segunda-feira, 15 de junho de 2009

Algumas ideias para uma proposta de Avaliação Docente


Octávio Gonçalves publica hoje no seu Blog um texto extenso e bem fundamentado com alguns contributos para uma proposta de Avaliação de Desempenho Docente, em moldes mais credíveis e justos do que aquele que foi imposto pelo Ministério da Educação.

Este professor de Filosofia no Ensino Secundário e de Psicologia Cultural na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro é membro do Movimento Promova e já deixou clara a sua posição pública de não participar no modelo de Avaliação em vigor, nomeadamente, a recusa da entrega da Ficha de Auto-Avaliação.

Este contributo que hoje publica vem reforçar a ideia de que os professores querem ser avaliados, mas em moldes diferentes daqueles a que hoje estão sujeitos.
Ficam aqui alguns excertos para reflexão e discussão:


"1) a qualificação como titular foi o resultado de um processo vergonhoso e injusto de selecção, o que retira, desde logo, credibilidade ao processo de avaliação, pelo que se torna urgente a revogação desta divisão inútil. Como Alexandre Ventura salientou recentemente, um dos aspectos que desqualifica a avaliação é a circunstância da ausência de auto e de hetero-reconhecimento das competências do avaliador, pelo que esta função não deve ser deixada ao arbítrio de uma única pessoa;

2) constituição de uma equipa de avaliadores por proposta da Direcção da escola, do Conselho Pedagógico e dos Departamentos, de forma a que, em cada escola, fossem propostos os professores de mérito mais reconhecido (tendo em conta a formação, a experiência, as competências evidenciadas e até a disponibilidade dos candidatos) e que depois pudessem ser sujeitos a bolsas de horas para o efeito e a planos de formação séria que lhes permitissem um acompanhamento cooperativo e suportivo do aperfeiçoamento das práticas docentes dos colegas sob avaliação (ou não será esta a finalidade de um processo de avaliação?). Só em casos de manifesta inadequação ou incumprimento dos objectivos definidos para cada escola, haveria lugar a penalizações;

3) diferenciação do mérito sem quotas, mas sujeita a rigorosas provas públicas (abertas à comunidade educativa) perante um júri constituído pelo Director, pelo Coordenador de Departamento, por um elemento da Comissão de Avaliação da Escola e por um representante das estruturas do ME (inactivação da subjectividade e do favorecimento pessoal), em que pudesse ser avaliado o currículo do candidato e o mérito da sua actividade docente. Para escalões superiores, estas provas seriam facultativas, ocorrendo a requerimento dos docentes interessados em progredir.
Claro está que se trata de ideias gerais, que depois careceriam de ajustes específicos susceptíveis de negociação entre a tutela e as estruturas representativas dos professores e das escolas."

Publicado por Octávio V Gonçalves, 15 de Junho de 2009

Pode ler o texto completo no Blog Octávio V Gonçalves

Foto de Pérola de Cultura: Octávio Gonçalves ao centro, na manifestação de 30 de Maio.

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