domingo, 26 de abril de 2009

Orgia em Castelo Suiço copia Kubrick



Enquanto geríamos como podíamos o nosso dia 25 de Abril, a classe abastada suíça tinha à sua disposição um convite para uma orgia de luxo num castelo, promovida por um site em língua alemã.
Nada de extraordinário, não fosse a coincidência do dia e da estética. Abrindo o site, a primeira coisa em que pensei foi como é falha de originalidade a indústria do sexo.
O site convidava à inscrição, dava o preço por casal, colocava restrições à indumentária, que devia ser de cerimónia e informava que a localização do castelo só seria dada a conhecer após a confirmação da inscrição e respectivo pagamento.
Ao mesmo tempo, um vídeo promocional enchia-nos os olhos com imagens sedutoras q.b.: lindas modelos a saírem de carros de luxo e entrando em salões sumptuosos, vestidas com longos vestidos de alta costura e máscaras no rosto, como no Carnaval de Veneza. Eles, igualmente mascarados, mas de smoking.
Mas, o que ressalta de imediato é a semelhança com o último filme de Stanley Kubrick. É absolutamente gritante.
Quem viu o filme “Eyes Wide Shut”, uma verdadeira obra-prima do cinema contemporâneo, reconhece neste vídeo um plágio descarado.
Desde o porte das modelos, até aos carros, passando pelos cenários e pelas máscaras venezianas emplumadas, tudo é absolutamente copiado da festa de sexo, num castelo, a que a personagem interpretada por Tom Cruise comparecia, às escondidas da mulher, interpretada por Nicole Kidman.
Não é fácil esquecer a mestria de Kubrick e cada um dos seus filmes é um marco na memória, pelas emoções que desencadeia, quer ao nível da estética, quer dos sentimentos.
“Eyes Wide Shut” é forte, estranho e interpelador. É impossível esquecê-lo ou ficar-lhe indiferente. É um filme que constitui um símbolo, quer por ser o último deste grande cineasta, como também por ter sido o último que Cruise e Kidman interpretaram enquanto ainda viviam juntos.
Será que a festa do castelo suíço se dirigia aos cinéfilos, estetas, saudosos de Kubrick? Ou será que a organização tem falta de imaginação e rouba as ideias dos outros?
Só faltava que a música de fundo da festa fosse a Valsa nº2 de Shostakovich e o anfitrião do castelo fosse o fantasma de Kubrick…


Fonte: castleevents.com

1 comentário:

  1. É o mundo alienado em que vivemos.
    Sexo, Sexo, Sexo, Sexo e mais sexo. Será que as pessoas que só pensam em sexo não são capazes de interromper esse penssamento por um instante e interrogarem-se se realmente o sexo é ou será a coisa mais importante da vida?
    Eu sou um romãntico por natureza, gosto de sexo mas pensando bem, acho ou tenho quase a certeza de que na vida existe algo melhor do que sexo.
    Aqueles que chegarem á conclusão de que estou enganado, apresento aqui as minhas desculpas e continuem com o sexo.
    Só espero é que não se enganem na decisão. Lá diz o velho ditado "Tudo o que é de mais, cheira mal".

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