segunda-feira, 13 de junho de 2011

Santo António de Lisboa ou Pádua?



·       Há 123 anos nascia Fernando Pessoa. E há 780 anos morria no dia 13 de Junho, Fernando de Bulhões, internacionalmente conhecido como Santo António de Pádua, ou Santo António de Lisboa.

Fernando de Bulhões (Lisboa, 15 de Agosto de 1191-1195 (?) - Pádua, 13 de Junho de 1231), foi um doutor da Igreja que viveu na viragem dos séculos XII e XIII.

Originalmente frade agostiniano, ingressou como noviço (1210) no Convento de São Vicente de Fora em Lisboa, tendo mais tarde ido para o Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde fez os seus estudos de Direito. O martírio de cinco franciscanos, decapitados em Marrocos, e a vinda dos seus restos mortais em 1220 para Coimbra fizeram Fernando abraçar o espírito de evangelização e trocar a Regra de Santo Agostinho pela Ordem de São Francisco, recolhendo-se no Eremitério dos Olivais de Coimbra e mudando então o nome para António. Viajou muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França.

No ano de 1221 passou a fazer parte do Capítulo Geral da Ordem de Assis, a convite do próprio Francisco, o fundador. Foi professor de Teologia e grande pregador. Foi convidado por São Francisco para pregar contra os Albigenses em França. Foi transferido depois para Bolonha e de seguida para Pádua, onde morreu aos 36 (ou 40) anos.

Em Lisboa, festeja-se o Santo António desde o século XVI, com as festas populares. Santo António é também o santo casamenteiro. Existe aqui uma mistura de tradições entre as festas pagãs e o cristianismo. Este santo é comemorado no início do Verão, numa época relacionada com a fecundidade, quando nascem novos frutos, novos cereais e quando acontecem mais casamentos.

A festa das Noivas de Santo António em Lisboa remonta a 1950, sob iniciativa do Diário Popular e ainda hoje conta com o apoio da Câmara Municipal.

Mas Santo António não é só casamenteiro. É evocado como o santo que ressuscita os mortos, que cura as enfermidades, que assegura e multiplica as provisões, que ajuda os marinheiros, que vela pela felicidade do matrimónio, que encontra as coisas perdidas e que fala com o Menino Jesus.

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