Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Justiça. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Justiça. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 7 de junho de 2011

Abaixo os Professores

"Abaixo os professores porque é deles a culpa do estado do país. Quando se esperam anos por uma justiça ineficaz, não é do legislador a culpa de não mexer num sistema que não funciona. É dos professores que não conseguiram incutir nos seus alunos a correcta noção da legalidade.

Quando grassa corrupção, é culpa dos professores porque falhou o ensino da ética. Se há desemprego é porque os professores não desenvolveram o espírito de iniciativa nos estudantes. Se há fome é culpa dos professores não terem ensinado a pescar. Se está escuro, é culpa dos professores não terem ensinado a fazer luz. Quando há problemas, é culpa dos professores não aparecerem soluções.


Tivemos a “paixão pela educação” de Guterres e a carnificina da avaliação docente com Sócrates. Vamos em mais de 10 anos de políticas para resolver os problemas do país mexendo na educação. Melhorámos? Basta olhar para as parangonas para se ler a resposta.

Em todas estas décadas, pese embora tantas “mudanças”, há uma aldeia de irredutíveis gauleses onde as fundações continuam inabaláveis: o sistema judicial. Um país onde a justiça seja incapaz de responder em tempo útil nunca poderá ter níveis de desenvolvimento aceitáveis. Se se perde um concurso devido a truques, de nada vale, passados anos, esgrimir argumentos em tribunal. Incumprimentos contratuais precisam de ser resolvidos na hora, não é num futuro incerto. Direitos violados assim continuarão até que, tantas vezes tarde demais, seja possível obrigar à reparação de danos. A incerteza quanto ao tempo necessário para que se faça justiça é um campo fértil para quem se disponha à ilegalidade.

Os governos têm passado e a justiça fica. Em contrapartida, a mensagem “abaixo os professores” trazida pela enxurrada de reformas após reformas tem sido uma constante, como se isso resolvesse os problemas do país. É mais do que tempo de parar com o faz de conta. Quando é que se reforma a justiça, começado pelas bases processuais?"

Publicado por Fliscorno em 15 de Fevereiro de 2011

Não resisti a republicar este texto, de novo tão oportuno. Obrigada, Jorge!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

É o que se chama isenção e imparcialidade


«· No dia 25 de Março de 2011, o deputado socialista Osvaldo Sarmento e Castro, presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, votou contra a revogação do modelo de avaliação de desempenho de professores.

· Dias depois, o mesmo Osvaldo Sarmento e Castro escrevia no jornal digital “Setúbal na Rede”, a respeito da decisão do parlamento, o seguinte: “Algo recheado de violações à Constituição, designadamente por invasão das competências reservadas do Executivo, entre outras, e que, seguramente, não resistirá ao mais que provável escrutínio do PR ou do Tribunal Constitucional.”

· A 29 de Abril de 2011, o Tribunal Constitucional (TC) declarou inconstitucionais os quatro artigos do diploma aprovado na Assembleia da República.

· Tomou parte na deliberação, votando no mesmo sentido da maioria dos membros do TC, a juíza conselheira Catarina Sarmento e Castro, filha do deputado socialista.

· Antes da sua eleição para o TC em Janeiro de 2010, a referida juíza ocupara, entre outros, os cargos de assessora do Ministro da Administração Interna (Primeiro-ministro: António Guterres) e de assessora da Secretária de Estado para a Modernização Administrativa (Primeiro-ministro: José Sócrates).»

Retirado daqui.

Nem vale a pena comentar, o jogo está todo ele viciado! 

terça-feira, 11 de maio de 2010

A mão da Lei só pecou por tardia


"Os factos remontam a 7 de Março de 2001, quando, numa reunião naquela escola, o encarregado de educação apelidou a professora de História da Arte e Oficina de Artes de "mentirosa", "bandalho", "aberração para o ensino" e "incompetente"."

Este pai amoroso terá de pagar à professora uma indemnização de 10 mil euros: ainda é pouco, dado que a professora vítima destas injúrias teve de esperar 9 anos e recorrer ao Supremo Tribunal.

A ler aqui.