sexta-feira, 24 de abril de 2009

Alargamento de escolaridade obrigatória para 12 anos


"O Governo estimou hoje em cerca de 30 mil o aumento do número de alunos no ensino secundário tendo em conta o alargamento da escolaridade obrigatória e garantiu que instalações e professores são actualmente suficientes para suportar este crescimento.

"A capacidade das escolas, o número de professores e o equipamento são suficientes" para suportar o crescimento do número de alunos no secundário, afirmou a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, em conferência de imprensa, em Lisboa.

A governante lembrou que estão em execução melhorias na rede de estabelecimentos de ensino secundário, sobretudo nas zonas onde "a pressão" do número de alunos é maior.

O Governo aprovou hoje em Conselho de Ministros, na generalidade, uma proposta de lei para alargar de nove para 12 anos a escolaridade obrigatória, ou seja, os jovens entre os seis e os 18 anos terão de frequentar a escola ou um centro de formação profissional.

A regra legal de extensão da escolaridade obrigatória será para aplicar aos alunos que se vão inscrever no 7.º ano de escolaridade, que iniciarão o ensino secundário em 2012/2013, se entretanto não chumbarem.

A ministra disse que o alargamento da escolaridade obrigatória para mais três anos, além dos nove actuais, "exige muito da sociedade, das escolas, dos professores em primeiro lugar, mas também das famílias dos alunos". Mas mais importante do que criar a obrigatoriedade de permanência, acrescentou, é "criar condições" para que os alunos se sintam atraídos pela escola, que deve corresponder às suas expectativas, o que não veio sucedendo e justificará o abandono escolar, que foi de 36,3 por cento em 2007, o segundo mais alto da União Europeia, apenas ultrapassado por Malta (37,6 por cento), segundo dados divulgados na conferência de imprensa".

Público.Pt./ Lusa, 23.04.2009 - 18h42

Meu Comentário:
Uma medida que não é em si má, pode vir a tornar-se numa difícil tarefa, quer no que toca à gestão dos recursos humanos, quer físicos.
A tutela diz que os espaços e os professores existentes são suficientes.
Mas como? 30 mil alunos a mais faz toda a diferença!
Teremos de dar aulas a turmas de 40 pessoas, encavalitadas nos parapeitos das janelas? Teremos de redobrar as horas lectivas?

E as famílias portuguesas, como vão poder ter na escola todos os jovens até aos 18 anos? Há condições económicas objectivas para isto? Não será isto de um grande irrealismo?
É que não somos um país da Europa do Norte, onde quase tudo está assegurado.
E como vamos manter à força na Escola alunos que não querem estudar?
Isto pode levar a um aumento exponencial de atitudes de indisciplina e violência.

Já há quem chame a esta medida uma hecatombe do eduquês...

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