quinta-feira, 18 de março de 2010

Não há mais paciência


Atafulhada que estou em testes e trabalhos para corrigir, nem sequer me dei ao trabalho de comentar o chorrilho de absurdos que o Ministério da Educação apresentou como alterações a introduzir no Estatuto da Carreira Docente.

A seguir para a frente com aquela montanha de absurdos, o EDC passaria a não existir e a classe docente ver-se-ia reduzida a uma força de trabalho desqualificada e sem qualquer carreira ou estatuto, na dependência directa do Ministério das Finanças.

Hoje, após a reunião com os Sindicatos, a tutela anuncia triunfalmente que retirou as alterações, de modo a não retardar o enceramento do processo, não colocando quaisquer procedimentos que estejam fora do acordo assinado.

Assim deveria ter sido desde o princípio.
Hélas, senhora ministra, não confio em si!

6 comentários:

  1. sempre defendi que da situação do país é complicada financeiramente e que a esse nível não se pode exigir muito mas... havia outras alternativas como por exemplo, congelar os salários a partir de um determinado montante, e congelar também as carreiras.

    Claro que seria necessário igualmente não se gastarem brutalidades com os cargos públicos e com os políticos, como acontece em Portugal, seria necessário fazer-se uma boa gestão dos impostos que todos pagamos e que agora vamos pagar mais. perante esta imoralidade, o PEC não é desculpa porque o que está a acontecer é um vergonha sem nome.

    Na Finlândia, os únicos cargos que têm direito a carro oficial é o Primeiro-Ministro e o Ministro dos negócios estrangeiros. O ordenado mínimo paga 30% de impostos mas ninguém se importa com isso. Vou dar alguns exemplos dos porquês - quando uma mulher fica grávida, recebe um kit para bébé, completo que inclui berço e carrinho. Depois de ter a criança, como não pode tratar da casa, tem direito a ter uma empregada que a ajuda. O mesmo acontece se é operada, por exemplo, e fica incapaz. São apenas alguns exemplos de como os impostos são geridos... Diferente não é? Que legitimidade tem este governo para nos apresentar um PEC destes como desculpa quando o nosso dinheiro é tão mal gerido e quando os gastos a este nível são tão grandes e quando vivemos claramente acima das nossas posses? Contenção é necessária mas só há autoridade para tal quando houver mudança de rumo da política económica.

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  2. A social-democracia finlandesa não é igual ao "xuxalismo portuga a armar ao pingarelho".

    Na Finlândia, na Noruega, na Suécia e na Dinamarca, social democracia quer mesmo dizer que há democracia, na medida em que os cidadãos são ouvidos sempre que necessário, e quer dizer social, porque o estado atende às necessidades reais dos indivíduos nas alturas em que o apoio é necessário.

    Não há atitudes persecutórias em relação aos professores e a violência escolar é punida criminalmente.

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  3. Cristina falaste muito bem. Subscrevo.

    Lelé

    Isto foi uma jogada a ver se pegava da parte do ministério. Uma muito má jogada como é evidente. Mas é melhor estar toda a gente com mais atenção pois se eles fizeram isto agora é porque querem fazer isto mais tarde. Aliás, como de resto disse a ministra.

    Enfim...

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  4. Elenáro

    Esta história é mais uma das falácias a que os governos recentes infelizmente já nos têm vindo a habituar.

    O que só deixa entrever que não estamos a lidar com boa gente.

    E quem alinha em ser "ministeriável" com estes perfis, perde a possível confiança que poderia ter pela nossa (pelo menos pela minha) parte.

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  5. Subscrevo tudo, Lelé. Também eu não tive tempo para análises pessoais que estou afogadita em trabalho.
    Mas o número de circo do ME deixou-me muito desconfiada...

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  6. E é para desconfiar, mesmo!
    Infelizmente, este governo já nos tem vindo a brincar com muitas coisas muito pouco transparentes.

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