Continua a fazer sentido a defesa dos ideais republicanos. A República portuguesa faz hoje, dia 5 de Outubro, 107 anos e, felizmente, o feriado nacional foi reposto. É uma questão de História e de valores. E sobretudo de respeito pela memória de um povo.
É importante manter este feriado, tal como o do dia 1 de Dezembro, em que uns bravos restauraram a independência nacional face ao domínio espanhol.
Infelizmente, Castela, até hoje, em 2017, ainda não perdeu as tendências de domínio ibérico a todo o custo, nem que para isso tenha de usar a força. São tristes os conflitos na Espanha e oxalá não se repita uma guerra civil de má memória. Se a Catalunha decretar a independência, isso pode transformar-se num rastilho para outras províncias, como o País Basco ou a Galiza.
Não concordo nada com alguns comentadores portugueses que tenho ouvido nos media, como por exemplo o historiador Jaime Nogueira Pinto, que defende que a posição deve tomar deve ser aquela que for mais vantajosa para Portugal. Portugal recuperou a sua independência em 1640; tem mantido desde então a sua soberania. Se pensássemos apenas em termos de vantagens, talvez fosse vantajoso que fizéssemos parte de uma espécie de União Ibérica, assim tipo um grande país.
Mas é isso que queremos? Não seria isso andarmos para trás uns séculos?
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quinta-feira, 5 de outubro de 2017
domingo, 7 de outubro de 2012
Portugal de pernas para o ar
(Imagem recebida por email)
O hastear da bandeira nacional teve um incidente ridículo que todos se perguntam se terá sido intencional. Mas a expressão do presidente, perante aquilo que se tornou na metáfora do estado em que se encontra a República Portuguesa, dá vontade de perguntar: "Vocelência desculpe, mas... ri de quê?"
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
5 de outubro, Dia da República
Praça do Município, Lisboa, 5 de outubro de 1910
Embora há dois anos se tenha gasto uma fortuna com as comemorações do Centenário da República, subitamente e sem razões plausíveis (ou sequer compreensíveis, para mim), este dia parece ter perdido toda a relevância e pode bem ser apagado da História de Portugal; assim como o Dia da Restauração da Independência a 1 de dezembro de 1640, quando o país se libertou de 60 anos de domínio espanhol.
Triste país este, que assim vai dando campo a que a memória se perca e a História se dilua, em nome de interesses de duvidosa valia.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Carolina Beatriz Ângelo
(c) José Ruy
PP 01 – Carolina Beatriz Ângelo em 1911 conseguiu o direito ao voto, embora num ato isolado.
Muitas foram as mulheres que tiveram grande envolvimento histórico na implantação da República, embora “esta” não lhes tenha depois facilitado a vida. Associaram-se, intervieram, lutaram e algumas tiveram grande visibilidade política e social.
É o caso de Carolina Beatriz Ângelo (1877-1911), uma das mulheres mais marcantes do início do século XX.
(c) José Ruy
PP 08 – Desde 1907 Carolina Beatriz Ângelo exerceu cirurgia, um ato pioneiro em Portugal. Durante o seu estágio nos hospitais Carolina Beatriz Ângelo preparou a sua tese sobre «dissertação inaugural prolapsos genitais (apontamentos)», passando com distinção.
Simultaneamente envolveu-se em vários projetos de intervenção cívica, empenhou-se na aprovação da lei do divórcio e foi uma lutadora pela obtenção do sufrágio feminino.
(c) José Ruy
PP 22 –Foi grande e desigual a sua luta pelo direito ao voto para as eleições legislativas de 1911.
Carolina Beatriz Ângelo aproveitando uma omissão da lei vigente, lutou pelo seu recenseamento para as eleições legislativas de 1911, mas só depois de recurso e por decisão do Tribunal da Boa Hora lhe foi autorizado. Assim, em 28 de Maio de 1911, vota para a Assembleia Constituinte, facto com muita repercussão nacional e internacional. Carolina Beatriz Ângelo foi a primeira mulher em Portugal, a conseguir exercer o seu direito de voto numas eleições legislativas.
Bibliografia:
”Carolina Beatriz Ângelo” de Maria Regina Tavares da Silva - Coleção Fio de Ariana
Artigo: Tita Fan
Desenhos inéditos de José Ruy, da obra "Carolina Beatriz Ângelo, pioneira na cirurgia e no voto", a publicar.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
101 anos de República em Portugal
Há um ano assinalava-se o Centenário da República Portuguesa e eu estava profundamente envolvida nas suas comemorações. Na minha escola o Departamento de Ciências Sociais e Humanas mobilizou-se fortemente para organizar eventos, que do meu ponto de vista, foram notáveis. Alguns dos trabalhos que expus dos meus alunos de Artes figuraram numa edição especial do Jornal da Escola e as Conferências que organizámos e em que estive pessoalmente envolvida, foram grandemente participadas. O que só veio provar que os jovens são sensíveis ao fenómeno República e se interessam pela vida política e pela História do seu país.
Para mim, as comemorações do Centenário da República ficaram como momentos memoráveis que não se repetirão na minha vida nem na minha escola.
terça-feira, 1 de março de 2011
Exposição e Conferências "A República das Mulheres I"
(Clique para ampliar)
BIBLIOTECA-MUSEU REPÚBLICA E RESISTÊNCIA
No Espaço Grandella até 24 de Março
Nos dias das conferências há estacionamento gratuito até às 21h no GEO (Gabinete de Estudos Olisiponenses) Palácio Beau Séjour Estrada de Benfica, 368, 1500-100 Lisboa
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Monárquicos na República de hoje
A monarquia ainda não se conformou com a implantação da República, embora ela já tenha acontecido há 100 anos.
E por isso rumaram até ao Castelo de Guimarães, no dia em que se comemorou o centenário da República, algumas centenas de cidadãos.
Saudosos do antigo regime de suas majestades, os cidadãos, uns mais do povo, outros mais com ar de aristocratas, lá deram vivas a D. Duarte Pio de Bragança, que desfilou pelos paços acompanhado da sua Isabelinha de Herédia.
Aclamando o Duque como D. Duarte III, Rei de Portugal, assim mediram o pulso ao fervor monárquico no berço da nacionalidade.
Menos sorte tiveram os rapazes da causa monárquica do Blogue 31 da Armada, que, aparecendo na Praça do Município em Lisboa na altura dos discursos oficiais com o rosto coberto com máscaras do Darth Vador, acabaram por ser uma minoria insignificante frente a todo o entusiasmo republicano.
Um dos raros elementos que descobriu a cara para a câmara de televisão acabou por confessar "a esquerda é que é a boazinha, nós somos da direita, logo, aparecemos aqui como o Lado Negro da Força".
Na Praça do Minicípio, junto à Câmara Municipal juntaram-se políticos, artistas (o grupo de Teatro O Bando mobilizou 500 actores e figurantes) e muito povo anónimo.
O 31 da Armada, com ou sem Darth Vador, não é nada.
O D. Duarte Pio ainda pode ser qualquer coisa. Mas, seguramente, não Rei de Portugal!
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Centenário da República
Foto: (c)Pérola de Cultura
Num dia único como este, não poderia deixar de assinalar o sentimento singular de estar a viver uma comemoração irrepetível na minha vida.
Faz hoje 100 anos que um grupo de homens do Partido Republicano derrubou a monarquia para instaurar um regime mais democrático, o primeiro passo de uma série de avanços e recuos que nos trouxeram até aqui.
Na primeira República, tal como hoje, o que existe é uma democracia imperfeita, dirão alguns; é verdade, mas antes democracia do que oligarquia ou ditadura.
Hoje os meus alunos perguntavam-me se essa tinha sido a primeira revolução dos cravos...
Cravos não creio que tenha havido, mas vontade de mudar o estado da nação, sem dúvida.
Sobre o que falhou, deixo a palavra aos historiadores. Mas talvez todos nós ainda estejamos a aprender a democracia e é útil conhecer os erros do passado para não os repetir no presente.
Num dia único como este, não poderia deixar de assinalar o sentimento singular de estar a viver uma comemoração irrepetível na minha vida.
Faz hoje 100 anos que um grupo de homens do Partido Republicano derrubou a monarquia para instaurar um regime mais democrático, o primeiro passo de uma série de avanços e recuos que nos trouxeram até aqui.
Na primeira República, tal como hoje, o que existe é uma democracia imperfeita, dirão alguns; é verdade, mas antes democracia do que oligarquia ou ditadura.
Hoje os meus alunos perguntavam-me se essa tinha sido a primeira revolução dos cravos...
Cravos não creio que tenha havido, mas vontade de mudar o estado da nação, sem dúvida.
Sobre o que falhou, deixo a palavra aos historiadores. Mas talvez todos nós ainda estejamos a aprender a democracia e é útil conhecer os erros do passado para não os repetir no presente.
domingo, 3 de outubro de 2010
A Mulher no Centenário da República
A propósito desta exposição (descrita no post abaixo), devo dizer que ando emocionada e entusiasmada com as comemorações do Centenário da República e até me envolvi nalgumas de âmbito escolar.
Já aqui postei sobre a exposição da Cordoaria Nacional, que merece ser revista e da qual gostei muito . Hoje foi a vez de visitar a do Museu República e Resistência.
Adorei a exposição, mau grado o espaço um pouco claustrofóbico.
Há rigor na pesquisa e o design gráfico, da responsabilidade de Teresa Pinto, com consultoria artística e tratamento de imagem de José Ruy, está óptimo. Teresa Pinto também comissariou a exposição e na pesquisa colaboraram várias pessoas da área da História, entre as quais Paulo Guinote.
A composição resulta esteticamente agradável e tem um nível de informação diversificado e muito completo.
Parabéns a todos os envolvidos neste trabalho e especialmente aos meus amigos: Teresa, José Ruy e Paulo, nunca é demais salientar o papel, as vitórias e as derrotas das mulheres na história deste país. Bem-hajam!
Foto: (c)Pérola de Cultura
sábado, 2 de outubro de 2010
Exposição "Percursos, conquistas e derrotas das mulheres na 1ª República"
Esta exposição, no Museu República e Resistência, é comissariada por Teresa Pinto e faz-se acompanhar por um ciclo de Conferências. A não perder, nesta época de comemorações do Centário da República.
Biblioteca Museu República Resistência - Espaço Cidade Universitária
Rua Alberto de Sousa, n.o 10 A - Zona B do Rêgo
1600-002 Lisboa
De 2 de Outubro a 15 de Dezembro de 2010
Horário: 3ª a 6ª das 10 às 20h
Sábados e 2ª das 13.00h às 20.00h.
Última Quarta do mês: 14.00h às 20.00h
Informações
Tel: 21 7802760
Email: bib.republica@cm-lisboa.pt
No cartaz aguarela de Roque Gameiro
O design gráfico da exposição é de Teresa Pinto com consultoria artística e tratamento de imagem do desenhador José Ruy.
domingo, 26 de setembro de 2010
Exposição "Viva a República! 1910-2010"
Para quem ainda não viu, ficam aqui algumas imagens para abrir o apetite:
Neste cartaz pode ler-se o seguinte texto:
"Nas ruas de Lisboa o espectáculo era maravilhoso. Confraternizava-se. Abraçavam-se pessoas completamente desconhecidas. A segurança era absoluta e os representantes do antigo regime, que passados poucos dias transitavam tranquilamente na cidade, poderiam ter aparecido em 5 de Outubro, confiados à guarda da revolução."
José Relvas
A exposição vai até Dezembro na Cordoaria Nacional em Belém, Lisboa.
Fotos: (c)Pérola de Cultura
Neste cartaz pode ler-se o seguinte texto:
"Nas ruas de Lisboa o espectáculo era maravilhoso. Confraternizava-se. Abraçavam-se pessoas completamente desconhecidas. A segurança era absoluta e os representantes do antigo regime, que passados poucos dias transitavam tranquilamente na cidade, poderiam ter aparecido em 5 de Outubro, confiados à guarda da revolução."
José Relvas
A exposição vai até Dezembro na Cordoaria Nacional em Belém, Lisboa.
Fotos: (c)Pérola de Cultura
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