sábado, 6 de março de 2010

Uma greve de fome incómoda para o regime cubano


"O jornalista e dissidente Guillermo Fariñas garante que vai levar o protesto até às últimas consequências se não forem libertados 26 prisioneiros políticos gravemente doentes.

Fariñas encontra-se em greve de fome desde a morte do dissidente Orlando Zapata há duas semanas, após 85 dias de protesto sem comer nem beber.

“Quero mostrar ao mundo que os assassínios políticos continuam a ocorrer todos os dias em Cuba. Estou pronto a levar esta greve de fome até às últimas consequências, mesmo até à morte”.

O falecimento de Orlando Zapata, alegadamente torturado na prisão, volta a levantar dúvidas sobre o respeito dos direitos humanos em Cuba."


Euronews, 06/03/2010


Guillermo Fariñas é psicólogo e jornalista independente, tem 48 anos, encontra-se em greve de fome e pode ser a próxima vítima do regime cubano. Fariñas já tinha feito várias outras greves de fome, uma das quais terminou a 1 de Setembro de 2006 pelo livre acesso de todos cubanos à Internet. Quase à beira da morte e ligado a uma sonda intravenosa, Fariñas arrastou essa luta durante meses o que provocou danos profundos na sua saúde.

Na sua casa de Santa Clara, acompanhado por mais 20 dissidentes do regime, Fariñas deu uma entrevista ao jornal "El País" que lhe perguntou:

- "O senhor quer morrer?"

Fariñas: [Silêncio...] "Sim, quero morrer. Já é hora de o mundo perceber que este governo é cruel, e há momentos na história dos países em que é preciso haver mártires..."

O mais impressionante é que os dirigentes cubanos continuem a afirmar que não há presos políticos no país, quando se estima que sejam mais de duzentos. Fora os mortos e desaparecidos.

Para quando o fim deste absurdo?

1 comentário:

  1. O poder totaliário, déspota é tirano e cruel. Imagina se em Cuba não há presos políticos, há sim. É mais uma violência que precisa acabar!
    Um grande abraço, :)
    Suziley.

    ResponderEliminar