terça-feira, 9 de março de 2010

Promova lança base de dados de apoiantes da sua agenda


Recebemos do Promova a carta que passamos a divulgar, com os respectivos contactos:

"Caros colegas,

Cansados dos remoques de falta de representatividade e de ausência de ligação ao sentir dos professores nas escolas, habitualmente vindos daqueles que se têm revelado incapazes, quer de conduzir uma contestação consistente e coerente/consequente às políticas educativas de Sócrates, quer de rebater as razões e os argumentos com que, por norma, robustecemos as nossas reivindicações e as nossas tomadas de posição, decidimos constituir uma plataforma aberta a todos os professores, sindicalizados ou não, que, em cada escola/agrupamento, se identificam com a intervenção e a agenda do PROmova.

Trata-se de um registo simples de identificação (nome e escola/agrupamento de pertença/colocação) que, sem qualquer vínculo formal (até dada a natureza informal e espontânea do Movimento, sem nenhuma vocação sindical ou associativa), permita aquilatar do acolhimento das reivindicações do PROmova junto dos educadores e professores portugueses, uma vez que o nome e a escola de cada professor estarão publicados no blogue do Movimento.

Neste contexto, lançamos também o desafio aos outros movimentos independentes de professores, para que procedam a um registo deste género, de forma a podermos construir uma ampla Convergência de Professores que possa potenciar a força reivindicativa dos professores e influenciar, decisivamente, o rumo das políticas educativas.

Para aderir a esta Plataforma é apenas requerida a identificação com a agenda reivindicativa do PROmova, apresentada a seguir, e o envio do nome e escola/agrupamento de pertença/colocação para o e-mail:
profsmovimento@gmail.com ou ov.goncalves@gmail.com.

Agenda do PROmova:

- denunciar o “Acordo de Princípios” celebrado entre alguns sindicatos e o ME;
- exigir da parte da tutela atitudes e práticas que dignifiquem os professores e lhes reconheçam a autoridade e a autonomia pedagógica devidas;
- pugnar por uma escola exigente, centrada na real qualificação dos alunos e pautada pela disciplina;
- substituir o actual modelo de avaliação e anular todas as penalizações e vantagens que dele decorreram ou decorrem (qualquer que seja a versão), defendendo um modelo simples e parcimonioso que, esvaziado da superintendência e da competitividade doentia entre pares, garanta uma avaliação séria e justa;
- pôr fim à aplicação de quotas administrativas ao sistema de ensino;
- rever o novo modelo de gestão das escolas, no sentido de eliminar a projecção nas escolas de conflitualidades e disputas que lhes são externas e estranhas, restaurando a democraticidade interna e, especificamente, devolvendo aos professores a decisão em termos de eleição do Director e dos Coordenadores de Departamento.
- acabar com a arbitrariedade com que se têm vindo a seleccionar escolas TEIP, uma vez que este expediente começa a assumir contornos de medida encapotada para, progressivamente, destruir o concurso nacional de professores;
- defender um concurso nacional de professores que respeite a graduação profissional e as demais prioridades e que seja transparente e equitativo, tanto na forma como se efectua a gestão das vagas postas a concurso, como nos mecanismos nacionais, regionais ou locais de colocação dos docentes.


No imediato, era fundamental que o ME pudesse organizar, em todas as escolas do país, um Dia de Reflexão/Intervenção sobre a Violência em Contexto Escolar, que integrasse a divulgação de materiais vídeo, a dinamização de reflexões/debates e em que os alunos pudessem ser sensibilizados e mobilizados para a denúncia e o combate ao fenómeno da violência escolar.

Contamos com todos os colegas que se revejam nestes combates.
Aquele abraço!
PROmova"

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