domingo, 31 de maio de 2009

Manifestação de 30 de Maio – apontamentos






“É fundamental derrotar o absolutismo!”, dizia Francisco Louçã ontem à tarde na manifestação que juntou na Avenida da Liberdade 80.000 professores em mais um protesto pelas políticas educativas deste Ministério.

Além de Francisco Louçã estiveram presentes em solidariedade com os professores Ilda Figueiredo da CDU, Diogo Feio do CDS/PP e Carlos Coelho do PSD.

Estes líderes partidários foram duramente criticados por José Sócrates num comício, onde disse que os mesmos “estão instrumentalizar as lutas sindicais”, enquanto Maria de Lurdes Rodrigues, naquele ar de vitimização que lhe é habitual, referia o “direito que os professores têm de manifestar-se e o dever que o governo tem de prosseguir as políticas educativas que definiu para a escola pública”…

...a mesma ministra que perante a manifestação dos 120.000 professores dizia que "120 mil ou 20 mil, era irrelevante"!

Segundo Mário Nogueira esta manifestação foi mais uma lição de dignidade dos professores, que continuam cientes da força da sua razão e que, por isso mesmo, devem impedir esta maioria absoluta de continuar a governar.

Os Movimentos Independentes de Professores marcaram forte presença, assim como os responsáveis dos mais importantes Blogs de Educação, juntando esforços para continuar esta resistência num espírito de abnegação absolutamente notável.

Segundo me parece há uma unanimidade de posições críticas em relação aos verdadeiros atentados que esta equipa tem cometido em relação à Escola Pública e o que espero sinceramente é que os professores e as suas famílias não o esqueçam na hora de votar.

Não é substituir um modelo de Avaliação absurdo por um simplex que resolve a vida dos professores, cuja carreira foi dividida em duas categorias, gerando situações de profunda injustiça, e mais recentemente e não menos grave, a tentativa de suspensão do vínculo contratual dos docentes.

Só uma derrota desta maioria e a substituição desta equipa ministerial por pessoas que efectivamente saibam pensar a educação em consonância com os professores, que são os seus agentes por excelência, e com uma postura negocial e sem autoritarismos, será possível restaurar um clima de tranquilidade e confiança.

Subscrevo integralmente as palavras de Ilídio Trindade do MUP: “É preciso estancar a degradação da escola pública derrotando esta maioria absoluta”.


Fotos de Pérola de Cultura

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