quinta-feira, 15 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
A Política Adequada da Educação
Sou
Professora em Portugal desde 1986 numa vivência muito existencial. Sou de um
tempo em que havia estrados, modos respeitosos de lidar com os outros,
cumplicidade e um contexto colaborativo. Sou de um tempo em que o estrado
dividia o meu espaço pessoal, me dava uma amplitude de visão. Sou de um tempo
em que os alunos e os professores se relacionavam respeitosamente. Sou de um
tempo em que os colegas partilhavam as suas experiências num contexto
colaborativo.
Penso,
muitas vezes, numa política adequada da Educação. Penso que deve ser aquela em que
os conhecimentos acerca do mundo e das ciências ajudem as crianças e os jovens a
aprenderem. Mas, também, lhes permitam saber do mundo dos sentimentos,
pensamentos e projetos de vida. Quanto melhor os indivíduos conseguirem lidar com
o seu mundo interno, mais capazes estarão de se envolver em atividades
produtivas e adaptadas às exigências da sociedade.
Os Professores
são, portanto, os agentes únicos e fundamentais que sabem resgatar as crianças
e os jovens, resgatar a infância perdida, retribuindo-lhes a magia, a
oportunidade de conhecer e gerir o seu mundo
interno.
Talvez
com essa política pudéssemos dar novamente valor aos professores.
Afinal,
sem eles não existiriam advogados, médicos, enfermeiros, ministros e tudo
mais.
Becas
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Obama - parte II
![]() |
| Barack Obama reeleito Presidente dos EUA |
Mas, apesar de todos os nins, antes este presidente do que um bispo mormon, numa estranhíssima mistura com político republicano.
Quando me recordo dos trajes das mulheres mormons, que vi em grupos na Suiça há poucos anos, até me dá um arrepio. Não queria acreditar. Os vestidos, largos, compridos e rodados, as toucas, as golas subidas, as meias opacas e os sapatos fechados, sob o calor insuportável de agosto... só vendo! Inacreditável! Todas juntinhas, rodeadas pelos maridos, olhando a medo para tudo, como se tudo fosse profano e sacrílego!
Parecia coisa de cenário de filme de épocas passadas.
Tive a sensação de ter entrado numa máquina do tempo e ter descido no século XIX, no meio de uma América rural, repressiva e poligâmica. Argh! Não!
Antes mais uns anos de benefício da dúvida a Obama.
Gostava de ver o sistema de Saúde Pública implementado e a Base de Guantanamo retirada de Cuba. E mais umas tantas coisas, como a redução drástica das emissões poluentes para a atmosfera e o fim das negociatas pouco claras, etc.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Amadora BD 2012
O Salão Internacional de Banda Desenhada da Amadora, este ano tem como tema a Autobiografia.
Além de muitas iniciativas, espalhadas por vários pontos do concelho, o certame procedeu a uma entrega de prémios para as melhores obras em BD. É obrigatória a visita ao Forum Luís de Camões, na Brandoa, onde decorre a feira e as exposições principais por temas, autores e géneros, além das sessões de autógrafos com os autores das obras mais recentes (por exemplo João Amaral) e outros convidados, portugueses e estrangeiros.
Além deste núcleo principal, recomendo a visita da exposição de José Ruy sobre a "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto no CNBDI, na Venda Nova e a exposição de pintura de Victor Mesquita na Galeria Artur Bual, na Câmara Municipal da Amadora.
O festival termina já neste próximo fim de semana.
As duas capas que aqui deixo são respetivamente do melhor álbum de BD nacional e da melhor BD em tiras.
Em cima trata-se de um álbum de Ricardo Cabral "Pontas Soltas-Cidades ", das Edições ASA e ao lado a obra "Blankets" de Craig Thomson, das Edições Devir.
Aprecio o género Banda Desenhada e sempre que posso, vou a estes festivais. Já lá vi exposições absolutamente fabulosas, com originais de autores de grande talento e criatividade, difíceis de esquecer.
Foi também no Amadora BD que ao longo dos últimos vinte anos conheci pessoalmente e tive o prazer de falar com alguns dos que considero génios da 9ª Arte contemporânea, como por exemplo Vittorio Giardino, Milo Manara, Cosey, François Schuiten ou Gilles Chaillet.
Adoro histórias de quadradinhos e só tenho pena de não ter mais tempo e dinheiro para consumi-las na medida da minha paixão.
Além de muitas iniciativas, espalhadas por vários pontos do concelho, o certame procedeu a uma entrega de prémios para as melhores obras em BD. É obrigatória a visita ao Forum Luís de Camões, na Brandoa, onde decorre a feira e as exposições principais por temas, autores e géneros, além das sessões de autógrafos com os autores das obras mais recentes (por exemplo João Amaral) e outros convidados, portugueses e estrangeiros.
Além deste núcleo principal, recomendo a visita da exposição de José Ruy sobre a "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto no CNBDI, na Venda Nova e a exposição de pintura de Victor Mesquita na Galeria Artur Bual, na Câmara Municipal da Amadora.
O festival termina já neste próximo fim de semana.
As duas capas que aqui deixo são respetivamente do melhor álbum de BD nacional e da melhor BD em tiras.
Em cima trata-se de um álbum de Ricardo Cabral "Pontas Soltas-Cidades ", das Edições ASA e ao lado a obra "Blankets" de Craig Thomson, das Edições Devir.
Aprecio o género Banda Desenhada e sempre que posso, vou a estes festivais. Já lá vi exposições absolutamente fabulosas, com originais de autores de grande talento e criatividade, difíceis de esquecer.
Foi também no Amadora BD que ao longo dos últimos vinte anos conheci pessoalmente e tive o prazer de falar com alguns dos que considero génios da 9ª Arte contemporânea, como por exemplo Vittorio Giardino, Milo Manara, Cosey, François Schuiten ou Gilles Chaillet.
Adoro histórias de quadradinhos e só tenho pena de não ter mais tempo e dinheiro para consumi-las na medida da minha paixão.
domingo, 4 de novembro de 2012
Blog for Peace
Já vem sendo tradição: desde o seu início que este Blogue se junta numa corrente a favor da Paz, todos os anos a 4 de novembro, com milhares de outros bloggers a nível mundial. São os muitos os aderentes e de países muito diversificados. Não custa nada e soma vozes e vontades. Se és blogger e queres Paz, junta-te a nós. Cada vez seremos mais. Podes saber mais aqui.
sábado, 3 de novembro de 2012
A refundação do Estado português
A fundação do reino de Portugal foi feita por D. Afonso Henriques lá para as bandas de 1143, depois de ter andado à pancada com a mãe e o primo, rei de Castela.
Pode dizer-se que a vontade de fundar uma nação devia ser mesmo grande para justificar tais demandas, pelo que o seu cognome é "O Fundador".
Depois, ainda veio por aí abaixo à espadeirada, contra tudo o que cheirava a mouro, justificando o seu segundo cognome "O Conquistador".
Agora estamos a assistir estupefactos à segunda fundação, ou seja, à "refundação".
Passados quase 900 anos, refunda-se Portugal pela mão de estrangeiros, vindos de sabe-se lá onde e por que espúrios motivos e extravagantes vontades!
Ainda por cima pessoas com nomes estranhos, como Selassie...
Podia ser Joaquim, Silva ou Pires. Mas não, é Selassie; podia ser Kroger ou Ruffer . Mas não, é Selassie. Podia ser Costa, Ferreira ou até Barroso, mas não: é Selassie!
Portanto, em 1143 tivemos o Fundador, D. Afonso Henriques, filho do Conde D. Henrique de Borgonha e de D. Teresa de Leão, nascido em Viseu (embora as versões oficiais digam que foi em Guimarães). Em 2012 temos o Refundador, de nome Abebe Aemro Selassie, nascido na Etiópia, que não deixa o caminho criar erva, como chefe da troyka, a dar sentenças sobre o que é melhor para "salvar o estado português". Ora esta!
Este nome só pode ser de ascendência moura. Ai, se D. Afonso Henriques o apanhasse a jeito aqui em Lisboa, não escaparia por certo aos presumíveis 60 Kg da sua espada!
Pode dizer-se que a vontade de fundar uma nação devia ser mesmo grande para justificar tais demandas, pelo que o seu cognome é "O Fundador".
Depois, ainda veio por aí abaixo à espadeirada, contra tudo o que cheirava a mouro, justificando o seu segundo cognome "O Conquistador".
Agora estamos a assistir estupefactos à segunda fundação, ou seja, à "refundação".
Passados quase 900 anos, refunda-se Portugal pela mão de estrangeiros, vindos de sabe-se lá onde e por que espúrios motivos e extravagantes vontades!
Ainda por cima pessoas com nomes estranhos, como Selassie...
Podia ser Joaquim, Silva ou Pires. Mas não, é Selassie; podia ser Kroger ou Ruffer . Mas não, é Selassie. Podia ser Costa, Ferreira ou até Barroso, mas não: é Selassie!
Portanto, em 1143 tivemos o Fundador, D. Afonso Henriques, filho do Conde D. Henrique de Borgonha e de D. Teresa de Leão, nascido em Viseu (embora as versões oficiais digam que foi em Guimarães). Em 2012 temos o Refundador, de nome Abebe Aemro Selassie, nascido na Etiópia, que não deixa o caminho criar erva, como chefe da troyka, a dar sentenças sobre o que é melhor para "salvar o estado português". Ora esta!
Este nome só pode ser de ascendência moura. Ai, se D. Afonso Henriques o apanhasse a jeito aqui em Lisboa, não escaparia por certo aos presumíveis 60 Kg da sua espada!
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Capela Sistina faz 500 anos
O artista italiano Michelangelo Buonarrotti não estava muito convencido a pintar o teto da capela. Considerava-se mais um escultor do que um pintor. São mundialmente conhecidas as suas esculturas, como a "Pietà" que está na Basílica de S. Pedro em Roma, ou a "Madonna" com o menino ao colo, em Brugges. Mas há quem afirme que o fresco da Capela Sistina é a sua obra-prima.
É imperativo visitar o Vaticano, não só pela Basílica e pelo Museu, onde se encontram verdadeiros tesouros artísticos como a "Escola de Atenas" de Rafael Sanzio, mas também pela Capela onde Michelangelo pintou, quase de mãos dadas, Deus e o Homem.
Não faz mal nenhum que nos deliciemos de vez em quando com uma ilusão, pois não?
E vale a pena o torcicolo pela mestria deste fresco de 1100 m2.
O Expresso propõe aqui uma visita virtual e esta obra-prima da pintura europeia.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
A Peregrinação
(c) José Ruy /Meribérica Liber
A propósito
da exposição “Peregrinação”, que se encontra no CNBDI inserida no tema –
Autobiografia – do Festival Amadora BD 2012…
Fernão Mendes Pinto "Peregrinação"
1ª página, 1ª edição
É muito
conhecida a expressão “Fernão mentes? Minto” que durante muitos anos acompanhou
a obra “Peregrinação”, depreciando-a.
A
Peregrinação é, hoje, considerada por estudiosos e investigadores uma obra-prima
da literatura portuguesa do século XVI, ombreando com “Os Lusíadas”.
“Os Lusíadas”
é uma obra clássica, uma epopeia que celebra e enaltece o povo português, isenta
de críticas, contemplando, também, a ficção.
Fernão
Mendes Pinto criou outro género de literatura, mais realista, talvez com menos
técnica. Ele relata a sua história, o que sentia na pele, o que via com os seus
próprios olhos, denuncia intrigas, corrupção, analisa os comportamentos dos
homens, a possível intervenção divina, sempre na primeira pessoa.
Segundo
alguns analistas a “Peregrinação” não poderá ser lida no sentido restrito de
uma viagem pois os símbolos de fé e acontecimentos nela contidos conduzem também,
a uma leitura de jornada missionária. Outros, ainda, admitem que poderá ser considerado
o primeiro livro de viagens da literatura portuguesa, sendo, no entanto,
superior como obra.
As suas
descrições sobre animais e paisagens exóticas e situações difíceis de conceber
eram extraordinárias e um desafio à imaginação dos leitores da época, que
desconheciam completamente o mundo asiático.
Existem
dúvidas de que todas as descrições tenham sido, realmente, vivenciadas por
Fernão Mendes Pinto, calculando-se que ele utilizou relatos de outras pessoas,
que soube incorporar muitíssimo bem, e que utilizou alguma ficção. Contudo,
cotejando a “Peregrinação” com obras de autores eruditos e reconhecidos como João
de Barros, Fernão Lopes de Castanheda ou Gaspar da Cruz, e, ainda, com base em
estudos de documentos asiáticos, foi ficando confirmado que todas as
informações estavam certas, que Fernão Mendes Pinto relatou a realidade e que todo
o texto é considerado fiável e uma inestimável fonte de informação para se
conhecer tudo por que passavam os navegadores e aventureiros que embarcavam nas
caravelas portugueses a caminho do oriente.
Foi no
contexto a seguir à assinatura do Tratado de Tordesilhas, quando Espanha e
Portugal dividiram as terras descobertas e a descobrir, numa época de navegação
no auge, Portugal apostando na expansão do comércio e da fé, no oriente, que
Fernão Mendes Pinto resolveu embarcar para a Índia. Tinha então 28 ou 30 anos. Durante
21 anos, exerceu funções diplomáticas entre outros cargos, foi 13 vezes cativo
e 17 vendido e entre muitas mais coisas protagonizou a entrega da primeira
espingarda ao “Daimio” japonês, episódio que ainda hoje é celebrado e perdura
na memória cultural japonesa.
Encontrou
paz ao conhecer São Francisco Xavier e resolveu ingressar como noviço, na ordem
religiosa dos jesuítas. Por fim, em 1558, desiludido, regressou à pátria,
instalou-se no Pragal-Almada onde escreveu a sua epopeia realista.
A
“Peregrinação” só viria a ser publicada em 1614, 31 anos após a sua morte, não
sendo talvez alheios a esse facto o “Santo Ofício” e a própria Companhia de
Jesus a que pertencera. Apesar das omissões, cortes ou alterações que o
original poderá
ter sofrido
a edição obteve de imediato um enorme sucesso. Dezanove edições em 6 línguas.
Fontes:- Documentário sobre a Peregrinação de Fernão Mendes
Pinto da Série da RTP “Os Grandes Livros”-2009. Neste documentário foram
incluídas páginas e vinhetas da BD de José Ruy.
-Wikipédia
Tita Fan
domingo, 21 de outubro de 2012
Em memória de Manuel António Pina
"Talvez tenha morrido; nunca o saberei"
A dor acompanhar-me-á
a dor de não ter escrito
o teu nome e de não ter sabido
as perguntas e as respostas;
nos teus braços quem me receberá?
a dor de não ter escrito
o teu nome e de não ter sabido
as perguntas e as respostas;
nos teus braços quem me receberá?
E fará tanto frio
que a eternidade
se consumará sem mim no quarto agora vazio
de exterioridade e de contemporaneidade.
Só terei as minhas palavras,
mas também elas são mortais
mesmo as mais banais e mais
próprias para falar de coisas acabadas.
Terei talvez morrido; nunca o saberei.
Nem não o saberei tão perto estarei,
o rosto inclinado no teu peito,
a minha vida um sonho teu, desfeito.
que a eternidade
se consumará sem mim no quarto agora vazio
de exterioridade e de contemporaneidade.
Só terei as minhas palavras,
mas também elas são mortais
mesmo as mais banais e mais
próprias para falar de coisas acabadas.
Terei talvez morrido; nunca o saberei.
Nem não o saberei tão perto estarei,
o rosto inclinado no teu peito,
a minha vida um sonho teu, desfeito.
Manuel António Pina
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Goodbye Emmanuelle
![]() |
| Sylvia Kristel em "Emmanuelle" |
A modelo e atriz holandesa deixou ontem de lutar contra um cancro, aos 60 anos de idade.
Para sempre associada a esta série que encheu os cinemas europeus nos anos 70, Sylvia Kristel ainda protagonizou "O Amante de Lady Chaterley" e "Mata Hari" na década de 80. Ao todo entrou em dezenas de filmes, tendo protagonizado o último em 2010 para a televisão.
Que descanse em paz.
Notícia aqui.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Dia internacional da prevenção do cancro da mama
Mais vale prevenir do que remediar. Faz o rastreio!
Escultura de João Cutileiro
A todas as mulheres que já viram os seus seios amputados.
Solidariedade, amizade e a minha homenagem sincera.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Parabéns Agustina!
Agustina Bessa-Luís, pseudónimo literário de Maria Agustina Ferreira Teixeira Bessa, faz hoje 90 anos. Nasceu no norte a 15 de Outubro de 1922 de uma família de tradições rurais e com 10 anos mudou-se para o Porto para estudar e mais tarde para Coimbra durante cinco anos. Estreou-se como romancista com a obra "Mundo Fechado" e em 1954 publicou aquela que ainda hoje é a sua obra mais emblemática "A Sibila", que já vai na sua 25ª edição.
Agustina é considerada uma escritora neo-romântica influenciada pelo estilo de Camilo Castelo-Branco. Além de ter escrito também peças de teatro e guiões para televisão, Agustina viu ainda adaptados a cinema alguns dos seus livros pela mão do grande cineasta centenário Manoel de Oliveira. Foi ainda diretora do jornal "O Primeiro de Janeiro" no Porto e do Teatro D. Maria II em Lisboa.
"Também fez parte da Alta Autoridade para a Comunicação Social e da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa (Classe de Letras).Agustina-Bessa Luís foi distinguida com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e o grau de Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres atribuído pelo governo francês (1989).Assinou mais de 50 obras, desde romances, contos, peças de teatro, crónicas de viagem, livros infantis e biografias. Com 81 anos, conquistou, em 2004, o prestigiado Prémio Camões, por “traduzir a criação de um universo romanesco de riqueza incomparável que é servido pelas suas excecionais qualidades de prosadora, assim contribuindo para o enriquecimento do património literário e cultural da língua comum”, de acordo com o júri. Hoje, assinala-se o aniversário de Agustina-Bessa Luís."
(Daqui)Da minha parte aqui fica a homenagem a esta grande escritora, a preferida da minha avó Matilde. Tudo o que era de Agustina ela devorava, e sempre com redobrado gosto; recordá-la-ei para sempre com enorme saudade; fui eu que lhe ofereci "A Sibila", o livro que iniciou esta grande admiração. (Não só nas origens rurais como até fisicamente era parecida com Agustina...)
Little Nemo de Winsor McCay
Em 1905 anos nascia Little Nemo, a personagem de Winsor McCay criada para a série "Little Nemo in Slumberland" publicada em páginas dominicais e a cores nos jornais New York Herald e New York American.
Este pequeno sonhador que ainda hoje é uma delícia rever, faz hoje 107 aninhos e o Google assinala-o com uma curiosa animação que pode ser vista na sua homepage. Parabéns, pequenote!
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Instinto
Leon François Comerre, Danaë and the golden shower
"En art comme en amour, l'instinct suffit."
Anatole France, "Le Jardin d'Épicure", 1894
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Einstein tinha as suas razões
"Temo o dia em que a tecnologia se sobreponha à nossa humanidade. O mundo só terá uma geração: de IDIOTAS."Enviado por Carmela
terça-feira, 9 de outubro de 2012
A culpa é do corneteiro de D. Afonso Henriques
Nos idos tempos do D. Afonso Henriques, após o fim de uma batalha, a força
ganhadora tinha direito ao saque (s. m. Acto de saquear.
Roubo público...).
Pois bem, após uma dessas batalhas, ganha pelo nosso 1º Rei de Portugal, o seu corneteiro lá tocou para dar início ao dito saque, que por direito tinham as suas tropas. Depois ele voltaria a tocar uma 2ª vez a anunciar o fim do período do saque.
Mas... fruto de alguma maleita ou ferimento, o dito corneteiro finou-se antes de tocar para o fim do saque.
Até hoje ninguém voltou a tocar "fim ao saque"...Afinal a culpa é mesmo do Corneteiro...
(recebido por e.mail)
domingo, 7 de outubro de 2012
Aniversário de Niels Bohr
![]() |
| Modelo atómico de Rutherford |
"A sua teoria para a explicação do modelo atómico proposto por Rutherford em 1911, levando em conta a teoria quântica (formulada por Max Planck em 1900), não foi levada a sério. Depois, no decorrer e depois da década de 1920, vários físicos ajudaram a criar o modelo existente hoje. Entre estes físicos podemos citar Albert Einstein, Louis de Broglie, Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg, Wolfgang Pauli, entre outros."
Leia mais aqui.
Encontro de bloggers nas Caldas da Rainha
Fotos: (c) Pérola de Cultura, Caldas da Rainha, 6/10/2012
Neste encontro de bloggers sob o tema "A Blogosfera e a discussão das políticas educativas em Portugal" teve lugar uma interessante troca de ideias, nem sempre consensual, às vezes polémica, mas que trouxe, certamente, alguma luz sobre o que nos une, que é certamente mais do que o que nos divide.
Os pontos mais importantes discutidos e em agenda foram: os modelos de gestão, a autonomia, a situação dos professores contratados, a burocracia, a desinformação e a gestão de expectativas na classe docente.
O melhor de tudo foi reencontrar velhos amigos e finalmente poder abraçar alguns que há muito só conhecia pela Internet. De resto os afetos são um dos temas deste Blogue, e para isso também serviu este encontro: uns velhos, com tendência a eternizar-se, outros novos, mas sempre um encanto muito especial na (re)descoberta.
Deixo um agradecimento público ao Paulo Guinote, por me ter endereçado um convite pessoal e convido-vos a ler os resumos das várias sessões do encontro.
O colega Paulo Prudêncio foi o gentil anfitrião do encontro e está a publicar também resumos das comunicações.
Portugal de pernas para o ar
(Imagem recebida por email)
O hastear da bandeira nacional teve um incidente ridículo que todos se perguntam se terá sido intencional. Mas a expressão do presidente, perante aquilo que se tornou na metáfora do estado em que se encontra a República Portuguesa, dá vontade de perguntar: "Vocelência desculpe, mas... ri de quê?"
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
5 de outubro, Dia da República
Praça do Município, Lisboa, 5 de outubro de 1910
Embora há dois anos se tenha gasto uma fortuna com as comemorações do Centenário da República, subitamente e sem razões plausíveis (ou sequer compreensíveis, para mim), este dia parece ter perdido toda a relevância e pode bem ser apagado da História de Portugal; assim como o Dia da Restauração da Independência a 1 de dezembro de 1640, quando o país se libertou de 60 anos de domínio espanhol.
Triste país este, que assim vai dando campo a que a memória se perca e a História se dilua, em nome de interesses de duvidosa valia.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Hoje é o dia do animal
A Natureza é sábia e os ecossistemas não existem por acaso. A existência das espécies animais faz parte de um todo orgânico que existe independentemente de gostos ou vontades. A matança indiscriminada de animais pode pôr em risco esse equilíbrio precário.
Algumas espécies, não obstante o seu tamanho ou aspeto, por feroz que possa parecer, são por vezes muito sensíveis, podendo morrer em situação de desequilíbrio nesses ecossistemas que os suportam. Alguns animais sofrem sério risco de desaparecer do planeta por alterações climáticas ambientais ou ecológicas. Mas em muitos casos é pela mão do homem que o seu habitat é destruído, originando escassez de alimento ou falta de abrigo e proteção.
Estou a referir-me por exemplo à desflorestação (muitas vezes por fins comerciais como já aconteceu na Amazónia), às caçadas desportivas (para fins turísticos, em que se mata animais não para comer, mas por prazer), ao tráfico de marfim e outras práticas ilícitas, como a captura das barbatanas dos tubarões (para fazer sopa) ou os chifres do rinoceronte (para fazer produtos pretensamente afrodisíacos e outros disparates afins), ou às pescas desregradas e excessivas de determinadas espécies.
Era tempo de começarmos a aprender que os animais não existem para nosso deleite e nem devem estar simplesmente ao nosso serviço para trabalho ou divertimento (caso das touradas), nem para nosso alimento, como nas criações intensivas, por vezes em condições de uma enorme crueldade, quase a atingir a barbaridade, onde os animais ficam loucos de tanto comer e não ter silêncio e escuridão para poder dormir...
Era tempo de deixarmos de ver nas ruas e estradas animais de companhia abandonados pelos seus donos nas férias e pensarmos na vida que há muito tempo andamos a retirar aos animais selvagens, privando-os de uma existência natural, e em devolver-lhes um pouco da dignidade e a liberdade a que têm direito.
A Costa Rica já começou a tomar algumas medidas no sentido de proteger a vida selvagem. Ler aqui
Um pequeno gesto para Moçambique
Encontra-se para leilão a pintura intitulada "Mulheres moçambicanas", aqui.Faça alguma coisa pelas crianças moçambicanas, ajudando-as a estudar.
Adquirir esta bela pintura pode ser um contributo importante. Colabore.
É assim que vamos ficar em 2013
(Pintura cujo autor não foi possível identificar)
Amigas professoras, mesmo aquelas que ainda têm emprego: não tenham ilusões - não seremos mais classe média; se dependermos apenas da situação que temos na função pública, seremos apenas pobres, como uma grande parte da população portuguesa, espanhola e grega.
Fomos escolhidas para boi do sacrifício. O futuro não é apenas incerto, é negro. Andaremos à míngua, a pagar para trabalhar.
Apesar da falência dos modelos já demonstrada noutros sítios, temos mais do mesmo, com tendência para pior...
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Andamos todos de garras afiadas?
Ainda há poucos dias uma colega na sala de professores me dizia que as pessoas andam agressivas e disparam por tudo e por nada. Hoje tive ocasião, infelizmente, de sentir isso na pele.
De garras afiadas, uma senhora com idade para ser minha mãe destratou-me em público, sem pudor algum e com bastante agressividade. Pensei, no fim de tudo e para com os meus botões, que certamente o seu poder económico era inversamente proporcional à sua boa educação e cultura de cidadania.
Senhora certamente habituada a mandar em subalternos a quem fala de alto, deixou transparecer em voz alta e para duas outras pessoas que estavam na fila, o seu desagrado por eu estar a demorar alguns minutos na caixa multibanco, onde, sem qualquer prazer, tive de fazer cinco operações: duas para consultar saldos, outra para consultar NIB, uma para pagar a mensalidade do telemóvel (luxo de que ainda não prescindi por ter família), e outra para fazer uma transferência. Ao todo, cerca de 5 minutos. Uma eternidade, para quem, visivelmente, não está habituada a esperar uns minutos numa fila.
- "Está a ver papeis".
- "Está a fazer a escrita do mês".
- "Ai, valha-me Deus, parece impossível!"
Fui escutando calada, a ver se não me enganava nos algarismos do NIB, na quantia a transferir, no nº do telemóvel. Calada, incomodada, terminei as cinco operações inadiáveis que tinha de fazer, guardei os cartões e fechei a carteira. A dita senhora era a quarta pessoa da fila. A segunda e a terceira esperavam atrás de mim civilizadamente e em silêncio aqueles cinco longuíssimos minutos.
Olhei a senhora de frente e perguntei se tinha alguma coisa para me dizer. Disparou que era uma grande falta de educação da minha parte fazer aquelas operações todas. Devia fazer duas e retirar-me para o lado, dar a vez às pessoas e depois voltar e fazer as restantes quando já não estivesse lá mais ninguém. As outras duas pessoas parecem ter ficado tão estupefactas quanto eu.
- "Perdão???" reagi com surpresa.
A senhora repetiu a mesma frase e eu, ainda incrédula respondi se não seria falta de educação dela, a senhora emitir comentários nas minhas costas enquanto eu estava a fazer o que precisava. Afinal de contas, eu tinha tanto direito a usar o multibanco como qualquer outra pessoa.
- "Mas a escrita faz-se em casa. E conversa acabada, não lhe dou o direito de continuar!"
- "Mas eu não estive a fazer a escrita, apenas umas operações que não podia adiar. E porque deveria dar-lhe a vez?"
- "Acabou, já lhe disse, acabou a conversa. Acabou!!!", vociferou já a gritar.
Então baixou-me a minha condição de povo e respondi à senhora que não a conhecia de lado nenhum e que ela não sabia com quem estava a falar. E dei meia volta afastando-me.
Sabem o que mais aconteceu?
A senhora ficou subitamente mansinha e, acorbardada, respondeu-me "Boa noite".
Eu, que já ia a descer a rua, fiquei furiosa e repliquei:
- "Vá para o diabo que a carregue, minha senhora!"
Aquela senhora não tinha aspeto de quem anda a contar euros e a ver se tira daqui para ali para não ficar com as contas a descoberto. Coisa que eu me vejo, no segundo semestre deste ano, compelida a fazer.
Não tinha o direito de me condenar e chamar mal-educada. Não sei porque tinha tanta pressa e tanta agressividade. Acabei por perder a paciência e falar tão alto quanto ela, o que parece tê-la feito descer à terra e perceber que não estava a dar um fora à sua criada, ao seu jardineiro ou ao seu chauffeur. Eu não costumo dizer estas coisas. Mas que há pessoas que as merecem, há!
Fiquei preocupada e a pensar na agressividade latente que os cidadãos andam a carregar consigo, num quotidiano cada vez mais difícil.
Vamos lá a ver se pelo Natal não vamos para aí andar à estalada uns aos outros na via pública.
Se calhar não era bem ao cidadão do lado que nos apetecia dar um par de estaladas...
Pensamentos de Eça de Queirós
"As desgraças das revoluções são dolorosas fatalidades, as desgraças dos maus governos são dolorosas infâmias."
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Aniversário de Gandhi
"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."
No dia 2 de outubro de 1869, nasceu Mahatma Gandhi, um dos idealizadores do moderno estado indiano (m. 1948). Foi um dos maiores lutadores pelos direitos humanos e pela paz no mundo.
No dia 2 de outubro de 1869, nasceu Mahatma Gandhi, um dos idealizadores do moderno estado indiano (m. 1948). Foi um dos maiores lutadores pelos direitos humanos e pela paz no mundo.
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