Os amores infortunados de Anna Karenina na Rússia imperial. Valsa de Anna Karenina (extraída da obra "O Lago dos Cisnes").
Vale a pena rever este filme com uma belíssima interpretação de Sophie Marceau e a música magistral de Tchaikovsky, que faria ontem 170 anos.
sábado, 8 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Isabel Alçada condenada por desobedecer a uma ordem judicial, vê-se obrigada a retirar do Concurso os resultados da avaliação

Confirma-se que num Estado de Direito Democrático ninguém está acima da lei ou isento de respeitar decisões do poder judicial", comenta a Fenprof.
Notícia do Expresso, a propósito do provimento dado pelo Tribunal de Beja à providência cautelar interposta pela Fenprof.
Em causa está o facto de os resultados da avaliação de desempenho do ciclo anterior não terem sido retirados dos boletins de concurso para os mais de 50 mil professores candidatos.
A ministra foi condenada a pagar uma multa diária de 8% do salário mínimo nacional até fazer cumprir a dita medida aprovada pelo Tribunal.
Chega-nos entretanto a notícia de que o Ministério da Educação retira os resultados da avaliação de desempenho da aplicação do concurso.
De vez em quando a Justiça funciona, thanks God!
Aniversário de Tchaikovsky
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Nigella bites 2


“Ela é uma porca!”, lança-me ele com um ar verdadeiramente enojado.
“Ela” é Nigella Lawson, a jornalista inglesa que virou cozinheira para deleite da clientela masculina que frequenta a tasca do meu vizinho. E suponho que não só.
Entre um caldo verde fumegante ou um bitoque apressado, é a segunda vez em pouco tempo que, após furtar-me aos meus deveres de cozinheira, deparo com “a outra” a paralisar o serão dos habituais frequentadores, que pensava eu, iam ali pelo futebol ou pela discussão política.
Começo a duvidar de que os caracóis e as imperiais sejam os verdadeiros motivos desta peregrinação das quintas-feiras lá pelas 9 da noite, quando, subitamente, sem que nada o faça prever, calam-se o futebol, os concursos e as novelas e se liga a SIC Mulher, trazendo consigo uma atenção quase reverencial.
De um minuto para o outro deixam de ser importantes as vitórias e derrotas do Benfica, a maré negra no Golfo do México, os espirros do Eyjafjallajökull, os consequentes voos cancelados, a pancadaria nas ruas de Atenas, a dívida externa e a falta de confiança dos investidores.
Tudo fica em silêncio e de pescoço virado para o LCD de tamanho familiar: “Nigella bites”, o programa que faz parar a tasca da minha rua e deixa os homens, proprietário incluído, tomados das mais diversas paixões, dignas do Tratado cartesiano do mesmo nome.
Quando sorrio ao ver-me perante uma situação idêntica àquela que descrevi neste Blogue há alguns dias (aqui), e dou a entender ao meu vizinho que me agrada que ele deixe a televisão num canal de televisão feminino, responde-me daquele modo desconcertante: “Ela é uma porca!”
Fiquei embasbacada, entre o incrédulo e o estupefacto. Confesso que me passou tudo pela cabeça. O que terá ele visto que a gente não viu? O que saberá ele que nós, público anónimo, não sabemos? Terá dela descoberto algum passado escabroso? Terá a Nigella protagonizado algum filme erótico? Uma sessão de fotografias nua para a Playboy? Why not? Se tantas celebridades já o fizeram?
Bom, o meu vizinho, raciocino, deve ter lido algum gossip numa qualquer revista do social. E o senso comum, deuses! cruxifica qualquer uma à primeira escorregadela!
Mergulho outra vez no delírio: já sei, deve ter enganado o marido com algum cameraman ali do programa… e foge-me a imaginação para coisas ainda mais picantes, (faço o filme completo) nos intervalos das gravações, no próprio set das filmagens, comida e sexo, mistura explosiva, que não vou poder descrever num Blogue de bons costumes como este.
Acordo desta rêverie quando o meu vizinho me descreve prosaicamente porque é que a Nigella é porca: “Ouça bem: ela guarda as sobras do vinho dos copos dos convidados, han, que estão à mesa a jantar, han, e não faz mais nada, vizinha, deita tudo num saco plástico e congela no figorífico. Já viu bem, han, a porca?! Já viu se eu fizesse isto aqui com os môs clientes, han, o que é que a vizinha ia dizer? Han??? Nunca mais ninguém cá vinha…!”
Olho para o ar tão enojado como indignado do meu vizinho, que parece perceber que eu ainda não percebi a cena toda e faz questão de me explicar o resto: “Ela recolhe as sobras do vinho dos copos, congela e depois usa-o para fazer um refogado daí a uns dias. Han, tá a ver, vizinha? Só pa não gastar dinheiro num raio duma garrafa de vinho!!! Uma ganda porca, é o que ela é!”
Estupefacta, fico com o copo meio de água do Caramulo na mão, parado no ar, sem saber se vou beber mais ou não, muito embora a minha boca permaneça aberta e a minha cara assim entre o estúpido e o incrédulo, se ao espelho me visse…
Só pode ser verdade, tal a forma convincente como a cena foi descrita. Efectivamente, rebobinei na memória os vários programas da Nigella. Já a vi fazer isso, mas passou-me ao lado, no meio de tantos movimentos que ela desenvolve na sua bancada de trabalho. Indulgentemente, devo ter interiorizado que ela só tinha guardado o resto dos copos do vinho que usa na confecção dos seus cozinhados.
Não me deve ter apetecido registar como “porcarias” algumas das coisas que um olhar mais atento não deixa passar. Por exemplo, cortar a salsa directamente, após arrancá-la do vaso, sem a lavar, fazendo o mesmo com as framboesas, que retira directamente das caixas que traz do mercado, para a panela, abrir os ovos nas mãos ou meter descaradamente o dedo na mousse e lambê-lo gulosamente como fazem os miúdos.
Assisti ainda às últimas duas frases da Nigella no programa que decorria na tasca: “Não me preocupo muito com questões de higiene!” e ainda: “Não gosto de desperdiçar absolutamente nada!” Ela dizia isto enquanto preparava uma suculenta espetada de ananás grelhado, mergulhado num creme de chocolate derretido com natas, prelúdio de algo que, indubitavelmente havia de enlouquecer daí a poucos momentos a clientela masculina.
Na minha memória a frase condenatória do dono, que, contudo, nem sequer coloca a hipótese remota de mudar de canal ou não ver todos os seus programas mais que uma vez.
Pedi a conta e saí mesmo a tempo de ouvir uma voz lá do fundo: "Tão a ver, ali não se desperdiça mesmo nada!" o dono parado com as travessas na mão no meio do caminho, e todos com os olhos a brilhar, pescoços torcidos a vê-la lamber-se enquanto mete gulosamente na boca um grande pedaço de ananás espetado num pau a pingar chocolate derretido…
A pedido de várias famílias deixo aqui em português a receita desta sobremesa que se chama Pavlova e parece enlouquecer a Nigella. Experimentem vocês também:
PAVLOVA
Bater 6 claras em castelo com 300 gramas de açúcar.
Deitar umas gotas de vinagre balsâmico para dar firmeza ao merengue por fora e deixá-lo crocante, mantendo-o macio por dentro.
Juntar 3 colheres de sopa bem cheias de cacau preto em pó e 50 gramas de chocolate preto em barra de boa qualidade finamente cortado.
Adicionar tudo ao merengue com suavidade.
Montar num tabuleiro forrado de papel vegetal e fazer um monte que se alisa com uma espátula.
Vai ao forno a 180º durante um minuto e depois passa-se para 150º para ficar crocante por fora e macio por dentro. Deixa-se cozer lentamente durante uma hora e um quarto.
Depois de arrefecer cobre-se com chantilly e framboesas.
Por fim salpica-se com farripas de chocolate preto por cima.
Dá 8 a 10 porções.
Saramago para crianças
Um outro Saramago, que descobriu o prazer de escrever histórias para crianças: "A Maior Flor do Mundo"
Dirección: / Juan Pablo Etcheverry
Guionista: / Juan Pablo Etcheverry
(adaptada de "A maior flor do mundo" de José Saramago)
Ilustración: / Diego Mallo
Produción: / Chelo Loureiro
Video enviado por L.A.
Dirección: / Juan Pablo Etcheverry
Guionista: / Juan Pablo Etcheverry
(adaptada de "A maior flor do mundo" de José Saramago)
Ilustración: / Diego Mallo
Produción: / Chelo Loureiro
Video enviado por L.A.
Metamorfoses de Vida

V Congresso Internacional da área de Psicologia Forense e da Exclusão Social
Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.
Dias 26, 27 e 28 de Maio no Auditório Agostinho da Silva.
No texto de apresentação do Congresso pode ler-se:
(...) "Esta iniciativa, contando com a participação de especialistas e docentes universitários, na sua maioria com formação ou exercício profissional nos domínios da Psicologia Forense e da Intervenção Juspsicológica, destina-se a promover o debate e a reflexão críticos sobre problemas fundamentais que se suscitam no âmbito das transgressionalidades e dos comportamentos de risco entre crianças, adolescentes e jovens, procurando fomentar a inclusão destes segmentos populacionais, frequentemente mais vulneráveis e fragilizados, bem como sobre a Psicologia do Testemunho e das Motivações Ajurídicas do Sentenciar, apresentando-se alguns dos estudos realizados e dados alcançados, em cinco anos de investigação no terreno, fruto de um protocolo com o Centro de Estudos Judiciários, celebrado em 2004.
Naturalmente que aproveitaremos para destacar duas efemérides da maior relevância: a comemoração do I Centenário da República, associando-a à Lei da Protecção à Infância, pedra inaugural da política de promoção de menores no nosso país, cujo 99º aniversário de publicação se celebra justamente na data de abertura do V Congresso, e o Ano Internacional da Pobreza, que deve ser igualmente marcante para a necessária alteração de políticas, privilegiando a inclusão em detrimento do combate à exclusão, destarte se promovendo a necessária mudança de paradigma."
UNIVERSIDADE LUSÓFONA
Campo Grande, 376
1749-024 Lisboa - Portugal
Tel. 217 515 500 - ext.2197
Fax.217 515 571
Contactos:
faculdade.psicologia@ulusofona.pt
www.ulusofona.pt
Programa detalhado e ficha de inscrição aqui.
Enviado por Becas
quarta-feira, 5 de maio de 2010
As indulgências do Papa Leão X - crimes repugnantes e hediondos, remíveis a dinheiro!

A Taxa Camarae do Papa Leão X (1513-1521)
Um dos pontos culminantes da corrupção humana
A Taxa Camarae é um tarifário promulgado em 1517, pelo papa Leão X (1513-1521) destinado a vender indulgências, ou seja, o perdão dos pecados, a todos quantos pudessem pagar umas boas libras ao pontífice.
Como veremos na transcrição que se segue, não havia delito, por mais horrível que fosse, que não pudesse ser perdoado a troco de dinheiro.
Leão X declarou aberto o céu para todos aqueles, fossem clérigos ou leigos, que tivessem violado crianças e adultos, assassinado uma ou várias pessoas, ou abortado, desde que se manifestassem generosos com os cofres papais.
“ 1. O eclesiástico que cometa o pecado da carne, seja com freiras, seja com primas, sobrinhas ou afilhadas suas, seja, por fim, com outra mulher qualquer, será absolvido, mediante o pagamento de 67 libras e 12 soldos.
2. Se o eclesiástico, além do pecado de fornicação, quiser ser absolvido do pecado contra a natureza ou de bestialidade, deve pagar 219 libras, 15 soldos. Mas se tiver apenas cometido pecado contra a natureza com meninos ou com animais e não com mulheres, somente pagará 131 libras e 15 soldos.
3. O sacerdote que desflorar uma virgem, pagará 2 libras e 8 soldos.
4. A religiosa que quiser alcançar a dignidade de abadessa depois de se ter entregue a um ou mais homens simultânea ou sucessivamente, quer dentro, quer fora do seu convento, pagará 131 libras e 15 soldos.
5. Os sacerdotes que quiserem viver maritalmente com parentes, pagarão 76 libras e 1 soldo.
6. Para todos os pecados de luxúria cometidos por um leigo, a absolvição custará 27 libras e 1 soldo; no caso de incesto, acrescentar-se-ão em consciência 4 libras.
7. A mulher adúltera que queira ser absolvida para estar livre de todo e qualquer processo e obter uma ampla dispensa para prosseguir as suas relações ilícitas, pagará ao Papa 87 libras e 3 soldos. Em idêntica situação, o marido pagará a mesma soma; se tiverem cometido incesto com os seus filhos acrescentarão em consciência 6 libras.
8. A absolvição e a certeza de não serem perseguidos por crimes de rapina, roubo ou incêndio, custará aos culpados 131 libras e 7 soldos.
9. A absolvição de um simples assassínio cometido na pessoa de um leigo é fixada em 15 libras, 4 soldos e 3 dinheiros.
10. Se o assassino tiver morto a dois ou mais homens no mesmo dia, pagará como se tivesse apenas assassinado um.
11. O marido que tiver dado maus tratos à sua mulher, pagará aos cofres da chancelaria 3 libras e 4 soldos; se a tiver morto, pagará 17 libras, 15 soldos; se o tiver feito com a intenção de casar com outra, pagará um suplemento de 32 libras e 9 soldos. Se o marido tiver tido ajuda para cometer o crime, cada um dos seus ajudantes será absolvido mediante o pagamento de 2 libras.
12. Quem afogar o seu próprio filho pagará 17 libras e 15 soldos [ou seja, mais duas libras do que por matar um desconhecido (observação do autor do livro)]; caso matem o próprio filho, por mútuo consentimento, o pai e a mãe pagarão 27 libras e 1 soldo pela absolvição.
13. A mulher que destruir o filho que traz nas entranhas, assim como o pai que tiver contribuído para a perpetração do crime, pagarão cada um 17 libras e 15 soldos. Quem facilitar o aborto de uma criatura que não seja seu filho pagará menos 1 libra.
14. Pelo assassinato de um irmão, de uma irmã, de uma mãe ou de um pai, pagar-se-á 17 libras e 5 soldos.
15. Quem matar um bispo ou um prelado de hierarquia superior terá de pagar 131 libras, 14 soldos e 6 dinheiros.
16. O assassino que tiver morto mais de um sacerdote, sem ser de uma só vez, pagará 137 libras e 6 soldos pelo primeiro, e metade pelos restantes.
17. O bispo ou abade que cometa homicídio por emboscada, por acidente ou por necessidade, terá de pagar, para obter a absolvição, 179 libras e 14 soldos.
18. Quem quiser comprar antecipadamente a absolvição, por todo e qualquer homicídio acidental que venha a cometer no futuro, terá de pagar 168 libras e 15 soldos.
19. O herege que se converta pagará pela sua absolvição 269 libras. O filho de um herege queimado, enforcado ou de qualquer outro modo justiçado, só poderá reabilitar-se mediante o pagamento de 218 libras, 16 soldos e 9 dinheiros.
20. O eclesiástico que, não podendo saldar as suas dívidas, não quiser ver-se processado pelos seus credores, entregará ao pontífice 17 libras, 8 soldos e 6 dinheiros, e a dívida ser-lhe-á perdoada.
21. A licença para instalar pontos de venda de vários géneros, sob o pórtico das igrejas, será concedida mediante o pagamento de 45 libras, 19 soldos e 3 dinheiros.
22. O delito de contrabando e as fraudes relativas aos direitos do príncipe contarão 87 libras e 3 dinheiros.
23. A cidade que quiser obter para os seus habitantes ou para os seus sacerdotes, frades ou monjas autorização de comer carne e lacticínios nas épocas em que está vedado fazê-lo, pagará 781 libras e 10 soldos.
24. O convento que quiser mudar de regra e viver com menos abstinência do que a que estava prescrita, pagará 146 libras e 5 soldos.
25. O frade que para sua maior conveniência, ou gosto, quiser passar a vida numa ermida com uma mulher, entregará ao tesouro pontifício 45 libras e 19 soldos.
26. O apóstata vagabundo que quiser viver sem travas pagará o mesmo montante pela absolvição.
27. O mesmo montante terá de pagar o religioso, regular ou secular, que pretenda viajar vestido de leigo.
28. O filho bastardo de um prior que queira herdar a cura de seu pai, terá de pagar 27 libras e 1 soldo.
29. O bastardo que pretenda receber ordens sacras e usufruir de benefícios pagará 15 libras, 18 soldos e 6 dinheiros.
30. O filho de pais incógnitos que pretenda entrar nas ordens pagará ao tesouro pontifício 27 libras e 1 soldo.
31. Os leigos com defeitos físicos ou disformes, que pretendam receber ordens sacras e usufruir de benefícios pagarão à chancelaria apostólica 58 libras e 2 soldos.
32. Igual soma pagará o cego da vista direita, mas o cego da vista esquerda pagará ao Papa 10 libras e 7 soldos. Os vesgos pagarão 45 libras e 3 soldos.
33. Os eunucos que quiserem entrar nas ordens, pagarão a quantia de 310 libras e 15 soldos.
34. Quem, por simonia, (compra ou venda ilícita de benefícios eclesiásticos) quiser adquirir um ou mais benefícios deve dirigir-se aos tesoureiros do Papa que lhos venderão por um preço moderado.
35. Quem, por ter quebrado um juramento, quiser evitar qualquer perseguição e ver-se livre de qualquer marca de infâmia, pagará ao Papa 131 libras e15 soldos. Pagará ainda por cada um dos seus fiadores a quantia de 3 libras.”
No entanto, para a historiografia católica, o Papa Leão X, autor de um exemplo de corrupção tão grande como o que acabamos de ler, passa por ser o protagonista da «história do pontificado mais brilhante e talvez o mais perigoso da história da Igreja».
(Fonte: Rodríguez, Pepe (1997), Mentiras fundamentais da Igreja católica. Terramar - Editores, Distribuidores e Livreiros -
(1.ª edição portuguesa, Terramar, Outubro de 2001 - Anexo, pp. 345-348)
Enviado por Becas.
Imagem: o Papa Leão X pintado por Rafael
terça-feira, 4 de maio de 2010
Palavras que nos beijam

"Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte."
Alexandre O'Neill
Em atenção à Milu, colaboradora deste Blogue, que se encontra de luto por um familiar.
A força da amizade e da esperança é aquilo que te podemos dar neste momento, esperando com isso atenuar a tua dor.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Acabou a moda das modelos anorécticas?
Até que enfim é reconhecido o direito à beleza e à sensualidade também às mulheres XL. Este anúncio comercial foi banido pela FOX e pela ABC. Será porque a modelo é do tipo Nigella Lawson, sem complexos das suas formas opulentas? Aparentemente não souberam lidar com esta fuga ao estereótipo das super magras. Shame on you!
Plano Inclinado com Guilherme Valente
Ainda sobre Educação. É um homem da Filosofia, editor da Gradiva, amigo dos Professores Carlos Fiolhais e Nuno Crato. Vale sempre a pena ouvir as vozes independentes e livres, em desacordo com o eduquês.
Para espairecer das dores... ou só para ouvir
Para o fim da noite, tarde ou começo do dia.
Vídeo enviado pela Carmela.
Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

É cada vez mais necessário assegurar a liberdade de expressão, na imprensa e fora dela, já que aquela constitui um dos pilares fundamentais da democracia.
Decretado pela UNESCO.
Exposição Universal em Xangai

A Expo 2010 abriu no dia 1 de Maio em Xangai e é a mais participada Exposição Universal de sempre, uma vez que conta com a participação de cerca de 240 países e organizações internacionais.
O pavilhão de Portugal é revestido a cortiça e construído com materiais naturais, ocupando uma área de 2000 metros quadrados, e cujo tema é “uma praça para o mundo e um mundo de energias”.
"A Expo 2010, dedicada ao tema “Better City, Better Life” (Melhores Cidades, Melhor Qualidade de Vida), decorre até 31 de Outubro, numa área de 528 hectares (dez vezes a Expo 98, em Lisboa)."
Leia o artigo no Público.
Para fazer uma visita virtual à Expo de Xangai clique aqui.
domingo, 2 de maio de 2010
Para aqueles cujas Mães estão ausentes

Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'
Poema e vídeo enviados por L.A.
Prémio Blogue Coroado

Gentilmente atribuído pela Ema e pela Anabela Magalhães, a quem agradeço o reconhecimento.
Passo este prémio aos seguintes Blogues:
- Desvarios de um Louco
- Tukakubana
- Um Farol Chamado Amizade
- Utopie Calabresi
- Arte das Letras
- Porto das Crónicas
- Rotary Club
- A Minha Matilde & Cia
- A Revolta das Frases
- Ler é Viver
A todos os meus parabéns pelo belo trabalho de divulgação cultural.
As regras são as de sempre: linkar o Blogue que atribuiu o prémio e nomear outros dez Blogues, aos quais se anuncia essa atribuição.
sábado, 1 de maio de 2010
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Função do apóstrofo
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Paulo Guinote no Plano Inclinado
Dia Mundial da Dança
A sublime obra de arte do russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky, composta entre 1875–1876, estreou no Teatro Bolshoi em Moscovo como o nome "O Lago dos Cisnes".
Baseado em lendas populares russas e numa antiga lenda germânica, o bailado conta a história de Odette, uma princesa transformada num cisne por uma bruxa malvada. Embora existam coreografias de vários autores, a maior parte da Companhias de Bailado inspiram-se ainda hoje na versão de Marius Petipa, inicialmente produzida em 1895.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Petição pela redução do número máximo de alunos por turma e por professor
"O Movimento Escola Pública promove o lançamento da Petição Pública pela redução do número máximo de alunos por turma, esta quinta-feira, 29 de Abril, pelas 16h, na Livraria Ler Devagar (LXFactory – Rua Rodrigues de Faria, 103, Lisboa). A Petição contém uma lista de primeiros subscritores de várias áreas da educação (ver em baixo) e será apresentada, em conferência de imprensa, por Miguel Reis (Professor, Movimento Escola Pública), Helena Dias (exPresidente da Federação Regional de Lisboa das Associações de Pais, Movimento Escola Pública) e Paulo Guinote (Professor, Autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”).
Com turmas mais pequenas é possível melhorar o combate ao insucesso escolar, ajudando igualmente a prevenir fenómenos de indisciplina. Trata-se de uma medida que reúne um consenso social alargado e que urge pôr em prática.
Pelo Movimento Escola Pública
Miguel Reis"
TEXTO DA PETIÇÃO:
Dirigida à sociedade portuguesa, à Assembleia da República e ao Governo
A igualdade de oportunidades no acesso e no sucesso para todos os alunos e alunas não é uma realidade. Muitos factores contribuem para o facto de Portugal possuir um dos mais selectivos sistemas de ensino na Europa, e o elevado número de alunos por turma e por professor/a, em tantas escolas do país, é um deles.
Não se pode falar de diferenciação e de individualização do ensino-aprendizagem com 28 alunos por turma. Não se pode falar do direito ao sucesso para todos com professores com 7 e 8 turmas. Não se pode falar com verdade sobre planos de recuperação, ou quaisquer estratégias individualizadas, com turmas sobrelotadas e professores/as com 160 ou 170 alunos.
A presente petição é para mudar esta realidade. Ela é subscrita por encarregados de educação, mães e pais, por professores e professoras, por alunos e alunas, por cidadãos e cidadãs para quem a qualidade do ensino na escola pública e o direito ao sucesso para todos/as é uma prioridade.
Assim sendo, os cidadãos e as cidadãs abaixo identificados/as defendem a alteração dos limites em vigor para a constituição de turmas, bem como critérios de relação docente/número de turmas, propondo que:
1 - No Jardim-de-infância e no 1.º ciclo do ensino básico, a relação seja de 19 crianças para 1 docente, alterando-se para 15 quando condições especiais - como a existência de crianças com necessidades educativas especiais ou outros critérios pedagógicos julgados pertinentes, no quadro da autonomia das instituições - assim o exijam. Deve ainda ser colocado/a um/a assistente operacional em cada sala de JI.
2- Do 5.º ano ao 12.º ano, o número máximo de alunos e alunas por turma seja de 22, descendo para 18 sempre que se verifiquem as condições acima enunciadas.
3 - Do 5.º ao 12.º ano, cada professor e professora não poderá leccionar, anualmente, mais de cinco turmas, num limite de 110 alunos.
Petição a assinar aqui. Eu já assinei. Assina também. Só se formos muitos nos faremos ouvir.
Com turmas mais pequenas é possível melhorar o combate ao insucesso escolar, ajudando igualmente a prevenir fenómenos de indisciplina. Trata-se de uma medida que reúne um consenso social alargado e que urge pôr em prática.
Pelo Movimento Escola Pública
Miguel Reis"
TEXTO DA PETIÇÃO:
Dirigida à sociedade portuguesa, à Assembleia da República e ao Governo
A igualdade de oportunidades no acesso e no sucesso para todos os alunos e alunas não é uma realidade. Muitos factores contribuem para o facto de Portugal possuir um dos mais selectivos sistemas de ensino na Europa, e o elevado número de alunos por turma e por professor/a, em tantas escolas do país, é um deles.
Não se pode falar de diferenciação e de individualização do ensino-aprendizagem com 28 alunos por turma. Não se pode falar do direito ao sucesso para todos com professores com 7 e 8 turmas. Não se pode falar com verdade sobre planos de recuperação, ou quaisquer estratégias individualizadas, com turmas sobrelotadas e professores/as com 160 ou 170 alunos.
A presente petição é para mudar esta realidade. Ela é subscrita por encarregados de educação, mães e pais, por professores e professoras, por alunos e alunas, por cidadãos e cidadãs para quem a qualidade do ensino na escola pública e o direito ao sucesso para todos/as é uma prioridade.
Assim sendo, os cidadãos e as cidadãs abaixo identificados/as defendem a alteração dos limites em vigor para a constituição de turmas, bem como critérios de relação docente/número de turmas, propondo que:
1 - No Jardim-de-infância e no 1.º ciclo do ensino básico, a relação seja de 19 crianças para 1 docente, alterando-se para 15 quando condições especiais - como a existência de crianças com necessidades educativas especiais ou outros critérios pedagógicos julgados pertinentes, no quadro da autonomia das instituições - assim o exijam. Deve ainda ser colocado/a um/a assistente operacional em cada sala de JI.
2- Do 5.º ano ao 12.º ano, o número máximo de alunos e alunas por turma seja de 22, descendo para 18 sempre que se verifiquem as condições acima enunciadas.
3 - Do 5.º ao 12.º ano, cada professor e professora não poderá leccionar, anualmente, mais de cinco turmas, num limite de 110 alunos.
Petição a assinar aqui. Eu já assinei. Assina também. Só se formos muitos nos faremos ouvir.
terça-feira, 27 de abril de 2010
As portas que Abril abriu
"Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.
(...)
Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.
(...)
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.
Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.
(...)
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.
Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.
(...)
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.
(...)
Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma ração
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.
(...)
Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.
Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril
fez Portugal renascer."
José Carlos Ary dos Santos
Lisboa, Julho-Agosto de 1975
Vídeo e poema enviado por L.A.
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