inimagináveis, como, por exemplo, raposas de cristal ou dinossauros mamíferos que alimentam Luke Skywalker com leite verde, há de tudo em Star Wars. 

Quanto aos humanóides, nem é bom falar, pois há criaturas que fariam alguns autores de Banda Desenhada de fantasia parecerem meninos de coro. Algumas sequências, principalmente a do Casino, remetem-nos para a história de BD fantástica “Delirius” de Philippe Druillet, de 1973, e também para séries posteriores, como “Valerian”, de Mezières e Christin ou “Os Companheiros do Crepúsculo” de François Bourgeon. Para já não falar nos robots semi-humanos de Moebius.

É preciso pois fazer um esforço de descentramento da atenção sobre estas fantasias e tentar descortinar a substância da narrativa por detrás de toda aquela  "masquerade"!

Apesar de alguns excessos de efeitos especiais a que nos habituou a estética muito própria desta saga, há aspetos positivos a salientar. Desde logo haver um número razoável de filmagens em cenários reais que destacam a Natureza em locais de paisagem privilegiada, o que constitui sempre uma mais-valia em cinema. As imagens das falésias agrestes sobre o mar, as encostas pedregosas e íngremes onde Rey  vai encontrar Luke Skywalker, as ilhas escarpadas que de lá se avistam, o lago salgado da última batalha ou as grutas, foram obtidas em filmagens na Irlanda, na Islândia, na Croácia e na Bolívia. As imagens de estúdio foram filmadas em Londres. Esta mistura produziu um resultado fabuloso. Caso contrário, eu jamais aguentaria quase três horas de um filme cujo género nem sequer aprecio. 

Para os adeptos dos efeitos especiais, as cenas de tiroteio, as naves monstruosas, as máquinas de guerra infernais e as armas de todo o tipo, são servidos em dose farta e com generosidade. Uma tentação para os jovens que apreciam o cosplay e que aqui podem vir abastecer a inspiração. 

Enfim, perguntada se gostei desta história, respondi que ela deve ter sido escrita por um tipo louco varrido, com todo o respeito por Rian Johnson…

A minha leitura é impressiva e emocional? Talvez. Sou muitas vezes acusada de ser adepta do mais estrito realismo no cinema e na literatura. Também é verdade. Não aprecio as narrativas do fantástico a tender para a ficção científica, a não ser em casos raros e verdadeiramente especiais. Este é um deles.

Este filme, sendo do fantástico, mistura misticismo com ficção científica, coloca a alta tecnologia do futuro no passado, desconstrói as nossas referências espaço-temporais, mas prende a atenção pela dicotomia que está por detrás das aparências. Todas as guerras têm dois lados, jogos de poder, lutas territoriais, questões de domínio, etc. Mas em Star Wars há, mais do que isso: há uma dialética de valores do humano, pelo que a guerra fundamental é entre o Bem e o Mal, ou, dito de outra forma, os dois lados da Força.

Vê-se como é fácil aos humanos resvalar para aquilo que os antigos chamariam a "tentação do mal"; trata-se não só da vaidade, da ambição e da ganância, mas também do apelo inexorável pelo mais fácil, o menos trabalhoso, o mais lucrativo, o que exige menos esforço e menos empenho ou educação do próprio. É isto que transparece nesta alegoria do Mal, aqui chamada o "lado negro da Força". O Bem, por seu lado, exige ponderação, persistência, trabalho, educação e esforço próprios, enfim, um longo e por vezes penoso caminho de ascese, que muitos recusam. E é precisamente desta recusa e das tentações do facilitismo que resulta a crise de valores que hoje vivemos. Dito de outra forma, é este o lado negro da Força que hoje temos e que resulta da inveja e da ganância. E a consequente banalização do Mal, de que tanto falava Hannah Arendt.

Apesar de, como dizem, "eu não ser de fantasias", às vezes apetecia-me ser um(a) duende, viver numa floresta encantada, rodeada de seres do Bem e empunhar, quando necessário, o meu sabre de luz para enxotar para longe o lado negro da Força, que existe de facto e que, assim que baixamos a guarda, nos vem arranhar a pele.

May the Force be with you, folks!    

sábado, 14 de dezembro de 2013

António, guardador de sonhos

Composição gráfica de Luís Diferr

Contigo me habituei a entrar para dentro da tela e sonhar acordada, com heróis, fadas e anões, animais que falavam, imperatrizes, reis e soldados que escreveram a História com glórias e paixões ou feitos valorosos.
Até nas infantis brincadeiras, o Cinema era o nosso cenário preferencial: o Mabé era o cowboy, eu a rapariga e tu o nosso cavalo bom. Às tuas cavalitas percorríamos montes, vales e ribeiras, atrás dos Índios ou a fugir deles. As tropelias acabavam sempre com os três no chão do quarto de brincar, contigo exausto, nós felizes e perdidos de riso.
Contigo aprendi a amar a arte, a magia, a fantasia do Cinema. Contigo aprendi a ver, intuir e ler nas entrelinhas, captar a expressão dos olhares, os subentendidos que, num tempo de trevas e medo, me ensinaste a compreender.
Aprendi a imitar a beleza singela, mas também a apreciar a altivez feminina, orgulhosa, das divas do Cinema que o glamour de Hollywood soube tão bem cultivar.
Mas também sofri com os dias a preto e branco dos tenebrosos anos da Itália do pós-guerra ou dos dramas passionais de Rossellini. Amei com Gianni Morandi, chorei com Lara e Jivago, dancei com Rita Pavone, aprendi o que era a subtileza das expressões com James Bond, a elegância discreta com Ursula Andress, o gosto pelas viagens com David Lean… e sei lá, tantas outras coisas!
Entretanto, tu que adoravas Virgínia Mayo e Erroll Flynn, tornavas-te num verdadeiro espadachim pela difusão da Cultura, um Robin Hood da 7ª Arte, levando generosamente sonhos, evasão e fantasias a povos isolados e ingénuos, quantas vezes circunscritos aos horizontes de um quotidiano opressor.
Obrigada, Pai, pela tua luta, pela tua tenacidade, a que alguns chamam teimosia e eu chamo persistência. Aquela persistência que só os que sabem ter razão conseguem levar por diante.
Valeu a pena teres sido um guardador de sonhos durante estes 50 anos. E parares, de vez em quando, para olhar a Lua ou fazer um verso.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Dia Internacional da Filosofia


A atriz Barbara Sukowa no filme "Hannah Arendt"

Não queria deixar de assinalar este dia, significativo para mim e para um núcleo de colegas meus.
Assim, e porque a season cinematográfica nos presenteou este ano com um filme que parece ter mexido com professores e alunos, escolho o filme "Hannah Arendt", da alemã Margarethe Von Trotta, sobre a figura da filósofa judia alemã do século XX, que coloca algumas questões, quanto a mim bastante controversas, sobre as suas teorias do mal. 
Ainda uma outra sugestão que aqui deixo a quem interessar: um documentário no qual Hannah Arendt é entrevistada, começando por negar-se filósofa.


Hannah Arendt (1906-1975)
Durante alguns dias deixarei aberta a todos, incluindo leitores anónimos e/ou não registados, a caixa de comentários, sem qualquer tipo de espera nem moderação, para que possam comentar e partilhar as suas reflexões, se assim o desejarem.
Espero que não deixem de ver o filme e se divirtam com as vossas reflexões e discussões. Quer gostem ou não de Filosofia. 
A política, a sociedade e os Estados padecem de vários males que têm vindo a manchar a História. O século XX diz-nos a todos respeito. Os nossos pais viveram o tempo da guerra e como tal, não podemos nunca branquear os acontecimentos.
Aos meus colegas e amigos envio uma saudação especial neste Dia Internacional da Filosofia.







terça-feira, 30 de julho de 2013

Reabre o Cinema Girassol

1 de Agosto de 2013 - Reabertura do Cinema Girassol, Vila Nova de Milfontes

Fechado há quase três anos, vítima da crise e do abandono a que os bens culturais têm sido votados, reabre finalmente no próximo dia 1 de Agosto o Cinema Girassol, em Vila Nova de Milfontes.
Esta reabertura não poderia ter melhor programação, já que coincide com a estreia nacional do filme "A Gaiola Dourada".
O filme conta com a interpretação de alguns atores portugueses, como Joaquim de Almeida, Rita Blanco e Maria Vieira. A realização é de Bruno Alves, nascido em França e luso-descendente, que pretende com este filme homenagear todos os que emigraram em busca de uma vida melhor.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Os Miseráveis


Para os amantes da História, aqui está uma excelente metáfora dos dias conturbados pós-Revolução Francesa. 
Jean Valjean, entre a tortura dos trabalhos forçados e as constantes fugas do seu inimigo de longa data Javert, encontra a ternura de uma menina, órfã de uma antiga empregada sua, dos tempos de anonimato, cuja candura o faz mudar para sempre. 
Por dentro do sobrevivente aventureiro existe a ternura de um pai, um amigo e companheiro de lutas, que fica inesquecível na memória de todos os que tenham lido este épico maravilhoso de Victor Hugo. 
Têm sido muitas as adaptações ao cinema e mais recentemente ao teatro musical, de cuja peça nasceu esta última produção. 
Desde 1958, com Jean Gabin, até 2000 com Gérard Depardieu e John Malkovitch, passando pela criação de Claude Lélouch com Jean-Paul Belmondo em 1995, e uma outra com Liam Neeson, Geoffrey Rush, Uma Thurman e Clare Danes em 1998, o público cinéfilo tem vindo a apreciar as várias versões de "Os Miseráveis". 
Esta última, nomeada para vários Óscares, encantou-me, não só pela excelência das reconstituições, como também pelas metáforas, belíssimas, da Revolução. 
A cena final evoca claramente "A Liberdade guiando o Povo" de Delacroix, enquanto a primeira cena nos remete para filmes como o "Ben-Hur" ou "Quo Vadis", pelos planos e pelas cenografias esplendorosas.
Mas a verdadeira e melhor surpresa são atores como Russell Crowe ou Hugh Jackman a cantarem mesmo bem e sem dobragem. 
Anne Hathaway é comovedora pela forma convincente como canta. 
E claro, a bela e dotada Amanda Syfried, que desde "Mamma Mia", cada vez canta melhor. 
Vale a pena ver este filme, do mesmo produtor de "O Fantasma da Ópera" e do realizador de "O Discurso do Rei", Tom Hooper
Três horas de pura excelência e encanto.  



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Anna Karenina


Dizem alguns que morrer de amor já não se usa, e só na literatura isso se costumava passar, sobretudo no século XIX. Tanto Camilo Castelo Branco como Eça de Queirós puseram alguns personagens a suicidar-se por causa de desgostos de amor. Tiros, voos da janela e coisas que tais, eram frequentes nalguns romances portugueses da época. 


Mas o que dizer da literatura francesa, como a de Émile Zola, Gustave Flaubert ou Alexandre Dumas? E da grande literatura russa? As tragédias não eram menores e os romances de amor colocaram grandes e empolgantes histórias no cinema ao longo dos tempos. 
Desde adaptações de clássicos de séculos anteriores, como Shakespeare, o cinema sempre explorou com mais ou menos mestria os amores contrariados ou impossíveis dos amantes infelizes.
Alguém disse que a felicidade não tem história e que só as histórias tristes inspiram a literatura. Talvez seja mesmo assim. A par de dramas passionais como "Romeu e Julieta" ou "A Dama das Camélias", "Anna Karenina" já teve várias versões cinematográficas. 


Não sou do tempo das divas da época de ouro do cinema de glamour, como Greta Garbo ou Vivien Leigh, mas vi Sophie Marceau e agora Keira Knightley no papel de Anna Karenina. 
Esta versão mais recente, soberbamente ancorada por uma reconstituição de época, décors e guarda-roupa irrepreensíveis, compõe mais uma vez esta heroína de Tolstoy, arrebatada por uma paixão incontrolável, que acaba por ser credível no espírito trágico da grande literatura russa. 
Já de tristeza e morte associadas a amores impossíveis, tinha visto a espantosa história de  Doutor Zhivago, filme adaptado do romance de Boris Pasternak, que me fez chorar rios à saída do então cinema Tivoli, era eu uma adolescente de liceu, com pretensões a ver filmes de adultos.
E é também assim com Anna Karenina, onde nos apercebemos, angustiados, do fim trágico inevitável, desde o início do filme. 
Mérito de Leo Tolstoy ou da magistral interpretação de Keira Knightley? 
Talvez gostem também de ver Jude Law no papel de um marido de nobres sentimentos na tradicionalista e preconceituosa Rússia dos czares.







sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Goodbye Emmanuelle

Sylvia Kristel em "Emmanuelle"
"Goodbye Emmanuelle". Assim se chamava um dos filmes da série adaptada de um dos mais famosos clássicos do erotismo francês, da autoria de Emmanuelle Arsan e protagonizada por Sylvia Kristel. 
A modelo e atriz holandesa deixou ontem de lutar contra um cancro, aos 60 anos de idade. 
Para sempre associada a esta série que encheu os cinemas europeus nos anos 70, Sylvia Kristel ainda protagonizou "O Amante de Lady Chaterley" e "Mata Hari" na década de 80. Ao todo entrou em dezenas de filmes, tendo protagonizado o último em 2010 para a televisão.
Que descanse em paz.

Notícia aqui.






Sylvia Kristel em 1975 e em 2000

domingo, 30 de setembro de 2012

Week-end movie: Brave



Foi esta a minha escola de fim de semana. Não me arrependo, mesmo tenho ficado literalmente escaldada com o preço exorbitante do bilhete, com uma taxa para a versão em 3D e mais o custo dos respetivos óculos. Ainda assim, vale a pena ver esta pequena maravilha tecnológica ao serviço da 7ª Arte. Recomendo a versão original para poderem escutar a autêntica pronúncia escocesa. A voz de Ema Thompson no papel da rainha, a maravilhosa criação digital dos milhões de fios de cabelos ruivos de Mérida e as aventuras em que se mete esta jovem princesa endiabrada, são realmente uma deliciosa combinação.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A beleza da simplicidade



Filme de promoção turística de Portugal, premiado internacionalmente. 
De vez em quando ainda há uma ou outra boa notícia, por entre o cinzento das nuvens que teimam em tolher-nos a existência nos tempos que correm.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Do Blogue de Luís Diferr na rentrée



No centenário de Jorge Amado


Passaram 100 anos sobre o nascimento daquele que o jornal O Globo considerou "o homem que melhor escreveu um país". 
O Brasil de Jorge Amado acompanhou a minha juventude nas noites incontáveis em que, presa às suas páginas, me imaginava a viajar pelos seus areais, as roças de cacau, as praias e as praças das cidades baianas.
Depois vieram as adaptações televisivas de alguns dos seus melhores romances e a seguir o cinema.  Obras como"Gabriela, cravo e canela", "Dona Flor e seus dois maridos", "Tieta do Agreste" ou "Capitães da areia" ganharam forma e corpo nas imagens do écran. E com elas um novo desafio à nossa imaginação e as habituais comparações entre a obra literária e as formas narrativas associadas ao cinema.

Uma atriz em especial parece ter reunido alguma característica comum a muitas das personagens principais de Jorge Amado: Sónia Braga interpretou Gabriela, Tieta, Tereza Batista e Dona Flor.
Agora, por altura do centenário de Jorge Amado, surge um remake de Gabriela, da TVGlobo, onde aparece, surpreendentemente bem no papel, Juliana Paes e mais um excelente elenco. Apetece rever Gabriela e recordar, sempre, Jorge Amado.

Para saber mais sobre as personagens femininas na obra de Jorge Amado, clique aqui.

terça-feira, 22 de maio de 2012

À memória incontornável de Robin Gibb

The Bee Gees; Robin Gibb ao centro.

Robin Gibb com a esposa há pouco tempo

Faleceu há dois dias Robin Gibb, o terceiro irmão dos Bee Gees, vítima de cancro. O seu gémeo Maurice Gibb já tinha morrido em 2003; o irmão mais novo, Andy Gibb, também já falecera, ainda jovem, pelo que, da irmandade resta apenas Barry Gibb, agora com 65 anos (que assegurava a conhecida voz de falsete no trio), além de uma irmã.
Este grupo de disco, muitas vezes premiado, ficou para sempre associado ao êxito mundial de Saturday Night Fever, o filme em que  John Travolta dança do princípio ao fim, e cuja banda sonora vendeu milhões. 
Pelo muito que marcaram as gerações do final dos anos 70 e 80 com as suas canções, estes músicos ingleses são merecedores de uma honrosa lembrança e uma homenagem à memória de Robin Gibb. Deixo aqui aquela que para mim é a sua mais bela canção de sempre.


Notícia e vídeo aqui.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fernando Lopes, 1935 – 2012




Morreu ontem o cineasta Fernando Lopes, aos 76 anos. É mais uma personalidade da Cultura que o nosso país perdeu, neste caso, ligada ao Cinema. 
De Fernando Lopes recordo "Uma abelha na chuva" (1972), "Nós por cá todos bem" (1976) e "Crónicas dos bons malandros" (1983). Nas obras mais recentes, conta-se "O Delfim", adaptado do romance de José Cardoso Pires.
A sua mulher, Maria João Seixas, é atualmente a diretora da Cinemateca Nacional.


Detalhes na notícia do Público.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Festa do Cinema Italiano arranca hoje

Com uma apresentação esta noite no Bar Portas do Sol, em Lisboa, o Festival de Cinema propriamente dito, começa amanhã e espalha-se por vários espaços nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra, Funchal e ainda Guimarães, no âmbito da Capital Europeia da Cultura.
Este evento prolonga-se até ao dia 19 de abril, tem várias sessões por dia nas várias cidades, com um grande número de filmes e de géneros muito diversificados.
Pode consultar toda a programação no site oficial do festival.
Para quem quiser aproveitar, saliento a título de exemplo, no dia 15, domingo há uma exibição do filme Afirma Pereira em homenagem a Antonio Tabucchi, no cinema Nimas, em Lisboa, às 18:30. O filme é de Roberto Faenza, interpretado por Marcello Mastrioani e é de 1995. 





terça-feira, 10 de abril de 2012

Titanic de novo no cinema, agora em 3D




O filme "Titanic" de James Cameron reconstitui com enorme mestria a tragédia do naufrágio, romanceando a história com uma paixão fulgurante entre uma jovem burguesa e um jovem desenhador que viajava na 3ª classe do navio.



O jovem viajava juntamente com centenas de emigrantes que se dirigiam aos EUA, muitos deles irlandeses pobres; ele acaba por morrer de hipotermia nos braços da sua amada, que sobreviveu em cima de um destroço de madeira. 




A personagem Rose foi inspirada numa passageira do Titanic que existiu mesmo e foi uma das sobreviventes do Titanic.




 Agora, por altura do centenário do naufrágio, o filme reapareceu em versão 3D. Para rever, com Kate Winslet e Leonardo Di Caprio no esplendor da sua beleza.


Visite o site oficial interativo Titanic Movie
A sinopse da história está aqui.
Para os fans dos filmes de James Cameron, deixo aqui o trailer desta nova versão

sexta-feira, 2 de março de 2012

O mundo maravilhoso do cinema de animação

THE FANTASTIC FLYING BOOKS OF MR. MORRIS LESSMORE (2011)




Este filme magnífico foi premiado com o Óscar de Melhor Curta Metragem de Animação pela Academia de Hoolywwod na cerimónia de Fevereiro de 2012. Muito giro mesmo.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

"O Artista" ganhou 5 Óscares

Contrariamente a tudo o que é habitual em Hollywood, desta vez o grande vencedor dos Óscares foi um filme que não é americano. 
"O Artista" é franco-belga, basicamente mudo e a preto e branco. Algo está a mudar na Academia? 


"A película franco-belga dirigida por Michel Hazanavicius, venceu nas categorias de melhor filme, melhor realizador, melhor ator (a estatueta foi entregue a Jean Dujardin), melhor banda sonora original e melhor guarda-roupa." (notícia aqui)


Meryl Streep ganhou, pela terceira vez, o Óscar de Melhor Atriz pelo filme "A Dama de Ferro" sobre Margaret Thatcher. 



Woody Allen foi o vencedor do Óscar para o Melhor Argumento Original" pelo filme "Meia-Noite em Paris", mas, como já aconteceu em circunstâncias idênticas, não compareceu à cerimónia...

(Há uma Infografia interativa na Visão com todos os premiados em nas categorias principais.)

Memórias do Cinema

Em noite de festa na Academia de Hollywood, nada melhor do que honrar a 7ª Arte neste dia, recordando a grande Elizabeth Taylor, data em que ela faria 80 anos.


Na Europa, o Cinema ficou mais pobre, pois no dia 25 o ator Erland Josephson, com 88 anos; era um dos preferidos do realizador sueco Ingmar Bergman (em filmes como A Hora do Lobo, Lágrimas e Suspiros, Cenas da Vida Conjugal, A Flauta Mágica, Sonata de Outono, Fanny e Alexandre e no seu último filme, o magnífico Saraband em 2003). Josephson também interpretou filmes do cineasta Andreï Tarkovski (Nostalghia e O Sacrifício).