domingo, 6 de junho de 2010

O milagre do conhecimento


"Este ano lectivo e pela primeira vez os alunos com mais de 15 anos, que frequentem o 8.º ano, vão poder fazer fazer exames de equivalência ao 9.º ano. Para "saltar" o último ano do 3.º ciclo, estes estudantes fazem os exames nacionais de Português e Matemática e nas restantes disciplinas fazem as provas feitas por cada escola. Só aqueles que vão chumbar no 8.º é que podem propor-se a exame.

Eu é que devo ser muito burro, porque não entendo como é que um aluno que não não sabia o suficiente para passar o oitavo ano, vai, passado uns dias, poder passar em exames com a matéria desse ano, que não sabe, e do nono ano que nunca aprendeu nem assistiu a aulas.

Será que esperam um milagre? Será que não há nada mais importante para tratar e mudar na educação que propostas parvas e que não levam a lado nenhum?"


Imagem e texto do Kaos.

5 comentários:

  1. Crítica essencial, como pode não é?!! Só deve ser "o milagre do conhecimento"...aqui, no Brasil também têm dessas coisas...parabéns Kaos, parabéns Helena. Um bom domingo, beijos ;)

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  2. È estarrecedor como vemos ir à pique as prerrogativas mais básicas da formação de um indivíduo minimamente letrado e com aptidão de galgar etapas mais contundentes em sua formação profissional. Esse engodo com máscara de benece é um cancro que vem corroendo sistematicamente a formação das novas ( e de outras nem tanto assim) gerações de cidadãos e cidadãs de nossos países__ Portugal e Brasil.
    Calu

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  3. Vivemos na Idade das Trevas, da ignóbil ignorância, da obscuridade mais profunda, da queda, simbolos nictomorfos que invadem as mentes delirantes do poder ignorante. Este governo não transmite. Porque o verdadeiro poder é o do conhecimento, e este Governo não dá o que não tem.- a cultura e o saber.

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  4. Ninguém pode dar aquilo que não possui.
    É daquelas verdades óbvias.
    Estamos mesmo a caminhar para o obscurantismo "medieval" da pós-modernidade!

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  5. Vivemos na Idade das Trevas, da mais ignóbil ignorância. Estamos na mesma linha da queda, da mediocridade, da obscuridade.

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