Páginas

sábado, 5 de maio de 2012

Réplica do Titanic em projeto

Titanic, pintura de E. D. Walker 
"Palmer, um empresário do setor mineiro, anunciou que a empresa estatal chinesa CSC Jinling Shipyard vai construir o Titanic II exatamente com as mesmas dimensões do navio de cruzeiro original, designadamente 840 quartos e nove 'decks'.
"Vai ser tão luxuoso como o Titanic original, mas claro que terá a tecnologia do século XXI e os sistemas de navegação e segurança mais recentes", explica o milionário em comunicado, salientando que o "Titanic II vai navegar no hemisfério norte e a sua primeira viagem, entre Inglaterra e a América do Norte, está agendada para o final de 2016".

Ler mais na Visão.  

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Pingo muito pouco Doce 2

(Imagem de Jorge Fliscorno)

A iniciativa do fabuloso e furioso saldo a que se assistiu no Dia do Trabalhador é acintosa e indefensável. Pois foi justamente nesse dia - e não noutro - que a rede Pingo Doce decidiu contrariar o seu slogan; com eles, diziam, não havia "promoções nem outras complicações". Ora, de súbito, num só dia, houve promoções absurdas e estúpidas complicações! 
Os chefes da rede mudaram de ideias ou de tática. Até aí, não há grande mal; é uma resposta à concorrência. O pior é que teriam a oportunidade de fazer saldos miraculosos em muitos outros dias, 52 fins de semana e alguns feriados (que parecem não merecer grande respeito mas que ainda subsistem). Mas não. Os chefes obrigaram os seus subordinados a trabalhar muito mais do que o habitual e, ao que parece, em situações de grande tensão; e não foi só durante a abertura das lojas, foi também depois, à tarde e à noite, certamente também de madrugada, para remover o lixo e a sujidade e repor o conteúdo das inúmeras prateleiras esvaziadas pela turba que acorreu afanosamente ao apelo/engodo dos novos padres-mercadores. 
Sim, é chegada a época em que as massas acorrem à "Missa dos Mercados"!
Pois nesta Missa capitalista, que vem ganhando corpo e que impera qual insidioso e camuflado polvo, os 'padres' dizem-nos que temos que nos conformar, que não há alternativa a não ser, talvez, no reino dos céus, e disponibilizam uma hóstia - para engolir ou para limpar a casa - que é praticamente gratuita. 
O que pensará o Santo Padre de tudo isto?
Luís Diferr 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dia mundial para a Liberdade de Imprensa

 O dia 3 de Maio foi declarado Dia Mundial da Liberdade de Imprensa pela Decisão 48/432, de 20 de Dezembro de 1993, aprovada pela Assembleia-Geral das Nações Unidas. 
Foi escolhido o dia 3 de Maio por se tratar da data do aniversário da Declaração de Windhoek. 
Esta Declaração foi aprovada durante um Seminário organizado pela UNESCO sobre a "Promoção da Independência e do Pluralismo da Imprensa Africana", que se realizou em Windhoek, Namíbia, de 29 de Abril a 3 de Maio de 1991. 
A Declaração considera a liberdade, a independência e o pluralismo dos media como princípios essenciais para a democracia e os direitos humanos.  (PAN - Sintra)

Fernando Lopes, 1935 – 2012




Morreu ontem o cineasta Fernando Lopes, aos 76 anos. É mais uma personalidade da Cultura que o nosso país perdeu, neste caso, ligada ao Cinema. 
De Fernando Lopes recordo "Uma abelha na chuva" (1972), "Nós por cá todos bem" (1976) e "Crónicas dos bons malandros" (1983). Nas obras mais recentes, conta-se "O Delfim", adaptado do romance de José Cardoso Pires.
A sua mulher, Maria João Seixas, é atualmente a diretora da Cinemateca Nacional.


Detalhes na notícia do Público.

A Prada e o Pingo Doce

(c) Helmut Newton, Vogue, UK, 1966

"Continuo espantado com as reacções das almas bem-pensantes à promoção do Pingo Doce. Quem aproveitou - e apareceu no fórum da TSF - só elogiou. Afinal muita gente poupou muito dinheiro. A esquerda snob fala, do alto da sua sapiência, em "miséria humana" e pede a intervenção dos polícias da ASAE. De facto, o interesses dos mais desfavorecidos - os que foram às compras - nada lhe dizem. E se houve confusão, não foi maior nem mais feia do que se os saldos tivessem sido na loja da Prada. Mas aí estariam os snobes, não os pobres, e não haveria indignação, aposto. Porque é que não deixam em paz quem escolheu fazer uma promoção e quem decidiu beneficiar dela?"
José Manuel Fernandes 

Não poderia estar mais em desacordo com esta comparação infeliz entre os saldos na loja da Prada e a promoção de ontem nas lojas Pingo Doce.
Nunca fui a um saldo na Prada, mas vejo muitas vezes a população portuguesa a fazer compras no Pingo Doce. E posso garantir que a maioria não é composta por gente que frequenta as lojas da Prada.
Os que procuram caviar ou champagnes exóticos sabem bem onde encontrar esses produtos e há lojas gourmet especializadas neles. 
Muitas vezes se vê no Pingo Doce as pessoas que fazem contas à vida e aos tostões.
Provavelmente o José Manuel Fernandes não faz compras, deve ter quem as faça por ele.
Não sei quem ele costuma encontrar na Prada, mas eu e outros como eu, a quem chamam desdenhosamente da esquerda-caviar, encontramos muitas ciganas no Pingo Doce a pedir sistematicamente no balcão da charcutaria fiambre do mais barato ou no talho carne de cozer da pior qualidade, entrecosto ou mesmo toucinho. Os bifes, as costeletas e os lombinhos, nem vê-los! 
Enfim, povo, povão mesmo, daquele que cheira mal, pois para levar as carcaças e o leite, não leva o desodorizante!
Esse mesmo povão acotovelou-se, impacientou-se e emporcalhou bastante o espaço à sua volta, aproveitou para papar à borla em sinal de protesto pela espera nas filas das caixas e porque a larica ao fim de umas horas não perdoa. As boas maneiras e a educação para a cidadania, essas vão às urtigas sempre que a mostarda sobe ao nariz, ora pois, e é um vê-se-te-avias. 
Tudo isto para poupar uns tostões e lhe saber um pouco menos a fel o inferno de vida que lhe andam a impor, embora sem perceber a manipulação de que foi alvo. Pura ilusão.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pingo muito pouco Doce

As imagens da afluência às lojas da cadeia Pingo Doce difundidas hoje pela televisão, são bastante inquietantes. Tendo em conta os níveis crescentes de desemprego e endividamento excessivo de um grande número de famílias portuguesas, fiquei perplexa por ver a enorme massa de gente que se precipitou para as compras para adquirir toneladas de géneros, como se vivesse em pleno desafogo económico.
Consideremos que 50% de desconto é dinheiro. Mas a poupança só poderia funcionar em despesas superiores a 100 euros. Analisemos então por partes a questão.
Primeiro de tudo, é preciso ter mais de 100 euros disponíveis para gastar num só dia, sem que isso vá colocar em cheque o equilíbrio dos dias seguintes; segundo, um grande número de famílias gastou quantias acima dos 400 euros, algumas mais de 800 euros; terceiro, esgotou um grande número de bebidas alcoólicas, o que está muito longe de ser um bem de primeira necessidade e ainda mais para um povo com tantos desempregados e endividados. 
Felizmente (ainda!) não é o meu caso, mas sinto-me empobrecer gradualmente desde o ano passado e embora não precise de passar fome, também não me passa pela cabeça atafulhar a despensa da casa, como se viesse aí a guerra ou um qualquer cataclismo amanhã.
Pergunto-me: terão essas compras sido maioritariamente em débito direto ou a crédito? Como terão ficado os plafonds?
A minha avó costumava dizer um provérbio engraçado e que aqui serve como uma luva: "de tanto que te queres benzer, ainda partes a cara!" 
Como farão os açambarcadores que, soberba e egoisticamente, limparam tudo quanto havia nas prateleiras, (rompendo stocks e deixando à míngua quem só lá foi à procura de pão ou leite), para gerir os cartões de crédito?
De duas uma: ou têm muito dinheiro e não há problemas de plafond, e, nesse caso, também não precisam de ir aos saldos de comida; ou não têm, e se endividaram, o que é manifestamente um disparate, ainda mais na presente situação.
Sou frontalmente contra que haja supermercados e quejandos abertos aos feriados, ainda por cima no dia 1º de maio, em que os trabalhadores de todo o mundo reivindicam o direito a descansar. 
Por outro lado, a empresa em questão está a incorrer numa concorrência desleal para com as suas congéneres que eventualmente tenham encerrado. 
Por fim, penso que não se deve comprar a não ser aquilo de que se precisa. Só porque há desconto, vamos atafulhar o carrinho de compras de tudo e mais alguma coisa? Para quê? É o espetro da fome ou um consumismo desenfreado? Em qualquer dos casos é grave e sério e deve deixar-nos a pensar.
Haverá ainda resquícios de outras épocas, em que as populações se viram forçadas ao racionamento dos géneros alimentares mais básicos? Ou, pelo contrário, estes comportamentos decorrem de anos mais recentes em que algum desafogo económico instalou maus hábitos de consumo nos portugueses?
Por todas as razões e mais algumas, o que se passou hoje deixa-me preocupada e inquieta, também pelos sinais que deixa transparecer: histeria, descontrole, falta de auto-regulação, falta de educação e de civismo, tendo chegado nalguns casos à violência física. Uns comiam tudo o que podiam sem pagar, outros partiam garrafas de bebidas, outros saqueavam: o Caos!
Já não vou aos estádios de futebol há muitos anos. Não me obriguem a começar a ir aos hipermercados de capacete e joelheiras. Ou passarei a fazer compras apenas nos mercados tradicionais, pois estas cenas não me assistem!


(Imagens do FB, cuja autoria não foi possível identificar)

Ver a notícia do Público: "Parece o fim do mundo"

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Sessão evocativa de Miguel Portas

Mário Laginha, "Traz outro amigo também" (José Afonso)

Marisa Matias

Aldina Duarte

António Costa

João Semedo

Francisco Louçã

Mísia

Paulo Portas

André e Frederico, filhos de Miguel Portas

Fotos (c) Luís Diferr para Pérola de Cultura

A iniciar os discursos, Ruben de Carvalho lembrou os tempos de juventude de Miguel Portas. Depois outros se seguiram, como o presidente da CM de Lisboa e dirigentes do Bloco de Esquerda. Por fim, o irmão e os dois filhos.
Cantaram vários amigos e amigas, como Tito Paris, Xana e o Khalil Ensemble. 
Rita Blanco leu passagens do livro "Périplo" de Miguel Portas. 
Mas os momentos mais emotivos estão aqui registados nas fotos de Luís Diferr, que fez questão de comparecer. Estiveram presentes nesta cerimónia muitos outros artistas e pessoas da comunicação social, como Luís Represas, João Gil, Ana Mesquita e Margarida Pinto Correia.
A abrir e a fechar a sessão ouviram-se as músicas de uma playlist que Miguel Portas tinha feito para a TSF.
A escolha do local, o Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa, assim como dos amigos para cantar, constavam de uma nota que deixou, cujo título era "Para o caso de isto correr mal...". 
E correu.


Mais pormenores aqui.

domingo, 29 de abril de 2012

Dia Mundial da Dança

(c) Sue Blackwell - escultura em livro

Jogos Olímpicos da era moderna 2


Os Jogos Olímpicos da era moderna têm vindo a ser sediados regularmente em diversos países, desde a sua primeira edição em Atenas, em 1896.
Em 1916, 1940 e 1944 não houve jogos devido às guerras mundiais e boicotes políticos e algumas tragédias esqueceram, por completo, a mensagem Humanista, subjacente ao ideal olímpico.
1900, Paris: A exposição não alcançou o brilho esperado pois coincidiu com a Exposição Universal e inauguração da Torre Eiffel, sua porta de entrada.

1912, Estocolmo: Francisco Lázaro, um português de 23 anos, maratonista, que dissera antes da corrida: "ou ganho ou morro", morreu mesmo, durante a corrida, de esgotamento e insolação.
1920, Antuérpia: inaugurou-se a bandeira com os cinco círculos interligados, que até hoje é o símbolo do acontecimento.

1924, Paris: na natação, o americano, Johnny Weissmuller, ganhou três medalhas de ouro. Veio a ser famoso no cinema no papel de Tarzan. 
1928, Amsterdam- Holanda: Pela primeira vez acendeu-se a chama olímpica.
1936, Berlim: Nestes jogos, numa encenação típica do regime nazi, foi decidido que a chama olímpica fosse trazida através de tocha acesa, desde a Grécia, por revezamento de centenas de atletas, até ao local dos Jogos. Hitler teve a maior decepção quando a maratona foi vencida por um japonês e o atleta negro americano Jesse Owens ganhou 4 medalhas de ouro. Passou para a história como o símbolo da estupidez das teorias racistas de Hitler.

1952, Helsínquia-Finlândia: a União Soviética, competiu pela primeira vez.
1960, Roma: iniciou-se a cobertura, ao vivo, dos jogos, pela televisão.
1964, Tóquio: entrada do voleibol nas Olimpíadas.
1968, México: durante uma manifestação a polícia matou 70 estudantes.
1972, Munique: um ataque terrorista palestiniano veio a resultar na morte de 5 palestinianos e 11 atletas israelitas.

1976, Montreal: o atleta português Carlos Lopes ficou em segundo lugar na maratona, conquistando uma medalha de prata para Portugal.
1984, Los Angeles: o atleta português Carlos Lopes venceu a maratona, conquistando pela primeira vez uma medalha de ouro para Portugal,

1992, Barcelona: evento marcado pela presença de países que resultaram das grandes transformações geopolíticas ocorridas em alguns países.

1996, Atlanta: data da comemoração de 100 anos dos Jogos Modernos. Foram as primeiras Olimpíadas totalmente financiadas por empresas privadas.
2000, Sydney: pela primeira vez, a organização do evento foi acompanhada por grupos ecológicos.
Os atletas de Timor Leste, nação que acabara de se separar da Indonésia, ainda sem hino nem bandeira, desfilaram como participantes independentes.
2004, Atenas: na cerimónia de abertura, os gregos deram um espetáculo que remetia para a  Antiguidade e para a criação das Olimpíadas, tendo sido entregue junto com as medalhas uma coroa de oliveira.

2008, Pequim: a China organizou um espetáculo com investimentos bilionários e atletas de ponta e esforçou-se por reduzir a poluição do ar da sua capital para não prejudicar a saúde dos desportistas. Apresentou um grande evento desportivo que ficará para a História.


Em 2012, será Londres a sediar os jogos e em 2016 o Rio de Janeiro.


Fontes:-
-Olimpíadas.com.sapo.pt( Jogos Olímpicos da era moderna)
-1896: Jogos Olímpicos da era moderna/Calendário Histórico/DW
-História- O Mundo da Corrida
-Os Jogos Olímpicos da Era Moderna» Opinião e Notícia (opiniaoenoticia.com.br)
-Wikipédia



Sede do Comité Olímpico Internacional - Lausanne, Suiça
Tita Fan

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A palavra a Helena Sacadura Cabral


Um imenso abraço 
"Com o meu filho Miguel foi uma parte de mim. Possivelmente a melhor. Mas o que ele me deixou de amor será o suporte dos dias que ainda irei viver até o voltar a encontrar.
A todos os que aqui me acarinharam vai o meu imenso e reconhecido abraço. Bem hajam!"
por Helena Sacadura Cabral | 27.04.12
Daqui

O corpo grita o que a boca cala


EL CUERPO GRITA ... LO QUE LA BOCA CALLA
 "La enfermedad es un conflicto entre la personalidad y el alma". Muchas veces... El resfrío "chorrea" cuando el cuerpo no llora. El dolor de garganta "tapona" cuando no es posible comunicar las aflicciones. El estómago arde cuando las rabias no consiguen salir. La diabetes invade cuando la soledad duele. El cuerpo engorda cuando la insatisfacción aprieta. El dolor de cabeza deprime cuando las dudas aumentan. El corazón afloja cuando el sentido de la vida parece terminar. El pecho aprieta cuando el orgullo esclaviza. La presión sube cuando el miedo aprisiona. Las neurosis paralizan cuando el niño interior tiraniza. La fiebre calienta cuando las defensas explotan las fronteras de la inmunidad. Las rodillas duelen cuando tu orgullo no se doblega. El cáncer mata cuando te cansas de "vivir". Y tus dolores callados...¿ Cómo hablan en tu cuerpo ? La Enfermedad no es mala, te avisa que te estás equivocando de camino.
(Texto de autoria desconhecida)

Coragem de ensinar



"Coragem de Ensinar" é uma reportagem da jornalista Conceição Queiroz, com imagem de Gonçalo Prego e montagem de Miguel Freitas. Será emitida no dia 23 de Abril, no "Jornal das 8".
O "Repórter TVI" ouviu testemunhos de professores que enfrentam as dificuldades que decorrem da experiência de trabalhar com alunos que lhes transformam a vida num inferno, sem deixar de dar voz aos estudantes que provocam esses conflitos.

O que aconteceu para que o professor perdesse prestígio e autoridade? Os professores queixam-se da extrema indisciplina vivida na sala de aula, das ameaças e do desrespeito. Também reconhecem que a classe perdeu prestígio com o passar dos anos.

Mais de 4 mil ocorrências de natureza criminal em contexto escolar foram participadas no ano letivo 2010/2011, no âmbito do programa Escola Segura. O Observatório de Segurança em Meio Escolar registou quase 250 casos de agressões contra professores e funcionários. Ofensas à integridade física, injúrias, vandalismo ou furtos são alguns dos crimes detetados.
Enviado por Ana C. Silva

Children of the Rainbow

"40.000 fighting terror with love, care and roses in Oslo"
(by Renny B. Amundsen)


A cidade de Oslo mobilizou-se debaixo de chuva e frio para entoar uma canção infantil como forma de protestar pelo assassinato de 77 pessoas há quase um ano, enquanto decorre o julgamento de Anders Breivik. O homem é um assassino confesso sem qualquer espécie de arrependimento e odeia o multiculturalismo, aquilo que para os 40.000 noruegueses que se manifestaram nesta praça, é um valor de cidadania indissociável da sua democracia inclusiva.
A Pérola de Cultura, desde o trágico acontecimento, solidarizou-se com a dor destes cidadãos e continua a fazê-lo neste momento, esperando uma punição exemplar para o responsável pela morte crua de adultos e crianças inocentes na Noruega.





Foto de Visit Oslo

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Inveja

(c) Tacci

“Amigas e amigos, companheiros, correligionários e outros avulsos não especificados:
Dantes, quando eu era puto, a jogar à bola na rua, havia sempre alguém que marcava um golo «àqueles gajos» e gritava «arrecada! trê-zó-Moscavide!» 
Nunca percebi bem o que queria dizer a frase, nem de onde vinha, mas era bem expressiva.
Usava-se para mostrar um soberano desdém para com o «inimigo», fosse ele quem fosse, desde que defendesse a outra baliza. 
É o comentário que os nossos deputados devem estar a fazer uns com os outros, se for verdade o que se diz aí em baixo. 
E a gente «arrecada».
Que remédio: a baliza é nossa, o inimigo somos nós.”
Ilustração e texto de Tacci 

Afinal há subsídios de férias e Natal... mas na função pública só para os deputados e funcionários da Assembleia da República. Saiu o Orçamento para a Assembleia da República e eles lá estão: o Subsídio de Férias e de Natal. 
Deputados e funcionários da Assembleia da República contemplados com subsídios de férias e de natal em 2012 no orçamento APROVADO por TODOS os partidos! À semelhança do que foi justificado para a TAP PORTUGAL e para a Caixa Geral de Depósitos...
(Dados aqui)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A cidade

Egon Schiele, sunflower

A cidade é um chão de palavras pisadas
a palavra criança  a palavra segredo.
A cidade é um céu de palavras paradas
a palavra distância  e a palavra medo.

A cidade é um saco  um pulmão que respira
pela palavra água  pela palavra brisa
A cidade é um poro  um corpo que transpira
pela palavra sangue  pela palavra ira.

A cidade tem praças de palavras abertas
como estátuas mandadas apear.
A cidade tem ruas de palavras desertas
como jardins mandados arrancar.

A palavra sarcasmo é uma rosa rubra.
A palavra silêncio é uma rosa chá.
Não há céu de palavras que a cidade não cubra
não há rua de sons que a palavra não corra
à procura da sombra de uma luz que não há.

José Carlos Ary dos Santos 
Enviado por Carmela,  25 de abril de 2012

25 de abril em Portugal e em Itália




O dia 25 de abril é feriado em Portugal e em Itália. Em ambos os países se assinala o dia da liberdade. Poucas pessoas sabem que a queda do Estado Novo (1974) coincidiu com o dia e o mês em que havia caído o fascismo em Itália. 
"O “25 Aprile” deu-se em Itália em 1945. Os "partigiani" (guerrilheiros anti-fascistas) e as forças aliadas protagonizaram a libertação da ocupação das tropas nazis, pondo fim à ameaça do fascismo ressurgir no seu panorama político". 
Ler mais aqui

25 de abril

(Cartaz cuja autoria não foi possível identificar)

Há sempre alguém que diz não



Adriano Correia de Oliveira com poema de Manuel Alegre.
Dedicado a Miguel Portas, que lutou até ao fim para defender os ideais de abril.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Miguel Portas (1958-2012)

Foto (c) Tiago Miranda/Expresso

A voz, a presença, a lucidez, a atitude solidária e a simplicidade fizeram dele um homem notável, de vida curta e intensa. Respirava autenticidade e não se poupou a esforços até ao último momento.
Profundamente solidário com os povos oprimidos e sempre do lado dos mais desprotegidos e vulneráveis, soube estar desde a primeira hora com os professores portugueses nas suas lutas. Na rua, em pessoa, sempre com um sorriso, um abraço, uma palavra de incentivo, uma doçura no olhar, uma esperança para além dos dias, era alguém difícil de igualar.
Ironicamente, o Miguel morre na véspera do 25 de abril e faria 54 anos a 1 de maio...
Não gosto de partidos, mas gosto de pessoas. E às vezes gosto mesmo muito.

Leituras sugeridas:
- Notícia com entrevista e fotos na Visão
- Notas biográficas no Público
- Galeria de fotos do Expresso
"Miguel às Portas do céu" por Luís Diferr

Os Jogos Olímpicos da era moderna 1



O renascimento do espírito olímpico, deveu-se ao francês Pierre de Frédy, barão de Coubertin, que, entusiasmado com as escavações efetuadas no antigo Santuário de Olímpia entre 1875 a 1881 (houve outras de 1936 a 1939), lançou, em 1894, a ideia de reviver a antiga tradição grega, “Unir os Povos e Fazer Tréguas às Guerras”. Apoiado pelo norte-americano William Sloane e pelo inglês Charles Herbert e na presença de representantes de 15 países, o barão de Coubertin fundou na Sorbonne, em França, o órgão precursor do Comitê Olímpico Internacional. Até hoje, esse organismo controla todo o mundo olímpico.

Após longas negociações, ajuda de outros países e doações em dinheiro da população grega, o governo da Grécia aceitou a ideia do retorno dos Jogos Olímpicos a Atenas. O príncipe Constantino assumiu entusiasticamente a presidência da comissão organizadora.
Em 6 de abril de 1896 (25 de Março de acordo com o calendário juliano, então em uso na Grécia), os jogos da Primeira Olimpíada da Era Moderna foram oficialmente abertos, no antigo estádio Panathinaiko, todo reconstruído em mármore, para o evento. Estiveram presentes cerca de oitenta mil espetadores, incluindo o Rei e família.
A frase do Rei George 1º da Grécia "Declaro abertos os primeiros Jogos Olímpicos Internacionais em Atenas. Vida longa à nação. Vida longa ao povo grego”, tornou-se marca registada para todas as cerimónias de abertura seguintes.

Um ano depois, foi realizado um congresso para decidir sobre o futuro dos jogos. A maioria dos presentes preferia mantê-los permanentemente em Atenas, mas Coubertin fez prevalecer sua ideia de variar o país-sede.
Seguiram-se Paris e Londres. A partir daqui o Comité conseguiu impor a sua disciplina, que passou a ser aceite por todos, nas Olimpíadas seguintes, que passaram a ser realizadas de quatro em quatro anos. A escolha da cidade onde se realizam os Jogos é decidida numa reunião do C.O.I. sete anos antes da prova.
Os Jogos Olímpicos são realizados de Verão, impossibilitando assim os desportos que necessitam de neve e gelo. Neste contexto o C.O.I., em 1924, criou os Jogos Olímpicos de Inverno. Assim realizam-se alternadamente, de 2 em 2 anos, estes dois grande eventos.



No sentido de continuar a abrir a todos, as portas dos jogos olímpicos, o C.O.I. criou em 1952 os Jogos Para-olímpicos, para os atletas que sofrem de alguma deficiência, realizando-se ao mesmo tempo e na mesma cidade que os Jogos Olímpicos convencionais.
Em 2010 foram iniciados os Jogos Olímpicos da Juventude. São disputados por atletas com idades entre catorze e dezoito anos, mas com um número reduzido de disciplinas e eventos.

O grande objetivo do Barão de Coubertin de promover a amizade e paz entre os povos, muitas vezes não se tem concretizado, e a introdução do profissionalismo desde as Olimpíadas de Munique de 1972 bem como da noção de espetáculo, que passou a ser julgado indispensável, contribuíram para alterar por completo esses ideais utópicos. 
A sua frase célebre “Não importa ganhar, importa é competir”, talvez não tenha, também, já, o mesmo sentido que Coubertin lhe pretendeu dar.
Por outro lado, a democratização, contrariando a ideia de Coubertin, levou a que a participação feminina se fosse acentuando jogos após jogos.

Fontes:
-Olimpíadas.com.sapo.pt (Jogos Olímpicos da era moderna)
-1896: Jogos Olímpicos da era moderna/Calendário Histórico/DW
-História- O Mundo da Corrida
-Enciclopédia Internacional Focus-Vol III
Tita Fan

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

(Cartoon cuja autoria não foi possível identificar)
"A cultura assusta muito. É uma coisa apavorante para os ditadores. Um povo que lê nunca será um povo escravo." 
António Lobo Antunes

Revisitar o Mito

O nascimento de Vénus, Sandro Botticelli (ca. 1485) - pormenor

C O L Ó Q U I O  I N T E R N A C I O N A L
2-5 DE MAIO, 2012
CENTRO DE ESTUDOS CLÁSSICOS
FACULDADE DE LETRAS, UNIV. DE LISBOA
CONFERENCISTAS PLENÁRIOS:
Arthur W. Frank Univ. of Calgary Emilio Suarez Univ. Pompeu Fabra
Marina Warner Univ. of Essex Alessandro Zironi Univ. di Bologna
Enviado por Becas

Que vive la France!



Gosto da França. E não só por ser o país de um dos meus antepassados. 
Lembro-me bem das lições de francês na cozinha da casa grande, onde menina descobri, pela mão da minha mãe, as delícias de aprender uma língua estrangeira, "a língua do avôzinho". Depois foram as canções e os artistas da música de intervenção francesa. E mais tarde os poetas e os filósofos. O cinema francês, ainda e sempre. 
Embora hoje se esteja a perder essa tradição em Portugal, ainda sinto grande afinidade com a cultura francófona. Por todas estas razões e mais outras, tão ou mais subjetivas, gostaria que as eleições na França realizassem efetivamente os desígnios teóricos da sua revolução. 
Bisou, "mana" Catherine!

Pequeno país segundo Saramago



O País é Pequeno e a Gente que nele Vive também não é Grande
Em tempos disse que Portugal estava culturalmente morto. Talvez o tenha dito em determinado momento, mas também o diria hoje porque Portugal não tem ideias de futuro, nenhuma ideia do futuro português, nem uma ideia que seja sua, e vai navegando ao sabor da corrente. A cultura, apesar de tudo, tem sobrevivido e é aquilo que pode dar do país uma imagem aberta e positiva em todos os aspectos, seja no cinema, na literatura ou na arte - temos grandes pintores que andam espalhados pelo mundo. Mas o Almeida Garrett definiu-nos de uma vez para sempre e de uma maneira que se tem de reconhecer que é uma radiografia de corpo inteiro: «O país é pequeno e a gente que nele vive também não é grande.» É tremenda esta definição, mas se tivermos ocasião de verificar, desde o tempo do Almeida Garrett e, projectando para trás, efectivamente o país é pequeno (...), mas o que está em causa não é o tamanho físico do país mas a dimensão espiritual e mental dos seus habitantes. José Saramago, in 'Uma Longa Viagem com José Saramago (2009)