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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Hoje é o dia do animal


A Natureza é sábia e os ecossistemas não existem por acaso. A existência das espécies animais faz parte de um todo orgânico que existe independentemente de gostos ou vontades. A matança indiscriminada de animais pode pôr em risco esse equilíbrio precário.
Algumas espécies, não obstante o seu tamanho ou aspeto, por feroz que possa parecer, são por vezes muito sensíveis, podendo morrer em situação de desequilíbrio nesses ecossistemas que os suportam. Alguns animais sofrem sério risco de desaparecer do planeta por alterações climáticas ambientais ou ecológicas. Mas em muitos casos é pela mão do homem que o seu habitat é destruído, originando escassez de alimento ou falta de abrigo e proteção.
Estou a referir-me por exemplo à desflorestação (muitas vezes por fins comerciais como já aconteceu na Amazónia), às caçadas desportivas (para fins turísticos, em que se mata animais não para comer, mas por prazer), ao tráfico de marfim e outras práticas ilícitas, como a captura das barbatanas dos tubarões (para fazer sopa) ou os chifres do rinoceronte (para fazer produtos pretensamente afrodisíacos e outros disparates afins), ou às pescas desregradas e excessivas de determinadas espécies. 
Era tempo de começarmos a aprender que os animais não existem para nosso deleite e nem devem estar simplesmente ao nosso serviço para trabalho ou divertimento (caso das touradas), nem para nosso alimento, como nas criações intensivas, por vezes em condições de uma enorme crueldade, quase a atingir a barbaridade, onde os animais ficam loucos de tanto comer e não ter silêncio e escuridão para poder dormir...
Era tempo de deixarmos de ver nas ruas e estradas animais de companhia abandonados pelos seus donos nas férias e pensarmos na vida que há muito tempo andamos a retirar aos animais selvagens, privando-os de uma existência natural, e em devolver-lhes um pouco da dignidade e a liberdade a que têm direito. 

A Costa Rica já começou a tomar algumas medidas no sentido de proteger a vida selvagem. Ler aqui

quinta-feira, 10 de maio de 2012

São animais destes que D. Juan Carlos gosta de matar

Shanti é uma fêmea de 36 anos e foi uma oferta do Sri Lanka ao Zoo de Washington, onde vive com a sua filha de 10 anos. Adora tocar harmónica e consegue tocar vários tons melódicos. Parece ter uma excelente interação com os humanos, garante a sua tratadora.
Veja o vídeo aqui.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Petição pela não matança desportiva de animais



As Viages El Corte Inglés organizam safaris milionários para caçar animais em África, que vão desde babuínos e impalas, até leões, passando por rinocerontes, elefantes e girafas. Com tabelas de preços, que aumentam proporcionalmente ao porte e peso do animal. Por exemplo caçar uma girafa custa 2.200 euros, enquanto que matar um elefante pode ir até 70.000 euros.
Há uma petição para boicotar este absurdo aqui. 
Eu já assinei e não me apetece comprar viagens no Corte Inglés nunca mais na vida.


Levem este selo e difundam nos vossos Blogues.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O filósofo e o lobo



Uma história insólita de onze anos de amizade e companheirismo entre um lobo e um filósofo, que o adoptou em pequenino, o acarinhou e educou, ao ponto de andar com ele nos transportes públicos, como se fosse um cachorro de trela...

Faz-me recordar o saudoso Professor Agostinho da Silva, que vivia em perfeita harmonia com os seus muitos gatos.

Dir-se-ia que este é o verdadeiro espírito do Budismo, que encara todos os seres com os mesmos direitos à vida e à dignidade na sua existência, ou os antigos Pitagóricos, que reconheciam a existência do espírito nas formas de vida ditas "inferiores", cabendo ao homem reconhecer-se nessa irmandade.

Uma história comovente! Para ler aqui.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Hecatombe no Nepal



Por causa de uma cerimónia hindu foram sacrificados no Nepal mais de 200 000 animais, segundo a tradição, em honra das deusas Gadhimai e Kali.

A cerimónia começou na madrugada do dia 24,com orações num templo onde estavam dezenas de milhares de hindus. Em seguida, os fiéis encaminharam-se para um curral próximo, onde começaram a decapitar bois, patos, galinhas, pássaros, porcos, bodes cordeiros, frangos e búfalos!

O evento cruel, com cenas terríveis, atrai muitos devotos e foi exibido na televisão nacional. Só búfalos foram 108 decapitados pela turba em êxtase.

Mesmo perante a mortandade cruel, o governo de Katmandu disse não estar disposto a proibir a cerimónia porque faz parte da tradição religiosa nepalesa e é uma cerimónia praticada há séculos.

Os hindus nepaleses dizem acreditar que sacrificar os animais à deusa porá um fim ao mal e trará prosperidade…

Em 1780, o Nepal proibiu o sacrifício humano. No entanto, os animais não humanos ainda podem ser mortos para satisfazer a vontade das deusas…

Parece-me revoltante. Não é legítimo evocar a tradição ou os costumes culturais ou religiosos para justificar todo o tipo de barbaridades.

Senão ainda teríamos os touros de morte em Portugal e quiçá o circo romano em Roma e os sacrifícios em massa no México, só porque era uma tradição Maya, e por aí adiante.

Sei que muita gente irá discordar do meu ponto de vista, mas se a nossa tolerância for total com tudo aquilo que se justifica porque é da tradição ou da cultura, jamais as mulheres afegãs deixarão de usar a burka, as mulheres do islão jamais poderão usar calças, continuarão a ser apedrejadas até à morte se cometerem adultério, as meninas africanas de algumas etnias jamais deixarão de ver o seu clítoris extirpado e os fundamentalistas nunca deixarão de cometer atentados para assassinar milhares de “infiéis”…

Evidentemente que os ambientalistas e defensores dos animais consideraram este sacrifício no Nepal como uma crueldade e irão continuar a lutar para acabar com esta barbaridade que se realiza de cinco em cinco anos.

Definitivamente e pela minha parte, não considero aceitável!