segunda-feira, 8 de junho de 2009

A quem os professores devem agradecer


A esta derrota do PS não são alheios os muitos milhares de professores que se sentiram maltratados, prejudicados e até enxovalhados na sua dignidade profissional por esta equipa ministerial, suportada incondicionalmente por José Sócrates.

A julgar pelas três mega-manifestações que se verificaram durante este ano lectivo e duas greves com cerca de 90% de adesão, perceberemos facilmente que talvez uma grande maioria dos 150000 professores e as suas famílias não devem ter tido muita vontade de dar novamente o benefício da dúvida a este PS.

Os professores, indubitavelmente, uma das classes profissionais mais castigadas por este governo, contribuiu para este resultado que o PS não esperava. Maria de Lurdes Rodrigues e José Sócrates nem sequer conseguiram esconder a sua crispação e este último nas suas respostas da conferência de imprensa começou a andar em looping por já não saber mais o que dizer.

É provável que depois do resultado de hoje se intensifiquem as estratégias de sedução para as legislativas e o governo comece a dar uns rebuçadinhos para nos adoçar e tentar fazer-nos esquecer os vexames e os prejuízos incalculáveis destes quatro anos. Contra essa possibilidade há que estar atentos e vigilantes e mais do que nunca e mantermo-nos unidos e firmes nos nossos propósitos.

Esta vitória contra este PS vem demonstrar que é possível unir a esquerda e a direita quando as razões são de peso e inequívocas. Vimos do nosso lado nas manifestações candidatos hoje eleitos, como Diogo Feio, Ilda Figueiredo e Miguel Portas. Paulo Rangel na Assembleia da República tomou posições de apoio inequívoco à luta dos professores, assim como no elogio ao documento "Compromisso pela Educação". Os professores e as suas famílias souberam dar a estes deputados a sua gratidão, elegendo-os para Estrasburgo.

Aos que por cá ficarão, agradeço a Bernardino Soares, Cecília Honório, Francisco Louçã e muito especialmente Ana Drago a defesa intransigente dos interesses dos professores, tanto na Assembleia da República como nas ruas em todas as ocasiões em que os professores as percorreram, pela solidariedade activa que manifestaram.

Aos Movimentos Independentes de Professores que impulsionaram muitas vezes as nossas lutas ajudando as forças sindicais e aos colegas bloggers, o meu mais sincero obrigada.

Porém, a luta não pode abrandar; este recado ao PS foi só a primeira etapa da derrota que tem de ser dada nas legislativas.

1 comentário:

  1. Já tenho passado aqui pelas pérolas mas sem deixar dedada. Hoje é a noite!
    Se me permite, sublinhe-se o "pela educação" porque, ao contrário do que as intoxicações quiseram fazer crer, o combate que empreendemos não se restringe ao umbigo dos professores.
    Todos somos poucos e a luta continua já agora, pois é o futuro que está em jogo.
    Continuação de bom trabalho.

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