quarta-feira, 22 de junho de 2011

AR (finalmente!) no feminino


Gosto de ver uma mulher a ocupar um cargo de relevo, neste caso, a segunda figura no Estado português.

Independentemente do partido a que pertença, isto é, inequivocamente, um bom sinal de modernidade.

Já começo a acreditar que um dia Portugal poderá não ficar a anos-luz de distância da Islândia, da Finlândia, ou da Letónia (países avançados na governação no feminino), no que diz respeito ao relevo dado às mulheres na vida política.

Confiança na actividade política e nas qualidades profissionais das mulheres, assim como nas suas capacidades de liderança, é algo de surpreendente, num país que tem andado cinzento e deprimido ao longo de anos, num tempo em que tudo parecia caminhar para o retrocesso.

Ser presidente da Assembleia da República implica a votação de uma grande maioria dos deputados, o que significa que, independentemente da bancada a que pertença, o candidato tem de reunir a confiança da quase generalidade dos seus pares.

Será que estamos de facto a caminhar para a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres em Portugal no que respeita à vida pública e ao efectivo exercício da cidadania? É nestes momentos que me sinto muito feliz por não ter nascido na Arábia Saudita!

Contentamento igual a este só tive quando Maria de Lurdes Pintasilgo foi primeira-ministra de Portugal, embora por pouco tempo. Agora tenho curiosidade em saber se Assunção Esteves vai ser tratada por "senhora presidente" ou "senhora presidenta", como quer ser chamada Pilar del Rio na Fundação José Saramago... Como é com Dilma Roussef? Pois não sei ainda... Se fosse em França seria "madame le président", o que é ainda mais ridículo, mas os franceses têm uma tradição linguística para lá de barroca.

Só acho é que Passos Coelho podia ter omitido a "parte toda" de ontem. Poderia ter-nos poupado àquela triste figura.

(Ler aqui a notícia sobre Assunção Esteves)

4 comentários:

  1. Sem dúvida! Orgulho mesmo! :)
    Beijocas!

    Anabela Magalhães

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  2. Acho óptimo que uma mulher ocupe a segunda posição na hierarquia do Estado! No entanto, homem ou mulher, ainda vai ter de provar que merece o lugar. Pelo currículo, acho que dará uma óptima Presidente... Podia era ter evitado falar em "alegria cristã" no seu primeiro discurso! :-)

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