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terça-feira, 19 de junho de 2012

Joana Vasconcelos em Versailles

(c) Joana Vasconcelos-Versailles

(c) Joana Vasconcelos-Versailles

"A Noiva" (c) Joana Vasconcelos - censurada

Sapato de Marilyn (c) Joana Vasconcelos

"Coração Independente" (c) Joana Vasconcelos

Joana Vasconcelos com o chef José Avilez

De 19 de junho a 30 de setembro, a exposição de Joana Vasconcelos estará patente ao público no Palácio de Versailles, próximo de Paris. 
Não deixa de ser motivo de orgulho para Portugal e para as mulheres portuguesas; porém, há uma nota desagradável, que não posso deixar de referir: a peça "A Noiva" (na foto do meio), que representa um lustre construído com tampões, foi censurada e Joana impedida de a expor. 
A direção do Palácio considerou a peça inapropriada, até porque Joana desejava colocá-la no quarto da rainha. 
Desde há muito tempo que Joana Vasconcelos gosta de usar materiais de uso comum nas suas instalações, como por exemplo, garfos de plástico, panelas, fios, garrafas, lâmpadas, plumas, etc. Segundo a própria artista referiu o universo das suas criações gira em torno de objetos femininos.
Ninguém parece ter reclamado por Joana ter construído os sapatos de Marilyn Monroe com tachos e tampas. Mas o lustre foi proibido; não por ser um lustre, mas por ser feito de tampões. Isto demonstra que os preconceitos dos franceses ainda estão mais firmes do que os nossos em Portugal, a respeito de certas coisas. Mas não de outras, pois já vi instalações feitas com lixo no Centre Pompidou e todos pareceram achar muito natural aquele montão de porcarias estar exposto numa galeria de arte, como se fosse realmente uma escultura, numa sala ao lado de desenhos de Picasso. Barafustei imenso junto dos que me acompanhavam, dizendo que se quisesse ver pneus velhos, sapatos rotos, cafeteiras furadas, trapos a desfazer-se, pratos partidos, chaves ferrugentas e toda a sorte de desperdícios inúteis, iria a uma lixeira e não a um Centro de Exposições de Arte. Achei horrível e de mau gosto. Senti-me quase insultada e apeteceu-me reclamar de volta o dinheiro do bilhete, que ainda era em francos. Não é por acaso que ainda hoje me lembro disto. Aquela foi a primeira vez que visitei o Centre Pompidou e fiz questão de com ele me reconciliar anos mais tarde com uma exposição sobre a obra de Hergé.
Pelo menos os tampões do lustre da Joana estavam limpinhos! Não são mais do que rolinhos de algodão branco com um fio na ponta; nada mais! Qual a diferença para tachos, rendas ou sedas, escovas de cabelo, enfim, coisas em que as mulheres mexem no seu dia-a-dia? 
Ela não gostou nada da proibição e disse às televisões que no conjunto da sua coleção, "A Noiva" não era apenas mais uma obra, era "a obra".

Notícias sobre a exposição aquiaquiaqui e aqui.

Aung San Suu Kyi recebeu o Nobel em Oslo


(Clique para ampliar)

Convém lembrar que esta ativista dos Direitos Humanos, birmanesa, de 66 anos, esteve sob prisão domiciliária durante décadas por lutar pela Liberdade ; só recentemente pôde ir a Oslo receber o Prémio Nobel da Paz com que foi agraciada em 1991, há 21 anos!!!
A mesma sorte não teve Liu Xiaobo, que continua preso na China e impedido de receber o mesmo prémio, referente a 2009.

Notícia daqui.

Pode ler o discurso de Aung San Suu Kyi em Oslo quando foi receber o prémio Nobel aqui

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Wenceslau de Moraes e o Oriente



A mania de escrever acarreta por si só muitos enfados, muitos desgostos, e até muitas desgraças. Eu tenho passado a vida a rabiscar coisas. Que tenho ganho com isso? Nada!”
W.M.

Estas linhas podem ler-se antes do prefácio à 2ª edição -1946, de “Traços do Extremo Oriente”, o primeiro livro de Wenceslau de Moraes a ser publicado. Alguns dos textos já tinham saído anteriormente no Correio da Manhã, sob o pseudónimo de A. Da Silva.
No prefácio à 1ª edição – 1895, escreve Vicente Almeida d’Eça:
“…merecendo o qualificativo de bom oficial é ao mesmo tempo um coração de ouro e um cavalheiro da mais alta distinção. É um triste, magro, loiro, de olhos azuis e cismadores, retraído na mais concentrada modéstia. A publicação do seu nome à frente dos Traços foi uma luta…”.
Continuou a escrever para jornais e a publicar livros, numa escrita elegante e impressionista, onde transparece a sua grande paixão pelo Oriente. É, sem dúvida, o grande orientalista da literatura portuguesa, dos finais do Séc. XIX - princípios de XX.

Wenceslau José de Sousa de Moraes nasceu em Lisboa, a 30 de Maio de 1854, filho de pais cultos e com gostos literários. Existem provas da sua precocidade para a escrita: um diário infantil de poucas páginas, que escreveu aos 11 anos; uma peça de teatro e uma coleção de poemas, ambas breves, que escreveu aos 15 anos.
Completou o curso da Escola Naval em 1875. A bordo de diversos navios da Marinha de Guerra Portuguesa, visitou a América, a África, e vários países asiáticos. Os primeiros escritos da China datam de 1888.
Em 1891 em Macau, desempenha as funções de imediato do capitão do porto, e, em 1894, logo após a sua fundação, começa a lecionar matemática no liceu, onde foi colega de Camilo Pessanha com quem manteve uma forte e duradoura amizade.
Casou à maneira legal da China com Atchan, jovem chinesa propriedade de outra chinesa, mais tarde Sra. Mo Wong Shi Moraes de quem teve os seus dois únicos filhos: José Moraes, que viria a ser negociante na Califórnia e João Mores, engenheiro civil.

Wenceslau de Moraes sempre se interessou por tudo o que se passava em Portugal, tendo mantido sempre uma grande ligação com sua irmã mais nova, Francisca, a quem enviava presentes e recordações e até sementes de plantas para o jardim. Existe muita correspondência, entre a qual mais de 400 postais, o que permite acompanhar as suas múltiplas viagens.
Durante a sua estadia em Macau, visitou, em serviço, por diversas ocasiões a China. Deslocou-se, também, várias vezes ao Japão, entre 1893 e 1896. Na sua opinião, entre estes dois países existiam diferenças profundas. Descreve a China referindo-se "à imundície dos seus povoados, onde chafurda um cardume de gente feia por excelência...".

Também não é muito benevolente com Macau, que tardou em perdoar-lhe. Aceitam que, na sua permanência na China, prevaleceu a saudade de Portugal e da família, pelo que não se teria deixado tocar pela cultura.
Mas, segundo ele, é o Japão que o fascina desde logo: "esse país atraente entre todos, pela sua paisagem ameníssima, pelo puro azul do céu privilegiado, pelo seu povo interessante...".
Esta preferência e também o ter sido preterido na sua carreira, em Macau, leva-o, em 1896, a deixar mulher e filhos (o sentido de paternidade não se fazia sentir muito naquela época), e a partir para o Japão, onde viverá perto de 31 anos. 

Fontes:
Filme de Paulo Rocha, “A Ilha de Moraes”
Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II
Dicionário Ilustrado da História de Portugal, Vol. II
Livros de Wenceslau de Moraes – biblioteca pessoal

Texto de Tita Fan
Fotos de José Ruy e Associação Wenceslau de Moraes

domingo, 17 de junho de 2012

Grécia, uma canção de amor



Simbólica a posição das bandeiras, não é?...



Pela Grécia



Neste dia de eleições legislativas na Grécia, aquilo que espero e desejo do fundo do coração é que este país encontre o seu caminho de salvação, junto do resto da Europa e não longe dela, já que foi o seu berço político e cultural. 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Versos sem título


É o verão que chega a quem não deve.
Um aroma que se exala com doçura...
Manjerico redondo, fofo e leve
Que na janela virada a sul
Da terra húmida e escura
Se espraia para o céu azul.

Assim é botão Matilde, que eu amo,
Em cujo peito descanso a cabeça,
Em cujo ser descanso a alma.
Pelo mar afora vai o barco que eu chamo,
Na viagem que em cada dia recomeça.
Nele vamos nós, para além donde cresce a palma!
Texto e desenho (c) Luís Diferr

Teolinda Gersão

Redacção "Declaração de Amor à Língua Portuguesa"
Da escritora Teolinda Gersão; assim mesmo, com dois "c", que isto do Acordo Ortográfico tem os dias contados. Terá?
A Língua Portuguesa é muito traiçoeira!
Quem já se esqueceu da famosa TLEBS?
Leiam aqui.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Dia de lembrar António Variações



António Variações (1944-1984) partiu para o Além a 13 de junho, em Lisboa.

Dia de Santo António


Fernando Martins de Bulhões (Lisboa-1191- Pádua-1231), ficou conhecido entre nós como Santo António de Lisboa, um dos Santos Populares, festejado a 13 de junho, dia da sua morte. Este frade Agostiniano, internacionalmente é chamado Santo António de Pádua, cidade onde faleceu.

Aniversário de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa por Júlio Pomar

Fernando António Nogueira Pessoa, Lisboa, 13/06/1888 - Lisboa, 30/11/1935 



Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus. 

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimento nenhum.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o unico poeta da Natureza. 


Fernando Pessoa/Alberto Caeiro, Poemas Inconjuntos; escrito entre 1913-15; 
publicado em Atena nº 5 de Fevereiro de 1925.

Fernando Pessoa em chinês


Fernando Pessoa é universal e é do conhecimento geral que se encontra traduzido em várias línguas.
Em língua chinesa a primeira versão feita de uma obra de Pessoa, foi de “A Mensagem”, embora não completa.
O tradutor foi o macaense Luís Gonzaga Gomes (11-07-1907/20-03-1976), que, de entre outros, foi aluno de Camilo Pessanha. Durante os seus estudos liceais foi colaborador do jornal estudantil “A Academia”, que lhe proporcionou a oportunidade de conhecer alguns escritores portugueses.
Exerceu vários e diversificados cargos, além de tradutor, pelo que tinha um profundo conhecimento da língua chinesa. Autor de vasta bibliografia, a tradução parcial de “A Mensagem” (os poemas na íntegra são poucos), destinou-se a uma edição comemorativa do 24º aniversário da morte do poeta e destinava-se à divulgação aos alunos do Liceu onde na altura lecionava.
Posteriormente, por altura do quinquagésimo aniversário da morte de Fernando Pessoa, e com o patrocínio do Instituto Cultural de Macau, foi publicada a “Antologia Poética de Fernando Pessoa”, resultado da colaboração do Dr. Jin Guo Ping com o do Dr. Gonçalo Xavier (na altura estudante macaense na Universidade de Pequim), e a versão integral de “A Mensagem” em chinês, de autoria de Jin Guo Ping (Lic. em português pela Universidade de, Estudos Estrangeiros de Pequim; bolseiro da Gulbenkian e do Instituto Cultural de Macau; tradutor e autor de vários temas de Literatura portuguesa.
A abertura de Pessoa ao povo chinês iniciou-se, na verdade, com o trabalho pioneiro de Luís Gonzaga Gomes, mas, o movimento pró Pessoa tem tido um grande desenvolvimento nos últimos anos. As edições bilingues na china têm tido grande sucesso e a genial criação dos heterónimos tem sido motivo de grande interesse por parte dos chineses.
Além destas obras o Instituto Cultural de Macau lançou em junho de 1988, uma “Antologia de Fernando Pessoa”, edição bilingue de autoria de Zhang Weimin.

FERNANDO PESSOA 
POEMAS TRADUZIDOS PARA O CHINÊS


AUTOPSICOGRAFIA


O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

28.02.1929




Fontes:
-Comunicação do Dr. Jin Guo Ping ao III Congresso Internacional de Estudos Pessoanos - Universidade de S. Paulo 1988, publicada no Número Especial da “Revista Cultura”, edição do ICM, Dedicado à Memória Portuguesa na Índia.
-Wikipédia.
Tita Fan

terça-feira, 12 de junho de 2012

Os ícones da quadra

Luís de Camões evocado a 10 de junho, dia de Portugal

"Aqueles que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando"

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Memórias de Auschwitz


Photo/Fot. Paweł Sawicki 
"The 70th anniversary of the mutiny and escape of prisoners from penal company in Auschwitz II-Birkenau (10 June 2012). August Kowalczyk, the last living participant of the escape was an honorary guest of the ceremony. He gave his testimony and commemorated the victims of the camp at the site of the escape. 
The Museum is a state institution, reporting directly to the Polish Minister of Culture and National Heritage. On December 31, 2008, there were 253 people employed at the Museum. This number does not include approximately 230 rigorously trained guides, who work in 15 languages. The International Center for Education about Auschwitz and the Holocaust has been operating at the Museum for several years."


Para que a memória nunca nos falte, é útil de vez em quando reavivar as mentes sobre aquele que foi talvez um dos maiores genocídios da História da Humanidade: o Holocausto nazi. 
Auschwitz é um dos lugares de memória, na Polónia, que já foi vandalizado mais de uma vez. 
Não podemos deixar que sejam destruídos lugares como este, pois o objetivo é obviamente destruir provas onde as memórias do terror nazi estão justamente mais vivas. Hoje é um Museu, a preservar e apoiar.

Metade dos professores sofre de exaustão


Metade dos professores portugueses sofre de stress, ansiedade e exaustão

11.06.2012 - 08:28 Por João d´Espiney 
"Investigadoras do ISPA inquiriram mais de oitocentos docentes de todo o país. A indisciplina e o desinteresse dos alunos, o excesso de carga lectiva e a extrema burocracia nas escolas são os principais motivos apontados."
Notícia no Público 

domingo, 10 de junho de 2012

Ele há grandes vidas!




Pippa e Bijou

Estes lordes vivem na casa da minha mãe com carinho e mordomias. Há por aí gente com muito pior vida do que estes dois. Quando a dona se ausenta por uns dias ocorre frequentemente fazerem birras, chantagens, andarem à tareia e terem descompensações diversas. Só vendo! No meio de amuos e protestos, não se fazem esperar algumas retaliações após a chegada dela. 
Quem diz que os gatos não são espertos? A estes só lhes falta começar a mandar emails.

Fotos: (c) Pérola de Cultura

Cozinha mais saudável

Iogurte grego sem açúcar com morangos aos quartos

Tostas integrais, queijo fresco e chá verde com menta

Sopa de beterraba, courgette, beringela e cenoura

Salada de abacate com camarão e molho de iogurte

Broa de milho aromatizada com alho e salsa

Bolo de cacau amargo com aspartame e Becel

Bacalhau com broa no forno, castanhas e tangerinas

Não é por uma questão de fundamentalismo, mas sim de saúde. Há que tornar a cozinha o mais saudável que for possível. Não há mistérios: substituam-se apenas alguns ingredientes e o sabor estará lá, não direi o mesmo, mas outro, equivalente e gostoso, embora light.
Algumas das substâncias que tenho vindo a alterar na minha forma de cozinhar provêm de conselhos de saúde do Professor Fernando Pádua ou do Dr. Mehmet Oz; outras resultaram de experiências feitas cá em casa, com vista a eliminar parte dos "inimigos" que frequentemente acabam por nos intoxicar. 
Assim tenho vindo a fazer, sem prejuízo de sabor, as seguintes substituições:


- sal por limão ou alho 
- pimenta por gengibre
- manteiga por margarina vegetal (preferencialmente de girassol)
- natas de vaca por natas de soja
- açúcar por aspartame
- chocolate por cacau amargo
- maionese por azeite
- chantilly por iogurte
- pão branco por pão integral, de centeio ou broa de milho
- refrigerantes por chá verde com menta e tangerina
- queijos gordos por queijo fresco
- Uso frequentemente como temperos ervas aromáticas (tomilho, cebolinho, estragão, endro, manjericão, oregãos, louro, rosmaninho, salsa e coentros).
- Os vegetais mais aromáticos, como alho francês e aipo, dispensam muitos temperos.


Tenho vindo a tornar-me cada vez menos "carnívora"; gostaria de saber fazer bem sushi, por exemplo, mas não é das coisas mais fáceis e acessíveis para fazer em casa.
Ficam as sugestões "visuais", embora com um aspeto muito caseiro. Desculpem a falta de adereços, mas nunca tive possibilidade de fazer nenhum curso de foodstyling!


Fotos: (c) Pérola de Cultura

sábado, 9 de junho de 2012

A Grécia e Portugal segundo Eça de Queirós


Foto: Mari Aquino 
"Nós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte."
Eça de Queirós, in 'Farpas' (1872)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Dia Mundial dos Oceanos

Parc National des Calenques-Marseille (autor desconhecido)
"O Dia Mundial dos Oceanos é celebrado todos os anos no dia 8 de Junho.
A celebração aos oceanos teve origem na Conferência sobre Ambiente e Desenvolvimento, que se realizou na cidade do Rio de Janeiro em 1992.
Em 2008, as Nações Unidas decidiram que o dia 8 de Junho passaria a ser designado como o Dia Mundial dos Oceanos.
A importância dos oceanos para a preservação das espécies e da biosfera são alguns dos factos destacados pelas Nações Unidas, que escolhe todos os anos um tema central para o debate de novas ideias e projetos de preservação e proteção dos oceanos.
Vários países celebram a data, mostrando a importância dos oceanos no clima e como elemento essencial da biosfera".

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Pétala, pérola ou simples armadilha?


Alguém me quer explicar o que é isto????
Não sei, Luís Costa, se este absurdo é Kafkiano ou Maquiavélico, mas é seguramente algo que pode vir a transformar-se numa grande armadilha. 
Será que o ministro Nuno Crato está a deixar-se embarcar em artimanhas pouco dignificantes, para quem tanto queria combater o "eduquês"? 
Continuaremos na demagogia iniciada há 6 ou 7 anos?
É que, se assim for, continuarão os fireworks nas escolas, pretensamente transformadas em empresas, quiçá a estar cotadas por índices, como se mercados bolsistas de tratasse!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O azar do 13?



Depois de tentar digerir isto devo precisar de entrar em retiro para recuperação dos neurónios. Se o Blogue encerrar entretanto terá sido por danos cerebrais na administração central.
Não há dúvida que me sinto como peixe fora de água com a gramática fria dos números; essa parece ser única linguagem possível neste modelo de governação, no qual, decididamente, não me revejo. Não são de todo as pessoas mas as fórmulas aquilo que mais importa. 
Não me refiro somente às condições de trabalho dos professores, importam-me também as condições de aprendizagem dos alunos e a satisfação das suas famílias com a qualidade da escola. 
Os alunos em turmas que mais irão parecer palettes de enlatados não têm condições de aprender e a indisciplina, que o ministro Nuno Crato tanto quer combater, terá melhor campo para grassar.
O caudal de resoluções inadequadas a uma melhoria do ensino vai-se tornando cada mais  inequívoca para quem trabalha nas escolas. 
Primeiro o aumento do número de alunos por turma, depois os mega-agrupamentos e agora uma complicadíssima teia aritmética para a organização curricular, a originar diminuição do número de professores, tudo concorre para uma crescente dificuldade de tornar as escolas locais onde trabalhar possa dar algo mais do que exaustão ou frustração. 
Isto não é só o proverbial azar do nº 13, é um tsunami que vem aí para as escolas públicas. E não me parece que tenhamos escafandros e salva-vidas à altura para evitar o pior. Como em todos os naufrágios, vai ser o salve-se quem puder e cada um por si.


terça-feira, 5 de junho de 2012

Dia Mundial do Ambiente


No dia 5 de junho comemora-se o dia do meio ambiente. 
A data foi criada em 1972 pela ONU (Organização das Nações Unidas).

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Jubileu de Diamante de Isabel II, festa em Londres


*Londres, rio Tamisa


Os britânicos parecem levar muito a sério esta coisa da monarquia. Faz 60 anos que a rainha Isabel II está no trono e os festejos em Londres encheram as televisões do mundo. 
Esta comemoração, a par dos Jogos Olímpicos, é um dos acontecimentos importantes do ano em Inglaterra, tendo justificado quatro dias de feriado. 
Uma barcaça real, que transportava a monarca e alguns familiares, encabeçou um desfile no rio Tamisa com mais de mil embarcações. Decorada com mais de 10000 flores dos jardins reais, a barcaça "Spirit of Chartwell" desfilou ao longo de 11 km do Tamisa até Tower Bridge, o que demorou duas horas.
Algumas das outras embarcações transportavam os filhos mais novos e vários dos netos da rainha; e até havia barcos da Holanda no desfile. 
As televisões registaram a presença de cidadãos do Canadá, um dos países pertencentes à Commonwealth.
O milhão de cidadãos postados nas margens do rio, nas pontes e nas varandas dos edifícios, mesmo debaixo de chuva, dão a dimensão de quanto esta monarca, umas das mais idosas do mundo (86 anos), é popular entre os ingleses.
Esta regata foi a maior no Reino Unido desde há 350 anos. Em 1662 Carlos II casou-se com a portuguesa Catarina de Bragança o que deu lugar a uma regata deste tipo.
Contudo, não podemos esquecer, que esta pompa, preparada  desde há dois anos, custou à Coroa britânica cerca de 13 milhões de euros, dos quais uma parte sairá dos cofres do Estado.






* Fotos de (c) Getty Images via Caras

Rock in Rio Lisboa visto do meu sofá


Em cinco edições, é a terceira vez que, por motivos diferentes, fico em casa a ver o Rock in Rio pela televisão. Por um lado tem vantagens: desde logo o conforto; depois não ter de comer poeira e trazê-la no cabelo, além de aguentar horas em pé em filas de espera à entrada e à saída. Mas por outro, a atmosfera e as emoções que se vivem em concertos ao vivo são impossíveis de se reproduzir em casa. Mesmo assim fiz questão de acompanhar a transmissão das três últimas edições: em 2008, 2010 e agora. Devo dizer que foi a de 2012 aquela de que mais gostei, em especial este fim de semana, pela diversidade e qualidade das propostas. 
Desde Luís Represas com João Gil e Jorge Palma, até Ivete Sangalo, passando pelos Gift e os Xutos e Pontapés, ouviu-se de quase tudo. Porém, foram os Maroon 5, Stevie Wonder, Bruce Springsteen, Joss Stone e especialmente Bryan Adams aqueles que mais apreciei. Ouvi e vi, embora à distância, canções verdadeiramente maravilhosas, em que o calor do público e a sintonia dos artistas em palco com o coro das pessoas, criaram momentos quase mágicos. 
O Rock in Rio, desculpem-me os não apreciadores, tem vindo a afirmar-se como um grande acontecimento musical em Portugal, que deixará uma marca de qualidade, apesar de todos os inconvenientes de uma logística de desconforto e até algum sacrifício. 
Lembro-me de ter assistido de perto ao incrível concerto de Paul McCartney e ao de Sting nas primeiras edições. Foram momentos realmente memoráveis.
Nesses anos cheguei a casa já madrugada alta, estafada, com as pernas bambas, os ouvidos a zumbir e a cabeça cheia de sons e imagens; lembro-me de despir as calças de ganga e ficar a ver as pobres quase ficarem em pé; além disso lembro-me de depois olhar para o espelho e não reconhecer a cor das minhas pestanas...
Nos anos seguintes, em que não fui, segui pontualmente alguns dos nomes mais significativos para mim, como Shakira e Anastacia. Lembro-me de nessa altura reconhecer na televisão o meu irmão, no meio daquela imensa plateia em pé, com a barba pintada de cor-de-rosa! Ele que anda impecavelmente aparado e vestido de fato todos os dias da semana, ali estava transfigurado naquela imagética do pop-rock. Não me admirei por aí além, pois eu mesma, numa das edições, vim para casa cheia de tatuagens auto-colantes com pequeninas guitarras, que espalhei em várias partes do corpo, a condizer com as duas tranças e o boné de pala. Durante um ou dois dias, se estivesse no meio dos meus alunos, seria finalmente um deles.
Quem corre por gosto não cansa. Se pudesse, teria certamente lá estado de novo este ano. Não sei em que figura regressaria a casa, mas certamente tão cansada quanto feliz.




Este vídeo quase não se ouve, foi gravado com o som muito baixo, mas dá para ver o ambiente e perceber o envolvimento do público português a cantar afinadíssimo em coro com Adam Levine.





Aqui foi um momento de completa surpresa para mim: Bryan Adams convida alguém da plateia para cantar com ele e escolhe, aparentemente ao acaso, uma fã: "the girl with the black t-shirt". Tratava-se afinal de Vanessa Silva, uma cantora que tem trabalhado em musicais de Filipe La Féria e em programas de televisão. Resultou num fabuloso e inesperado dueto. Motivo de orgulho para as mulheres portuguesas, achei eu. 
Vejam a notícia aqui.

sábado, 2 de junho de 2012

O lado romanesco de Luís Diferr


"O que será que será,
Que andam suspirando por essas florestas?
Que andam até cantando por entre pedras e rochas,
Por entre o arvoredo baço na neblina
E a margem desse rio de água fria?
Que nome é esse que ali se ouve,
Gwynivea, Kli, Samara...

Aventura, romance, fadas, escritas de Apuleio,
o idiota da aldeia, e a futura traição da ruiva Slytia...
O que será, que será que aí virá?"
Luís Diferr
Este é o comentário de Luís Diferr a respeito do romance de aventuras "OS DRUIDAS DE VALMENOR".
O romance, escrito numa prosa ora agreste ora poética, revela uma outra faceta do autor, conhecido em geral como desenhador de ilustrações e autor de Banda Desenhada. Mais recentemente tem feito experiências gráficas em Photoshop, utilizando recursos cromáticos, texturas e fotomontagens no seu Blogue. 
É também aí que este romance começou a ser publicado em episódios, agrupados em quatro partes:
I - O Salmo
II - A Porta
III - A Fada
IV - O Esquilo
 Podem seguir as aventuras de Kli Van-Kli aqui.

Leonardo Coimbra em Banda Desenhada


A Editora Âncora e a Leya convidam para o lançamento oficial deste magnífico álbum de de Banda Desenhada, com texto e desenhos de José Ruy, sobre a vida do filósofo português Leonardo Coimbra.
O evento terá lugar na terça-feira, dia 5 de junho, na Livraria Bucholz, em Lisboa, pelas 18,30 horas e a apresentação da obra está a cargo do Dr. José de Matos-Cruz.
Para saber mais sobre esta obra,  clique  aqui.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Dia da Criança em imagem

Fada de "A menina curiosa",
texto de Álvaro Magalhães e ilustração de Luís Diferr
Edições ASA, 1989

Dia Mundial da Criança

Crianças - Edward Pothast

Feliz como uma Criança
Oh! A idade venturosa da infância! Onde há outra mais feliz e mais tranquila, mais sorridente - isto é, mais egoísta?... Em volta de nós podem suceder as piores catástrofes. Se elas nos não arrancam nem os brinquedos nem os bolos, não nos atingem de forma alguma... não as compreendemos sequer...
Quando muito, correm-nos lágrimas vendo chorar as nossas mães. No entanto, é só ainda vagamente que percebemos a dor humana. Por isso as nossas lágrimas secam depressa diante dos brinquedos. E se o quadro em que nos agitamos é risonho, a infância transforma-se-nos então num jardim maravilhoso. Para as crianças felizes, só para elas, existe realmente um céu - o ceú dos seus primeiros anos.

Mário de Sá-Carneiro, in 'O Incesto'
Enviado por Tita Fan