domingo, 20 de junho de 2010

Apenas uma intermitência da morte


"Foi serralheiro e funcionário público. Comunista. Amado e detestado. Começou a viver da escrita passava dos 50 anos. Conheceu Pilar já sexagenário. Recebeu o Nobel da Literatura – o único dado à língua portuguesa – aos 76 anos. Partiu ontem. Sem “nenhuma esperança”. De “mão dada” com a criança que foi numa aldeia do Ribatejo."

“Quando me for deste mundo, partirão duas pessoas. Sairei, de mão dada, com essa criança que fui”, disse Saramago em 2006.

“Se tivesse morrido aos 63 anos, antes de a conhecer, morreria muito mais velho do que serei quando chegar a minha hora”, disse Saramago um dia, numa das várias muito belas declarações públicas de amor a Pilar."

“A finitude é o destino de tudo. O Sol, um dia, apaga-se”.


In Público, 19/06/2010

Ilustração de (c)João Caetano

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