sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Tintin transforma-se em Dingding


"As aventuras de Tintin - ou Dingding em mandarim - serão publicadas este ano no mercado chinês com uma nova tradução, directamente do francês, e não do inglês, com acontecia até aqui.

(…) As novas edições, com a autorização da editora Casterman, excluem apenas o álbum Tintin no país dos sovietes, uma história ainda indesejada na China por criticar o comunismo e a antiga União Soviética.

(…)Agora, os detectives Dupond e Dupont passam a chamar-se Dubang e Dupang e os famosos impropérios do Capitão Haddock serão, por exemplo Tian da lei pi! (Com mil milhões de raios e trovões!).

Para os tintinófilos chineses, esta pode ser a melhor notícia de 2010, até porque uma das histórias de Hergé passa-se na China (O Lótus Azul) e outra tem o Tibete como cenário (Tintin no Tibete).

Num país que é dominado pela mangá japonesa, a edição das obras de Tintin será acompanhada de uma forte campanha de marketing, com cada livro a custar entre 1,5 e dois euros em formato de álbum e de bolso.

«É um mercado considerável, é verdade que há um aspecto comercial em tudo isto, mas isto é também uma forma de prestar homenagem a Hergé num país que ele amava», referiu Louis Delas, da editora Casterman."


Lusa / SOL, 6a-feira, 15 Janeiro 2010

Quem achar este nome estranho para o nosso repórter, conforme-se, há muito pior: ali mesmo na sua terra natal, a Bélgica, os flamengos, a maioria da população daquele país, chamam a Tintin "Kuifje", que significa "Poupinha" na língua neerlandesa... e o cachorro Milou passou a Bobbie!

2 comentários:

  1. E eu, que sou bisneta de francês e francófila, nem sequer imagino chamar Tintin de outra forma!

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