Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Ditaduras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ditaduras. Mostrar todas as mensagens

domingo, 24 de março de 2013

A censura da "primavera árabe"

"A jovem Amina, de 19 anos, acreditou na democracia da Tunísia, depois da "Primavera Árabe" de 2011, e foi condenada à morte pela justiça islâmica por colocar esta foto profana no seu blog.
A frase escrita em árabe significa “meu corpo pertence a mim e não é a fonte da honra de ninguém”, o bastante para ser perseguida pelas autoridades muçulmanas.
O Forum Social Mundial 2013 começará em Túnis na terça-feira, mas a jovem não poderá ir, pois a família internou-a num manicómio para que escapasse da execução da sentença."
É esta a liberdade de que se goza nos países onde se diz ter existido uma revolução democrática. Sem liberdade de expressão, sem direitos para as mulheres, com condenações à morte por crimes que não o são, enfim, mais do mesmo no mundo onde os fundamentalismos islâmicos continuam a fazer lei, à revelia do direito internacional e da salvaguarda dos direitos humanos fundamentais.

(A notícia e a foto são do Facebook e já foram retirados no Brasil. Aqui também não tardará a ser retirada. Por isso resolvi reproduzi-la aqui, antes que seja tarde demais. Continuo a pensar que a denúncia é a melhor forma de lutar contra a discriminação das mulheres.)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 de abril em Portugal e em Itália




O dia 25 de abril é feriado em Portugal e em Itália. Em ambos os países se assinala o dia da liberdade. Poucas pessoas sabem que a queda do Estado Novo (1974) coincidiu com o dia e o mês em que havia caído o fascismo em Itália. 
"O “25 Aprile” deu-se em Itália em 1945. Os "partigiani" (guerrilheiros anti-fascistas) e as forças aliadas protagonizaram a libertação da ocupação das tropas nazis, pondo fim à ameaça do fascismo ressurgir no seu panorama político". 
Ler mais aqui. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O muro de Berlim e os outros



O muro de Berlim começou a ser derrubado há 22 anos a 9 de Novembro. Desde então o mundo mudou no que se refere à tolerância às ditaduras e todas as formas de opressão e segregação de seres humanos.
Porém, e por incrível que pareça, ainda há muros deste tipo no mundo. Há que derrubá-los a todos. E para isso há que trabalhar para alertar as consciências e dar ânimo aos povos oprimidos para que não desistam de continuar a sua luta pela liberdade. 
Há organizações no terreno com essa vocação, como a Amnistia Internacional, mas cabe também a cada um de nós, levar por diante, à sua maneira e com os meios de que dispõe, essa cruzada. 
Há dois anos promovi uma exposição na minha escola em que os alunos de Artes recriaram, com o seu sentimento e através de técnicas mistas, a vida dos cidadãos antes da queda e as repercussões deste acontecimento no mundo após a mesma.


Aqui um artigo sobre o significado do derrube do muro de Berlim

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Kadhafi, one way ticket to hell



Kadhafi está oficialmente morto. Obviamente recuso-me a reproduzir aqui a sua imagem desfigurada. Longe de mim regozijar-me com a morte de homem algum. Como não me regozijei com a de Sadam Hussein. Kadhafi devia ser julgado antes de tudo. Mas compreendo o desejo de o quererem morto.


O que duvido é que este camarada tenha o passaporte que ele desejava para a História. Penso que ele não precisava de ter acabado deste modo humilhante. Se tivesse entregado o poder em tempo útil, democratizado o país e reconhecido que o seu tempo havia chegado ao fim em terras da Líbia, teria evitado este fim trágico. Mas assim não seria um mártir... e não é assim que os ditadores procedem. Kadhafi não seria ele próprio. 




Recordo-me do aparato com que veio a Portugal, acompanhado de uma imensa guarda de gala feminina, a tenda de luxo que lhe montaram no Forte de S. Julião da Barra, as honras que o governo português lhe prestou e a exagerada comitiva que trazia. Na Líbia ficaram célebres as festas de arromba que dava nos seus exuberantes palácios e até a sua auto-coroação como "rei" do mundo árabe! 


Pensaria assim conquistar a glória póstuma? Como aqueles desgraçados que se fazem explodir matando milhares, na expetativa de ir para os braços das virgens de um paraíso que só existe nas suas cabeças?


Para quê tamanho fausto, para quê tamanha soberba? Se tudo acabou afinal num buraco, sem coroa e sem trono, sem ouro e sem brocados, sem séquito e sem poder, com meia dúzia de balas enfiadas no corpo, como se fosse um vulgar maltrapilho. Não valeu a pena, Muamar!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Angola e a nova oligarquia



A onda de repressão que se abateu em Angola sobre uma manifestação contra o regime de José Eduardo dos Santos não é coisa que me surpreenda.
A polícia carregou sobre os manifestantes, à boa maneira das ditaduras e fez presos e feridos em número indeterminado, pois nestas coisas nunca se sabe ao certo os números verdadeiros, mas foram dezenas. Noticia-se aqui que vão ser objecto de um julgamento sumário e calcula-se qual a pena. Não sei se existe pena de morte em Angola, como quando à maneira estalinista se eliminava fisicamente os opositores ao regime para dissuadir futuras dissidências.


Pouco sei de Angola, mas o pouco que sei atemoriza-me. Por isso mesmo, espero o pior destes julgamentos sumários contra opositores ao regime. Se for como em Cuba, poderão acabar presos durante anos. Se for como na China poderão nunca mais ver a luz do dia.


O regime de Eduardo dos Santos, sua família e núcleos adjacentes formaram uma nova oligarquia de poder e privilégios aberrantes, com recursos e fortunas incalculáveis. Surgem informações em certa imprensa credível de que as festas dessa nova burguesia instalada chegam a custar centenas  de milhares de euros, enquanto a população pobre anda descalça pelas ruas e procura comida nos caixotes do lixo.


A mesma população que sofre de SIDA e outras doenças contagiosas e se abastece de comprimidos avulsos que são objecto de especulação no mercado negro. Isto ao mesmo tempo que as famílias abastadas se empanturram de Möet & Chandon nas festas, e de lagostas nos restaurantes de luxo.


As "misses" deste novo modelo de oligarquia angolana, lindíssimas e sofisticadas morenas, chegam a vir a Lisboa de avião só para vir ao cabeleireiro ou gastar pequenas fortunas em vestidos de luxo nas Amoreiras. Outras madames há, que vêm à capital portuguesa fazer um aborto ou comprar jóias e voltam à tardinha para casa. Os misteres com pretensões a sheiks das Arábias preferem vir cá adquirir uns Rolexes reluzentes ou um carro de super-luxo e mandá-lo de avião para casa!


É escandaloso e aberrante num país onde a maioria é paupérrima; e sobretudo, porque isto tudo é praticado à sombra de um sistema que se instalou há 30 anos como democrático e socialista!


Luanda, neste momento a cidade mais cara do mundo, tem mansões a custar rendas astronómicas e a alimentação chega a ser mais cara do que em Tókio. Não admira pois que o povo ande esfomeado e se revolte.


Sabe-se que entre os manifestantes presos havia estudantes e outros jovens cujas famílias desconhecem para onde eles foram levados.  Neste momento um movimento de intelectuais e professores, alguns deles da universidade, denunciam este abuso de autoridade e temem pela sorte dos prisioneiros. E eu acho que não é para menos.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Al-Qaeda lança revista feminina


Se não visse, não acreditaria: uma revista, pretensamente de moda e beleza para as mulheres, com conselhos para conservar a pele saudável e doutrinação sobre como devem educar os filhos e prepará-los para a Jihad (guerra santa)!
Onde chega a hipocrisia dos fundamentalistas islâmicos, que negam às suas mulheres os mais básicos e elementares direitos de cidadania, vindo agora preocupar-se com a "saúde da sua pele"!

Ler aqui a notícia.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Khaddafi em fuga


Mesmo que o coronel esteja a caminho da Venezuela, a sua ditadura mantém-se pela mão do seu filho, que já disse preferir desencadear um banho de sangue no país do que abandonar o poder, uma vez que "a sua família pertence a um clã que jamais faria isso!" 
O paranóico Khaddafi, agarrado ao poder há 41 anos, deveria ser julgado num tribunal internacional, assim como todos os ayatollahs, talibãs e restantes ditadores, por crimes contra a humanidade.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Caiu o último dos Faraós egípcios


Hosni Mubarak teve finalmente o bom senso de se demitir. Agora, na maior cidade do mundo árabe vive-se a alegria do fim de um regime há muito caduco, que pode ter um efeito de dominó nos países vizinhos. Na queda deste regime parece ter tido um importante papel a comunicação através das redes sociais como o Twitter e o Facebook, sobretudo nas camadas jovens da população.

O povo, exultante, pode cair na ingenuidade de acreditar num qualquer opressor com cara de"salvador"... Esperemos que não apareça pelo Cairo, por oportunismo, alguma ditadura fundamentalista. O que se impõe é um período de transição pacífico para a democracia e eleições livres em tempo útil. E faço votos para que sejam assegurados os direitos igualitários para as mulheres neste país de tradição muçulmana.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Dia da memória do holocausto nazi



No dia 27 de Janeiro de 1945 foram derrubados os portões do campo de extermínio de Auschwitz, onde foram presos, torturados e mortos milhares de judeus e resistentes ao regime nazi.
Neste dia Auschwitz foi libertado pelas tropas soviéticas.
Este campo de concentração pertencente à Alemanha, hoje em território polaco, foi transformado em museu em 1947 e está aberto a visitas, cerca de 700 mil por ano, para que o mundo não perca a memória do holocausto.
A data de hoje é comemorada em todo o mundo como um dia de libertação, o International Holocaust Remembrance Day.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O golpe militar de Pinochet teve o apoio dos EUA


Milhares de documentos existentes em Santiago do Chile parecem não deixar margem para dúvidas.
(Ler a notícia aqui).

Agora, a poucas horas da chegada a Lisboa dos senhores da guerra, convém reflectir sobre o papel que efectivamente os EUA têm tido no sentido da Paz e da Democracia no mundo.